Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sábado, 27 de Maio de 2017

07/05/2009

Notícias Anteriores

Mercado e Eventos
07/05/2009

Webjet apresenta nova sede e anuncia planos de expansão


Wagner Ferreira convida as pessoas para conhecer a nova sede da Webjet no Rio

Com a expressão "Web Bom dia", o presidente da Webjet, Wagner Ferreira, recebeu um grupo de jornalistas na primeira visita de convidados da nova sede da empresa no Rio Office Park, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, que possui 1.000 metros quadrados e recebeu investimentos na ordem de R$ 700 mil.

"A antiga sede que funcionava num hangar no Aeroporto de Jacarepaguá ficou pequena e impedia uma melhor comunicação entre os funcionários. Aqui trabalhamos com coletividade e valorizamos relacionamento entre e os nossos colaboradores. Não temos salas exclusivas e a idéia é otimizar a nossa comunicação", explicou.

A nova sede, tem capacidade para 143 funcionários, mas atualmente trabalham 128 pessoas. No total, a Webjet conta com 1.024 funcionários e deve chegar até o final do ano a 1.239.

Na ocasião, o dirigente anunciou planos da expansão da companhia, que até o dia 16 de junho terá uma frota com 16 aeronaves. Wagner Ferreira, que estava acompanhado do diretor comercial e de marketing, Davidson Botellho confirmou a chegada de mais cinco aeronaves. "Uma já está sendo vistoriada na Anac e a outra partiu de Londres hoje rumo ao Brasil. No dia 25 de maio recebemos uma terceira aeronave e até o dia 16 de junho mais duas", explica.

Em relação aos novos voos, ele confirmou que a partir de 11 de maio terão início cinco operações diárias interligando Santos Dumont ao Aeroporto de Guarulhos, além de uma entre Santos Dumont / Curitiba / Porto Alegre. "No dia 18 de maio estaremos lançando um voo direto entre Porto Alegre e Brasília que possibilitará boas conexões para o Nordeste. Em seguida teremos mais um voo entre Porto Alegre e Curitiba totalizando quatro operações diárias".

Sobre as vendas, Ferreira destacou a parceria com os agentes de viagens, que respondem por 83% das vendas, sendo que lojas e call center ficam com 10% e a internet com 7% das vendas. "A empresa está moldada para bem atender aos agentes de viagens, nossos principais parceiros".

Davidson Botelho confirmou que a Webjet está contratando uma empresa para cuidar da imagem da comunicação a bordo da companhia. "Estamos lançando uma campanha para que os agentes de viagens e os funcionários apresentem sugestões para o nome da nova revista de bordo", afirmou.

Sobre o programa de fidelidade, Botelho disse que não será lançado este ano, mas em 2010. "Será um novo modelo de programa, onde os clientes ganharão pontos não apenas com as viagens, mas com outros quesitos, como pessoas indicadas e, inclusive, pontos a partir dos voos das pessoas por eles indicadas", informou.

 

 

Mercado e Eventos
07/05/2009

Anac discute hoje regras de atendimento a passageiros

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realiza hoje (07/05), em Brasília, audiência pública para discutir sua proposta de tornar mais rigorosas para as empresas aéreas as regras de atendimento aos usuários. A audiência será realizada entre as 10h e as 13h, no auditório da Sexta Gerência Regional (GER 6), localizado no Setor de Hangares, lote 4, no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek.

Durante a audiência, os interessados terão a oportunidade de apresentar contribuições para a elaboração de novas normas para o setor aéreo, aplicáveis nos casos de atraso, cancelamento e preterição (impedimento ao embarque).

De acordo com a assessoria da agência, a preterição pode ocorrer em duas situações: quando há necessidade de a empresa substituir uma aeronave (para manutenção não programada, por exemplo) por outra com número menor de assentos ou nos casos de venda de passagens acima da capacidade do avião (overbooking).

Além de propor a redução do tempo de que as companhias dispõem para informar os clientes sobre as alternativas de reparação quando seus voos sofrerem atrasos de mais de quatro horas, a Anac defende que o usuário receba a assistência necessária a partir da primeira hora de atraso.

Pela atual regulamentação, as companhias têm que reacomodar os passageiros em um voo próprio ou de outra companhia, para o mesmo destino, a partir da quarta hora de atraso de um voo. Além disso, as empresas devem sempre oferecer aos clientes a opção de receber o valor integral que tenham pago por suas passagens.

Pela nova proposta da Anac, as empresas aéreas deverão providenciar a troca do voo ou reembolsar o usuário tão logo confirmem que a viagem irá atrasar mais de quatro horas. Além disso, em caso de cancelamentos programados de voos, as companhias teriam que informar os passageiros com 72 horas de antecedência. Atualmente, segundo a própria agência, a legislação é omissa quanto ao dever das companhias de informar antecipadamente o cancelamento.

Quanto ao atendimento que já é prestado a partir da primeira hora de atraso, a Anac propõe que a nova regulamentação detalhe o tipo de assistência que as companhias terão que passar a oferecer aos usuários nos casos de atraso, cancelamento, interrupção do voo ou de impedimento ao embarque no horário previsto que não seja causado pelo cliente. Em nota divulgada em seu site, a agência diz que o atendimento estaria voltado para o acesso à comunicação (telefone ou acesso à internet), alimentação, acomodação em local adequado e ao transporte.

 

 

Valor Econômico
07/05/2009

Ocean Air pode trocar Fokker por Embraer
Rafael Rosas, do Rio

O diretor executivo da Ocean Air, Renato Pascowitch, afirmou que os aviões da Embraer estão entre as possibilidades de aquisição para o processo de substituição dos Fokker MK-28 que a companhia aérea utiliza hoje. A Ocean Air conta com 14 modelos do tipo e a substituição começará a ser feita em 2011. Pascowitch destacou que a tendência será a busca por companhias que forneçam aviões similares, de 100 assentos, a exemplo dos modelos da Embraer.

A partir de 2010, a Ocean Air começará a receber aviões da Airbus. O executivo explicou que essas aeronaves não substituirão os modelos da Fokker, já que são maiores que os usados hoje pela empresa. No total, está prevista a aquisição de 28 Airbus A319 e A320, de uma frota de 74 que o Synergy Group, controlador da Ocean Air, adquiriu da fabricante europeia.

"Quando realizarmos a troca, buscaremos aviões de tamanho similar, e tenho certeza que a Embraer estará entre as possibilidades", disse. Ele também confirmou o interesse da empresa em parte das operações da Pantanal, empresa de aviação regional que está em recuperação judicial. Segundo o diretor, o "filé mignon" são os 34 slots que a companhia possui em Congonhas. "Estamos olhando como o processo de recuperação judicial vai se desdobrar", disse.

 

 

Valor Econômico
07/05/2009

Voos para Europa já têm tarifa menor Valor Online

SÃO PAULO - Duas companhias aéreas internacionais, a British Airways e a Iberia, foram as primeiras a anunciar tarifas 20% menores devido à liberdade tarifária para voos ao exterior de longo percurso, aprovada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anec) em 23 de abril.

As duas empresas aéreas fazem parte da mesma aliança - a Oneworld - e curiosamente anunciaram os mesmos preços, ontem, para um escopo de destinos europeus bastante similar.

Tanto a British como a Iberia divulgaram tarifas a partir de US$ 695 para destinos como Paris, Roma, Londres, Amsterdã, Bruxelas, Zurique e Frankfurt. Antes da liberação, os preços mínimos obrigatórios para esses destinos eram US$ 869 ou US$ 863. A British, que tem sede em Londres, ainda oferece o preço mais baixo para cidades em Portugal e para Madri. A Iberia, cuja sede é na capital espanhola, oferece voos mais baratos para Londres.

As companhias estão seguindo a decisão da Anac, que permite a aplicação de descontos de até 20% nos preços mínimos antes estabelecidos. A partir de julho, os descontos poderão ser de até 50%; em outubro, poderão ser de até 80% e, em 2010, já não haverá qualquer barreira tarifária.

As empresas não divulgam quantos assentos em cada voo estão sendo oferecidos pelos preços mais baixos, nem por quanto tempo eles serão válidos.

Hoje, o presidente da TAM, David Barioni, disse que a empresa não espera reduções significativas por enquanto. "Não há muito espaço para baixar tarifas. Nos voos para Miami, por exemplo, os preços estão cerca de 20% acima da banda mínima", disse.

Segundo Barioni, é preciso saber o número de assentos que as empresas aéreas disponibilizam em cada voo com tarifas mais baixas. "Se forem muito poucos, a promoção é uma jogada de marketing", disse.

No primeiro trimestre, a TAM teve uma ocupação de 72% em seus voos internacionais e prevê uma taxa semelhante para o segundo trimestre, apesar de o período entre abril e junho ser tradicionalmente o mais fraco do ano.

Diversas outras empresas estão fazendo promoções, mas ainda não atribuem essas medidas à liberação promovida pela Anac. A American Airlines anuncia em seu website alguns voos entre Brasil e Estados Unidos por US$ 657, ou 7% menos do que o limite de US$ 709 vigente antes da liberação. A empresa alega, contudo, que esse desconto já era permitido pela Anac em época de baixa temporada, antes mesmo de a liberação ser implantada.

Copa e Avianca estão fazendo promoção no estilo "leve dois, pague um". Air France e TAP são outras companhias que formatam ofertas especiais.

(Roberta Campassi | Valor Econômico, para Valor Online)

 

 

Valor Econômico
07/05/2009

Geometra exporta peças do Tucano para Inglaterra
Leonardo Rodrigues / Valor

A empresa Geometra, de São José dos Campos (SP), acaba de fechar seu primeiro contrato de exportação de peças de reposição do trem de pouso da aeronave EMB-312 Tucano, para a Inglaterra. A qualificação da Geometra como fornecedora do trem de pouso do Tucano, tarefa antes desempenhada pela Embraer, fabricante original da aeronave, foi viabilizada a partir de uma parceria entre a Geometra e o Centro Logístico da Aeronáutica (CELOG), que investiu R$ 3 milhões no projeto de industrialização do equipamento.

Graças a esta parceria, a Geometra também está prestes a acertar a venda do sistema completo desse mesmo trem de pouso para a Força Aérea Colombiana, que possui 14 aviões Tucano em sua frota. As aeronaves colombianas, segundo o presidente da Geometra, Luiz Paulo Junqueira, iniciarão um programa de modernização coordenado pela Embraer. O projeto também inclui mudanças na estrutura da aeronave e um reforço da asa.

O EMB-312 Tucano, versão anterior ao atual Supertucano, iniciou sua operação na Força Aérea Brasileira (FAB) em 1983 como treinador avançado de pilotos. Na época foram adquiridas 133 unidades do modelo pela FAB e atualmente elas somam 104. No mundo foram vendidas cerca de 650 aeronaves, que estão em serviço em 15 forças aéreas internacionais, mercado que a Geometra vê como potencial comprador dos seus trens de pouso. A Inglaterra, por exemplo, possui em torno de 60 Tucano em sua frota.

O desenvolvimento do trem de pouso pela Geometra foi uma alternativa que a FAB encontrou para garantir o fornecimento do sistema para a sua frota e também para os operadores da aeronave no mundo, que já vinham enfrentando problemas com a falta de peças de reposição. "Há mais ou menos dois anos, os Tucano da FAB começaram a apresentar certo grau de fadiga (desgaste) nos trens de pouso e como ninguém mais fabricava o equipamento, decidimos investir no desenvolvimento de um novo projeto industrial", explica o diretor do CELOG, brigadeiro Edgard de Oliveira Júnior.

O projeto do novo trem de pouso do Tucano, segundo Oliveira Júnior, foi aperfeiçoado e em seguida incubado na Geometra, que se responsabilizou pelo desenvolvimento do processo industrial. Depois de concluído todo esse trabalho, o trem de pouso passou por testes de resistência nos laboratórios do Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA), em São José dos Campos, até chegar à fase de certificação.

Para atender a frota de Tucano da FAB, de acordo com o brigadeiro, o CELOG encomendou cerca de 20 sistemas de trem de pouso da Geometra. "Temos planos de comprar mais, mas isso será feito à medida que os nossos aviões forem apresentando necessidade de troca do equipamento", disse. De acordo com o brigadeiro, o fato do trem de pouso da Geometra ter a sua certificação reconhecida por autoridades internacionais de aviação aumenta as chances de exportação do equipamento.

"O CELOG também possui um sistema de catalogação, onde procura incluir as informações sobre os produtos das empresas parceiras, disponibilizando-as para o comércio internacional", explicou. O Brasil, segundo o brigadeiro, participa do sistema de catalogação adotado pelos países signatários do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o trem de pouso fabricado pela Geometra também foi catalogado nesse sistema.

"O objetivo da FAB é capacitar a indústria nacional na produção e qualificação local de componentes aeronáuticos, estimulando o desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o país e garantindo autonomia para a operação dos nossos aviões", ressaltou o diretor do CELOG. O centro contabiliza o desenvolvimento de mais de 15 mil projetos produzidos no Brasil. "Absorvemos a tecnologia dos equipamentos que nós temos dificuldade de comprar no exterior e repassamos esse conhecimento para a indústria nacional".

No caso do trem de pouso do Tucano, se não houvesse um fornecedor para esse tipo de equipamento, segundo o diretor do CELOG, a FAB corria o risco de ter que paralisar a sua frota. A FAB, desde a criação da Comissão de Nacionalização de Material Aeronáutico, em 1977, acumula um acervo superior a 20 mil itens nacionalizados. O número de peças produzidas e fornecidas para uso também ultrapassa a cifra de cinco milhões de unidades.

Quase todos os aviões da FAB hoje, segundo Oliveira Júnior, possuem itens nacionalizados pelo CELOG e pelas indústrias parceiras, que formam um contingente de 300 empresas. "Atualmente, 67 empresas estão envolvidas com nossos processos de nacionalização", comentou o brigadeiro. "A nacionalização de peças pelo CELOG permite as indústrias brasileiras o acesso a tecnologias que elas não teriam condições de pagar, o que também reduz os custos de desenvolvimento", disse o presidente da Geometra.

A lista de itens estratégicos nacionalizados pelo CELOG incluem, além do trem de pouso do Tucano, as rodas do C-115 Buffalo, utilizado na Amazônia, o trem de pouso do T-25 Universal (aeronave de treinamento primário), a roda da frente do Bandeirante, motores, instrumentos de vôo, sistemas hidráulicos, asas, comandos de vôo, entre outros componentes de diversas aeronaves.

Página Principal