Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Terça-Feira, 27 de Junho de 2017

07/03/2010

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Zero Hora
07/03/2010

O FUTURO NO AR
PILOTO NATO
Nas pistas de corrida ou no comando da Gol, Constantino Junior exibe talento de campeãoNo dia 28 de março, em São Paulo, o automobilismo brasileiro terá o retorno de um dos mais promissores pilotos da década de 90: Constantino de Oliveira Junior.

Aos 41 anos, o presidente da Gol Linhas Aé­reas, a segunda maior companhia do país, vai vestir o macacão da Crystal Racing Team e acelerar na mais tradicional categoria do automobilismo brasileiro, a Stock Car. É verdade que, desde 2006, o executivo vem ensaiando sua gradual volta às pistas. No ano passado, correu na categoria Porsche GT3 – e foi vice-campeão. Mas, só agora, concorrendo com a elite dos pilotos nacionais e com contrato para disputar toda a temporada, a volta é definitiva.

– Ele é um piloto nato. O talento que ele tem no mundo dos negócios, tem também para o automobilismo – diz Amir Nasr, o amigo e chefe de equipe que fez o convite e trouxe Constantino de volta ao circuito profissional das corridas.

Constantino tem um certo vício por velocidade. Entre os analistas do mercado de ações, a Gol é conhecida como um dos mais bem-sucedidos casos de valorização da história da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Em cinco anos, a partir do lançamento das ações no mercado, em 2004, a receita líquida da empresa saltou 227%. Aberta com um capital de R$ 20 milhões, a companhia já vale mais de R$ 6 bilhões.

Desde a infância, em Brasília, um dos sete filhos de Nenê Constantino, o dono do Grupo Áurea, um dos maiores conglomerados de companhias de ônibus da América Latina, o empresário correu de kart. Em 1992, já na prestigiada Fórmula-3 sul-americana (trampolim habitual para a Europa e a Fórmula-1), Constantino foi vice-campeão.

– Ele era fantástico. Na primeira corrida na F-3, ele ganhou. Você pode ter o melhor carro, mas se não acelerar, não vai correr. E o Constantino sabia exatamente o que estava fazendo, ele é muito inteligente – lembra Luiz Alberto Trinci, o Dragão, engenheiro da equipe de Constantino na época.

Constantino chegou a fazer testes na F-1, mas, na encruzilhada da vida adulta, percebeu que não tinha o tipo físico para a principal categoria do automobilismo. Com cerca de 1m90cm e 90 quilos, era muito alto e pesado para os apertados carros da época (anos depois, os cockpits foram ampliados, para azar de Constantino). Com alguns quilos e centímetros o separando do sonho de competir entre os grandes do esporte, Constantino decidiu largar as pistas e foi trabalhar nas empresas do pai, onde foi diretor até 2000.

– Acho que ele pensou: “É Fórmula-1 ou nada”. E, vindo dele, não estranho, não – diz Nasr.

A compra da Varig acabou freando o crescimento da Gol

Em poucos meses, a família discutiu a possibilidade de abrir uma companhia aérea (um sonho do pai Nenê desde os anos 1970) para trazer o conceito de baixo custo e baixa tarifa, uma prática que vinha apresentando lucros em companhias inovadoras pelo mundo. Seis Boeing foram adquiridos e, com Junior, como é conhecido na empresa e na família, na presidência, a Gol levantou voo em janeiro de 2001.

Depois da estreia arrasadora, como um velocista que perde posições numa maratona, a companhia sofreu contratempos e reduziu a marcha. Em 2006, um avião da empresa foi envolvido em um acidente com 154 mortos. No ano seguinte, a empresa comprou a tradicional Varig. Mas o que, nos primeiros meses, foi motivo de orgulho, transformou-se em um peso para a companhia. Com aviões antigos e estrutura obsoleta, os voos intercontinentais da Varig deram prejuízo e frearam o crescimento da Gol (em 2008, a empresa registrou prejuízo de R$ 1,23 bilhão, agravado pela crise econômica mundial).

Segundo Paulo Sampaio, diretor da consultoria Multiplan, o episódio revelou um traço da personalidade de Constantino que se reflete na companhia: o pragmatismo.

– É uma empresa extremamente profissional. É a mais profissional das companhias. O único erro deles foi a falta de experiência para operar as rotas intercontinentais. Mas ele teve a coragem de cancelar tudo. Não ficou insistindo no erro – diz Sampaio.

O empresário que tomou a difícil decisão de deixar a Varig no chão para estancar a sangria financeira lembra o piloto que, quando perdia corridas, não lamentava o insucesso.

– Ele era assim: vamos para a próxima e tentar ganhar. Ele nunca vai perder a vontade de ganhar – diz Dragão.

Na Stock Car, Constantino chega como piloto profissional, salienta Nasr. Não há tratamento diferenciado e o empresário não mistura as atividades: os logotipos das empresas da família não estão no carro nem no macacão. Constantino não usará as relações de negócios para trazer patrocínios à equipe. Seu contrato é igual ao de Claudio Ricci, outro piloto da Crystal Racing Team.

– Se houver orçamento, eles vão receber. Eles têm 90% de chance de ter salário – diz Nasr.

Mesmo com a queda nas ações da Gol ocorrida durante a crise global, é difícil imaginar Constantino aguardando o contracheque da equipe. Em 2007, foi apontado pela Forbes como o 840º homem mais rico do mundo, com fortuna de US$ 1,1 bilhão.

 

 

Folha de São Paulo
07/03/2010

Táxi até Cumbica é mais caro que 1 mês de estacionamento
Gastos de quem deixa o próprio veículo em locais próximos aos terminais são menores
Garagens que ficam a cerca de 15 minutos do Aeroporto Internacional de Guarulhos estão cada dia mais lotadas; 45% dos clientes são de SP

EDUARDO GERAQUE
DA REPORTAGEM LOCAL

A corrida de táxi a partir de algumas regiões de São Paulo com destino a Cumbica, em Guarulhos, na região metropolitana, pode ficar mais salgada para o bolso do que deixar o próprio carro até um mês em um dos estacionamentos próximos ao aeroporto.

Preços fechados de taxistas cobrados de quem sai da zona sul da capital paulista, por exemplo, giram em torno dos R$ 200, contando ida e volta.

O valor é maior do que a média cobrada para deixar um veículo parado por 30 dias próximo aos terminais: R$ 160. Se for incluído o valor do combustível, ainda assim há uma economia, mesmo que pequena.

Por causa disso, os estacionamentos que existem nos arredores do aeroporto de Cumbica, a cerca de 15 ou 20 minutos de distância do terminal, estão ficando cada vez mais lotados.

Todas as empresas oferecem um serviço mais ou menos padrão. Funcionamento 24 horas. Van gratuita para levar e buscar os clientes. No desembarque, o usuário do estacionamento precisa ligar para o telefone entregue na ida e pedir o transporte. O motorista também leva com ele a chave do carro.

Cobertura

A principal diferença entre as pelo menos seis opções que existem na região é a cobertura da vaga. Alguns dos lugares não têm áreas 100% cobertas. Por isso, o preço cai. Quase todas as coberturas das vagas são formadas por estruturas de ferro e lona. Ou seja, chuva forte, por exemplo, vai sujar o carro.

Alguns, ainda, ficam mais na mão, do que outros. O que pode ser fundamental em caso de atraso para pegar um voo.

O aumento na procura pelos estacionamentos de Guarulhos -o do próprio aeroporto, que cobra uma diária R$ 31,50 sem desconto para estadias longas, também costuma encher- tem alavancando bastante a contabilidade dos empresários que resolveram investir na região.

"Nas festas de fim de ano, tivemos que fechar por alguns momentos para organizar os carros que estavam nos corredores", afirma Eliza Cazartelli, do estacionamento Zástrás, um dos mais novos da região. Ele existe há dois anos. "No ano passado, nosso faturamento subiu 100%", diz Cazartelli.

Nos estacionamentos BR Parking e Circus, do mesmo dono, o crescimento médio, a partir de 2006, é de 12% ao ano. Segundo o mapa de ocupação, 45% dos clientes são da própria capital. O restante é do interior (32%) e da Grande SP (23%).

 

 

Folha de São Paulo
07/03/2010

Ir de táxi vale pelo conforto, diz presidente de cooperativa
Cálculo deve incluir mão de obra e depreciação do carro, afirma taxista
Na opinião do presidente da Guarucoop, tarifa se justifica porque produtos vendidos no aeroporto são mais caros do que fora

DA REPORTAGEM LOCAL

O fato de a viagem de táxi para ir e voltar de Cumbica ser cara é relativizada por Edmilson Sarlo, desde 1996 presidente da Guarucoop (cooperativa de taxistas de Guarulhos).

"Há três anos não temos aumento. Ao contrário do ônibus", diz ele. "Nosso serviço, que é individual, custa R$ 74 até o centro de São Paulo. Você vai com mais conforto. O ônibus sai por R$ 31."

Segundo Americano, como também é conhecido o taxista que está no seu terceiro mandato de vereador em Guarulhos pelo PHS (Partido Humanista da Solidariedade), o serviço tem um preço justo.

Na conta feita pela Folha, do uso do carro particular versus a utilização do táxi, faltou contabilizar, diz o presidente da Guarucoop, a mão de obra do motorista e a depreciação do uso do veículo próprio.

Uma das comparações usadas pelo taxista e vereador para justificar a tarifa de táxi cobrada em Guarulhos é o alto preço de outros produtos também vendidos no aeroporto.

"Nosso preço é o mesmo que as cooperativas de São Paulo cobram para vir para cá."

Apesar dos preços semelhantes, todos os pontos de táxi de São Paulo têm motoristas que aceitam fechar uma viagem para Cumbica por preço menor.

O problema dos assaltos nos táxis da Guarucoop, também está relativamente equacionado, diz Sarlo. Em São Paulo, pessoas chegaram a ser roubadas quando chegavam em casa vindas do aeroporto, provavelmente, por causa da cumplicidade entre taxistas e ladrões.

Como comparação, o trajeto de táxi, ida e volta, entre o aeroporto Ezeiza e o aeroparque (trajeto em quilômetros semelhante ao trecho Guarulhos-Congonhas), na Argentina, sai por R$ 105. Quase metade do que é gasto em SP. (EG)

 

 

Folha de São Paulo
07/03/2010

Para passageiro, estacionamento é a melhor opção
DA REPORTAGEM LOCAL

"Depois que conheci o sistema de estacionamento às voltas do aeroporto de Cumbica, passei a utilizar somente ele", afirma Fábio Assaf Nogueira, 45, analista do Banco Central em São Paulo, capital.

Nos últimos dois anos, ele usou o serviço de estacionamento pelo menos seis vezes.

A opção, segundo Nogueira, tem se mostrado a de melhor custo-benefício. Além de poder pagar com cartão de crédito e somar pontos ou milhas nas companhias aéreas.

Sem ciúme com o carro, o analista já deixou o veículo dormindo perto do aeroporto de Cumbica até dez dias. Mas sempre em vagas cobertas.

Para ele, que nunca usou táxi para ir ao aeroporto, o preço é alto e o serviço é ruim "E ainda sempre tem o risco de assalto." Antes, chegou a usar o ônibus executivo para ir do Paraíso, onde mora, a Cumbica. "É mais caro do que ir para São José dos Campos", afirma o analista.

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