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Sábado, 24 de Junho de 2017
08/02/2009
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Estadão
08/02/2009 - 19:40h

Empresa nega excesso de peso em avião que caiu no Amazonas
Diretor da Manaus Aerotaxi, Marcos Pacheco, descarta excesso de peso em acidente que matou 24 pessoas

Arte: estadao.com.br

Aeronave saiu de Coari com destino a Manaus e caiu no Rio Manacapuru

MANAUS - Em coletiva realizada nesta tarde no Terminal 2 do Aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus, o diretor da Manaus Aerotaxi, Marcos Pacheco, descartou excesso de peso no avião Bandeirante (Emb 110), de prefixo PT-SEA, que caiu por volta das 15 horas do sábado, 7, no Rio Manacapuru, próximo da Ilha de Monte Cristo, em Manacapuru, no Amazonas. Pacheco afirmou que a capacidade de transporte da aeronave era de 5.700 kg. Ele não soube informar quanto tempo de voo tinha a aeronave, mas garantiu que o avião estava com a documentação em ordem e autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

As sobreviventes Brenda Dias Moraes (esq.) e Ana Lúcia Lauria (centro) prestam declarações na delegacia da cidade de Manacapuru, na noite do sábado, 7. Foto: Arlesson Sicsú/EFE

Brenda Dias Moraes, de 21 anos, assessora da secretaria municipal de Ação Social de Coari, contou que quando o avião caiu na água conseguiu abrir a porta traseira e sair da aeronave com as outras três pessoas que sobreviveram, antes de ele afundar. Brenda disse à TV GloboNews "Tudo foi muito rápido. O avião afundou muito rápido. Nós só tivemos chance de sair, porque estávamos nos últimos assentos e pudemos abrir a porta de emergência"

Uma das sobreviventes explicou às autoridades que um dos motores falhou em pleno voo, por isso o piloto tentou fazer uma aterrissagem de emergência, mas caiu a 500 metros da cabeceira da pista.

A Aeronáutica começou a investigar as causas do acidente na tarde deste domingo, 8, depois que a Defesa Civil encerrou as buscas por vítimas no final da manhã. Uma equipe está periciando o local.

Em nota, o brigadeiro do ar Antonio Bermudez, chefe de Comunicação da Aeronáutica, informou que o acidente aconteceu em meio a uma tentativa de pouso de emergência no rio. A perda repentina de contato no radar e de comunicações com a aeronave, por volta das 16 horas, motivou o início das buscas, informa Bermúdez na nota.

A aeronave, que saiu do aeródromo de Coari por volta das 12h30 do sábado, rumo ao aeroporto Eduardo Gomes, na capital amazonense, levava 28 pessoas, sendo 18 da mesma família. O acidente causou a morte de 24 pessoas, incluindo o piloto e o copiloto. Apenas quatro passageiros foram resgatados com vida: Ana Lúcia Reis Laurea, de 43 anos, Brenda Dias Moraes, de 21, Erick da Costa Liberal, de 23, e seu irmão Yan, de 9 anos.

Segundo familiares das vítimas, na lista oficial dos mortos figuram 20 parentes diretos ou indiretos de um empresário chamado Omar Melo, que seguiam para Manaus para comemorar seu aniversário.

As autoridades temem que, além das más condições meteorológicas, o acidente tenha ocorrido também por excesso de peso, pois a empresa disse inicialmente que o avião levava 20 passageiros, 8 a menos do que os que estavam a bordo.

"Houve algum excesso, porque a empresa declarou 20 passageiros e haviam 28 no voo", disse aos jornalistas o coronel Roberto Rocha da Defesa Civil. Por sua vez, a empresa proprietária da aeronave alegou que alguns passageiros levam crianças de colo que não foram contabilizadas na lista de passageiros.

O piloto César Griger, gaúcho, 46 anos, tinha mais de 20 anos de atividade, sendo 6 apenas nesta empresa. Antes de trabalhar como piloto comercial, ele foi piloto da Força Aérea Brasileira. O co-piloto era Denilson Cilino Aires da Silva, amazonense, 23 anos, há 6 meses na empresa. Tinha aproximadamente 3 anos de experiência como co-piloto.

Carolina Freitas, da Agência Estado, Renata Magnenti, especial para O Estado de S.Paulo, Teresa Ribeiro, do estadao.com.br e EFE

 

 

O Estado de São Paulo
08/02/2009

Avião cai no AM e mata pelo menos 6
Até 23h, 4 sobreviventes foram resgatados; Aeronáutica suspeita que piloto notou pane e tentou pousar em lago
Damaris Giuliana

Um avião Bandeirante (Emb-110), de prefixo PT-SEA, caiu por volta das 16 horas de ontem (pelo horário de Brasília) no Lago Manacapuru, alimentado pelo Rio Solimões, próximo da Ilha de Monte Cristo, no Amazonas. Ele levava 24 pessoas, segundo a lista oficial da empresa de táxi aéreo, que só deve ser confirmada hoje. Quatro sobreviventes foram encontrados até as 23 horas e seis corpos já haviam sido retirados das águas.

Os demais passageiros, o piloto e o copiloto ficaram presos dentro do avião fretado pela Manaus Táxi Aéreo, a 5 metros de profundidade. Para a Aeronáutica, houve pane em um dos motores e o comandante tentou pousar o bimotor no lago, a 500 metros da pista do Aeroporto de Manacapuru. O piloto era César Griger, gaúcho de 46 anos, com mais de 20 anos de voo (6 anos na empresa) e ex-piloto da Força Aérea Brasileira (FAB). O copiloto era Denilson Cilino Aires da Silva, amazonense, de 23 anos, há seis meses na empresa. Tinha aproximadamente três anos de experiência como copiloto.

A previsão era de que o voo seguisse de Coari para Manaus (a uma hora de distância). A queda ocorreu no meio do caminho, mais precisamente na área de uma comunidade chamada Santo Antônio, logo após o piloto entrar em contato com a torre do Aeroporto de Manaus e informar que voltaria para Coari, por causa da forte chuva e da pane. Nesse momento, o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo da capital amazonense (Cindacta-4) perdeu contato com a aeronave.

Segundo o 1º sargento do Corpo de Bombeiros de Manaus, Marimar Machado Marques, pelo menos 35 homens da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros de Manacapuru trabalhavam nas buscas ontem. A aeronave ainda estava dentro do rio à noite e se estudava uma forma de retirá-la. A chuva forte e a água barrenta dificultavam os trabalhos de resgate, que precisaram ser paralisados por volta das 20 horas.

MERGULHADORES

Duas equipes de mergulhadores dos bombeiros de Manaus se deslocaram para a área e iriam trabalhar de madrugada no local do acidente, para resgatar as vítimas. Foram resgatados com vida Ana Lúcia Reis Livrária, de 43 anos; Brenda Dias Moraes, de 21; Eric Evangelista da Costa, de 23; e Ian da Costa Liberal, de 9 anos.

Os corpos das vítimas serão encaminhados ao Instituto Médico-Legal de Manaus. Ontem, dezenas de pessoas se aglomeravam na frente do guichê da Manaus Táxi Aéreo, que fica no terminal 2 do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na capital amazonense, em busca da lista oficial de passageiros. Como se trata de um voo fretado, a empresa preferiu não dar nomes, antes de confirmar o embarque de todos que estavam na sua lista.

 

 

O Estado de São Paulo
08/02/2009

Acidentes graves em 2008

28/11: Piloto e três ocupantes de um bimotor morreram quando o avião caiu no Aeroporto JK, em Anápolis (GO), a 55 quilômetros de Goiânia. Dois passageiros ficaram feridos com gravidade

23/11: Bimotor com dez pessoas a bordo caiu no Recife, matando o piloto, Eurico Pedroso Júnior, e o produtor da banda Calypso, Gilberto Silva

5/11: Duas pessoas morreram e uma ficou ferida, após a queda de um avião de pequeno porte em Ponta Grossa, no Paraná

2/11: Monomotor caiu no pátio de escola municipal em Paranavaí (PR). Os cinco ocupantes morreram

2/3: Monomotor cai em galpão na Barra da Tijuca, no Rio. O piloto e três empresários, que seguiam para Florianópolis (SC), morreram na hora

 

 

O Estado de São Paulo
08/02/2009

Bombardier leva cérebros da Embraer
Nos próximos dias, cerca de 50 engenheiros desembarcam em Montreal para trabalhar em projetos da concorrente
Patrícia Cançado

Em meados do ano passado, vários engenheiros da Embraer receberam uma ligação da canadense Bombardier. Do outro lado da linha, queriam saber se tinham interesse em se mudar para o Canadá para trabalhar em novos projetos da companhia. Meses depois, muitos deles estavam em Buenos Aires, onde a Bombardier alugou salas de um hotel para as entrevistas. Nos próximos dias, um grupo de cerca de 50 ex-funcionários da Embraer desembarca em Montreal, onde fica a sede da companhia. A maioria fará parte da equipe que vai desenvolver o CSeries, nova família de jatos lançada em julho e concorrente direto do ERJ 190/195 da fabricante brasileira.

Não se trata de um grupo qualquer de engenheiros. Eles são estratégicos para a Bombardier, que lançou com atraso o jato regional para até 130 passageiros - a Embraer enxergou o filão há quase uma década e hoje colhe os lucros da decisão. Os profissionais recrutados pelos canadenses acumularam experiência que poucos engenheiros aeronáuticos no mundo têm, pois estiveram envolvidos no projeto do avião de mesmo porte que revolucionou a aviação e a própria fabricante brasileira nos últimos anos.

"Eles não falaram explicitamente, mas o interesse por nosso know-how fica evidente, pois só estão contratando o pessoal que trabalhou no 190/195", diz um integrante do grupo, que pediu para não ser identificado. "A Bombardier quer entrar num mercado que só a Embraer atua."

A "missão" é cercada de discrição. Eles evitam falar do assunto por temer retaliação da Embraer. Segundo eles, quem deixa São José dos Campos para fazer avião em outro país é visto pela empresa - e até por ex-colegas - como traidor. "Normalmente quem está indo pede demissão, mas não conta que vai trabalhar na Bombardier." Procurada, a Embraer apenas disse, por e-mail, que "entende que a movimentação de profissionais seja uma característica comum no mercado, especialmente em um setor globalizado e específico como a aviação, onde as opções se restringem a poucas companhias".

O porta-voz da Bombardier, Marc Duchesne, confirmou somente que a companhia, terceira maior fabricante de aviões do mundo, procura profissionais experientes para programas recém-lançados, como o CSeries e o Learjet85.

Como se trata de um setor com poucos concorrentes, tirar um time grande de profissionais de uma vez só não é das atitudes mais bem vistas. No passado, uma tentativa semelhante de recrutar engenheiros da Embraer chegou à Organização Mundial do Comércio, provocando conflito diplomático entre os dois países. Por isso, desta vez o processo de seleção foi feito sem alarde.

Esse é o segundo êxodo recente de engenheiros brasileiros para o Canadá. A fuga de cérebros da Embraer começou no ano passado, com outros 50 profissionais. A fase atual do projeto do CSeries é minuciosa e também a que mais requer engenheiros. O avião está previsto para voar em 2013. O cliente inaugural deve ser a alemã Lufthansa, que encomendou 30 jatos, com opção de outros 30.

Boa parte da turma atual foi recomendada pela leva anterior. Em geral, a maior motivação não é salarial. Na Embraer, vários recebiam, em média, R$ 7 mil por mês, além de 13º salário e participação nos lucros. Na Bombardier, os ganhos anuais ficam, no mínimo, em U$ 90 mil (ou R$ 17 mil mensais), mas esses dois últimos benefícios não existem por lá e o custo de vida é mais alto. O que atrai é a oportunidade de experiência internacional, conhecimento profissional e fluência em inglês e francês. Acostumados ao rígido esquema de trabalho da Embraer, eles também sonham com carga horária mais flexível e estrutura menos hierárquica.

As contratações ocorrem no momento em que a Bombardier enxuga seu quadro. Na quinta-feira, ela anunciou um corte de mais de 1.300 funcionários - ou 4,5% da força de trabalho -, sinalizando o fim de um próspero período de vendas dos jatos Learjet e Challenger. Com a crise, a companhia espera queda na demanda por esses modelos, que estavam entre os preferidos de banqueiros e executivos. Ao mesmo tempo, a Bombardier confirmou que vai contratar 800 funcionários para trabalhar em suas novas apostas: CSeries, Learjet 85 e CRJ1000. Muito antes desse anúncio, vários brasileiros já sabiam que seria assim.

 

 

O Estado de São Paulo
08/02/2009

''Fuga das galinhas'' vira manifesto
E-mail ironiza saída da Embraer

Nos últimos dois anos, um manifesto anônimo intitulado "A Fuga das Galinhas" circulou no correio eletrônico dos funcionários da Embraer chegando, inclusive, ao alto escalão da companhia. O autor mostra-se indignado e insatisfeito com o tratamento dado aos engenheiros. Essa postura, segundo o texto, é que teria despertado nos profissionais o desejo de procurar novos desafios, em empresas que pudessem valorizar mais a sua alta qualificação técnica.

O manifesto foi escrito após um ruidoso episódio entre a Embraer e a fabricante de jatos executivos Gulfstream, ocorrido em setembro de 2006. Na época, a empresa americana publicou um anúncio em inglês num jornal de São José dos Campos, no interior de São Paulo, sede da Embraer, em que oferecia vagas para engenheiros.

A Embraer apresentou denúncia à Procuradoria Regional do Trabalho, alegando prática ilegal de comércio. Acusava a concorrente de burlar a legislação para aliciar seus funcionários em São José dos Campos, o que implicaria transferência de know-how e de tecnologia. A Embraer ganhou a disputa, e as entrevistas, que seriam feitas em um hotel na cidade, foram barradas pela Justiça.

O funcionário deixa uma referência clara ao episódio no trecho "agora que veio uma Granja do estrangeiro oferecer um galinheiro com tudo que as nossas galinhas já sonharam na vida, principalmente milho, em quantidade e de boa qualidade, o dono do nosso galinheiro pega sua espingarda e, ao invés de atirar no lobo que está ?roubando? as suas galinhas, atira nas suas próprias galinhas".

Os americanos estariam no Brasil com visto de turista. Na ocasião, a Gulfstream não se manifestou. O autor do texto teria conseguido fugir, da mesma forma que as galinhas da popular animação americana, e não trabalha mais na Embraer. Dizem que ele hoje dá expediente em Montreal.

 

 

O Estado de São Paulo
08/02/2009

British Airways vai congelar salários

A companhia aérea British Airways vai congelar o salário de seus 42 mil funcionários e buscar reduções voluntárias para baixar custos e voltar a ter lucro, informou ontem o jornal The Daily Telegraph. Na sexta-feira, a empresa anunciou o prejuízo líquido de 127 milhões de libras ( 146 milhões) em nove meses até 31 de dezembro (ano fiscal local) - ante lucro de 740 milhões no mesmo período de 2007 - em razão da desvalorização da libra. Apesar das perdas, sua ações fecharam o pregão da Bolsa de Londres da sexta-feira em alta de 10,5%, após confirmar que seguem as negociações com a Iberia para uma possível fusão.

 

 

Coluna Claudio Humberto
07/02/2009

Nenê na Polícia

Será na sexta-feira (13) o depoimento do empresário Nenê Constantino na Polícia Civil de Brasília. O dono da Gol, Varig e Viação Planeta, entre outras empresas, foi indiciado pelo assassinato de um líder comunitário.

 

 

Coluna Claudio Humberto
07/02/2009

Nas asas da Embraer

A Japan Airlines, poderosa companhia aérea japonesa, acaba de adquirir um jato Embraer 170, e vai utilizá-lo para percursos longos. É a primeira venda da Embraer no mercado japonês.

 

 

O Estado de São Paulo
07/02/2009

Jobim libera R$ 600 mi para Galeão até 2011

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem que serão investidos R$ 600 milhões no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) até 2011. Ontem foi discutida a eventual abertura do Aeroporto Santos Dumont, no centro, para voos nacionais, já defendida por Jobim. A medida está em estudo na Anac, órgão subordinado à Defesa. O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes são contra.

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