Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Domingo, 20 de Agosto de 2017

06/05/2009

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Mercado e Eventos
06/05/2009

Lan confirma estudos para ter empresa aérea no Brasil
Luiz Marcos Fernandes

A exemplo da Lan Argentina, Lan Equador e outras empresas do grupo, o projeto da Lan Brasil está a cada dia mais próximo de se tornar realidade. Segundo Jaime Fernandez, diretor geral da Lan para o Brasil ainda não há data prevista para concretizar o projeto, mas "será inevitável".

O dirigente participou esta noite de um jantar que marcou as comemorações do novo escritório da Lan no Copacabana Palace, no Rio. "A Lan é a maior companhia da América do Sul e o projeto da Lan Brasil está em estudos. No máximo num prazo máximo de cinco anos ele se tornará realidade, mas poderá ser viabilizado antes deste tempo", admitiu, depois de lembrar que a Lan Equador já opera voos domésticos desde o início de abril.

Cerca de 80 convidados participaram do coquetel, seguido de jantar no Copacabana Palace. Na ocasião, o dirigente não se mostrou preocupado com a crise e a redução de 34,7% no lucro da empresa relativo ao primeiro trimestre e que atingiu a marca de US$ 65 milhões, com uma taxa média de 65% de ocupação.

Em seu discurso, Fernandez apresentou números da Lan em 2008. "Fechamos o ano de 2008 com uma frota de 90 aviões, faturamento de US$ 236 milhões e planos de expansão no Rio de Janeiro. A crise fez com que o volume de passageiros de negócios caísse mas compensamos com promoções", destacou ele.

O diretor da Lan apresentou também João Araújo como novo gerente da Lan para Rio de Janeiro, Norte e Nordeste. "Ficarei acumulando os cargos de diretor Brasil e diretor comercial", confirmou Fernandez.

João Araújo que volta ao Rio com a missão de aumentar as vendas da Lan neste mercado classificou sua missão como um verdadeiro desafio e pediu o apoio do trade. "Precisamos do apoio de todos nesta empreitada. O Rio de Janeiro é uma cidade linda e tem todas as condições para que a Lan consolide este projeto de ter seu primeiro escritório fora de São Paulo", destacou.

Prestigiaram o evento o secretário municipal de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello, o presidente da Turisrio, Nilo Sérgio Félix, a secretária estadual de Turismo, Márcia Lins, o presidente da Abav-RJ, Luís Strauss e toda a diretoria da Lan no Brasil, além de integrantes da sede da Lan em Santiago e agentes de viagens.

 

 

Mercado e Eventos
06/05/2009

Tam foi a mais pontual em abril, segundo a Anac

A Tam foi a companhia aérea mais pontual ao longo do mês de abril. De acordo com dados da Anac, 94,4% dos voos da empresa decolaram no horário previsto. A Tam mantém em média cerca de 790 operações diárias e lidera o mercado brasileiro de aviação comercial.

A companhia já havia obtido o melhor desempenho em março, quando alcançou pontualidade de 94,2%. Foi também a mais pontual durante o período das festas do final do ano passado, de acordo com a Infraero. De 19 de dezembro a 4 de janeiro, a companhia apresentou 87,5% de pontualidade. No regresso das viagens do final do ano, no dia 4, a empresa atingiu o seu recorde de passageiros transportados num único dia: 112.568.

Durante o Carnaval, outro período de grande fluxo de passageiros, a perfomance da Tam também foi destacada. A empresa manteve a pontualidade em 94,72% dos mais dos 4.900 voos que fez ao longo do período, tendo sido a companhia que mais voou. Para atender o aumento da demanda, a empresa colocou 21 voos extras em rotas de grande movimento.

 

 

Valor Online
06/05/2009

Ocean Air estuda jatos da Embraer para substituir Fokkers em 2011
(Rafael Rosas | Valor Online)

RIO - O diretor executivo da Ocean Air, Renato Pascowitch, afirmou que os aviões da Embraer estão entre as possibilidades de aquisição para o processo de substituição dos Fokker MK-28 que a companhia aérea utiliza atualmente. A frota Ocean Air conta com 14 modelos do tipo e a substituição começará a ser feita em 2011. Pascowitch destacou que a tendência será a busca por companhias que forneçam aviões similares, de 100 assentos, a exemplo dos modelos desenvolvidos pela Embraer.

Atualmente a única empresa a utilizar os jatos produzidos pela Embraer em voos comerciais no Brasil é a Azul Linhas Aéreas, que conta com uma linha de R$ 254 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para aquisições de aviões da fabricante brasileira.

A partir do ano que vem, a Ocean Air começará a receber aviões da Airbus. O executivo explicou que essas aeronaves não substituirão os modelos da Fokker, já que são maiores que os atualmente usados pela empresa. No total, estão previstas a aquisição de 28 Airbus A319 e A320, de uma frota de 74 que o Synergy Group, controlador da Ocean Air, adquiriu da fabricante europeia.

"Quando realizarmos a troca, buscaremos aviões de tamanho similar, e tenho certeza que a Embraer estará entre as possibilidades", afirmou o executivo. Ele também confirmou o interesse da empresa em parte das operações da Pantanal, empresa de aviação regional que se encontra em recuperação judicial.

Segundo o diretor, o "filé mignon" são os 34 slots que a companhia possui em Congonhas. "Estamos olhando como o processo de recuperação judicial vai se desdobrar", disse.

A partir de 18 de maio, a Ocean Air passará a contar com 30 operações no aeroporto Santos Dumont. Serão 16 voos para Congonhas, 10 para Guarulhos, dois para Brasília e dois para Belo Horizonte. Com isso, a empresa deixará de operar as duas frequências que tem no Galeão.

 

 

O Estado de São Paulo
06/05/2009

Ministério Público denuncia donos da Transbrasil
Celso Cipriani, a mulher e a sogra são acusados de fraudes que levaram empresa à quebra
David Friedlander

O Ministério Público do Estado de São Paulo denunciou à Justiça os donos da Transbrasil por crimes que teriam contribuído para quebrar a companhia, além de lesar centenas de credores. Antônio Celso Cipriani, ex-presidente da Transbrasil, sua mulher Marise e a sogra Denilda Pereira Fontana foram acusados por prática de fraudes. Cipriani foi denunciado também pelo suposto desvio de bens da companhia.

Esses são os principais acusados, mas o conjunto de denunciados é maior. Além de Cipriani, Marise e Denilda (filha e viúva de Omar Fontana, fundador da Transbrasil , morto em 2000), outras 19 pessoas foram responsabilizadas pelo desaparecimento de livros contábeis e documentos. Entre eles, o advogado Roberto Teixeira, amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi conselheiro da companhia.

A falência da Transbrasil foi decretada em 2001, mas o processo ficou interrompido por mais de três anos por uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal - sendo retomado no final de 2007. No último levantamento sobre a situação financeira da companhia, seis anos atrás, a dívida estava em cerca de R$ 1,5 bilhão.

A denúncia chama atenção principalmente para o destino de R$ 725 milhões que a companhia recebeu da União em 1999. O dinheiro foi entregue como indenização pelos prejuízos com o congelamento de passagens nos sucessivos planos econômicos. Dois anos depois, a Transbrasil quebrou. "Causa estranheza a paralisação, pouco tempo depois, causada em especial pela falta de combustível para os aviões e com os salários dos empregados", afirma no processo a promotora de Justiça Telma Gori Montes, autora da denúncia.

A promotora afirma no processo que, segundo diretores da Transbrasil, "o dinheiro seria suficiente para sanar as contas e permitir que a falida prosseguisse nas atividades".E prossegue: " Tais fatos apontam para a existência de desvios de valores, aliados a despesas de negócios injustificáveis, que levaram a falida (Transbrasil) à bancarrota".

A promotora acusa Cipriani, Marise e Denilda de tentar transferir o controle da companhia aérea para a Fundação Transbrasil (dos funcionários), movimento que acabou impedido pela Promotoria de Justiça das Fundações. "Tal cessão tinha a finalidade de criar vantagem para os denunciados, que pretendiam eximir-se de eventuais obrigações e responsabilidades da falida", diz a promotora no processo. Ela cita ainda o uso da Transbrasil INC., uma subsidiária da companhia com sede em Miami (EUA), para suposto desvio de dinheiro. "Antonio Celso Cipriani sacava para si elevados valores da Transbrasil INC.", anotou Telma. "Os saques, segundo consta, chegavam a US$ 250 mil de cada vez."

Ela relata, também, que Cipriani tinha uma empresa de táxi aéreo, a Target, que ocupava espaço do hangar da Transbrasil no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, sem pagar nada por isso. Segundo a promotora "há, portanto, desvio de bens".

Procurados no início da noite, os advogados da Transbrasil não foram encontrados. Mas numa entrevista recente, quando o Estado antecipou que o Ministério Público tinha decidido denunciar Cipriani e a mulher Marise, o escritório de Roberto Teixeira, que defende a Transbrasil, disse que a quebra da companhia foi decretada com base em um pedido falimentar indevido, feito pela General Eletric (GE), em 2001. "A GE fez o pedido alegando que a Transbrasil deixou de pagar uma nota promissória que, na verdade, já tinha sido paga'', diz Cristiano Zanin Martins, responsável pelo caso.

De acordo com esse raciocínio, a denúncia do Ministério Público contra os ex-administradores da companhia aérea não vai se sustentar. "Não pode recair sobre os ombros de qualquer administrador a responsabilidade sobre os problemas da Transbrasil , quando ela foi prejudicada por uma situação indevida", afirma Martins.

 

 

O Estado de São Paulo
06/05/2009

Erro de pilotos precipitou acidente
Relatório do IC mostra que comandante ficou falando no rádio, do lado de fora, enquanto copiloto checava jato
Bruno Tavares e José Dacauaziliquá

A queda do Learjet 35 da Real Táxi Aéreo, ocorrida em 4 de novembro de 2007, após decolagem frustrada do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, teve como fator determinante um descuido dos pilotos Paulo Roberto Montezuma Firmino, de 39 anos, e Alberto Soares Júnior, de 24. A conclusão consta do relatório final do acidente elaborado pelo Núcleo de Engenharia do Instituto de Criminalística (IC) e anexado ao inquérito instaurado pela 4ª Delegacia Seccional. A tragédia deixou oito mortos - dois tripulantes e seis moradores de uma casa vizinha ao aeroporto.

A delegada titular da Seccional Norte, Elisabete Ferreira Sato, informou que começou a redigir o relatório do inquérito sobre o acidente e pretende conclui-lo até sexta-feira. A delegada não quis adiantar se haverá ou não indiciamento. Mas afirmou que a conclusão seguirá a mesma linha dos resultados do laudo do IC.

Assinado pelo perito Antonio Nogueira Neto, o relatório confirma os indícios surgidos após a degravação das caixas-pretas do jato. Durante os preparativos para o voo entre a capital paulista e Angra dos Reis (RJ), o comandante Firmino permaneceu do lado de fora da aeronave, transmitindo orientações via rádio. Enquanto isso, o copiloto Soares Júnior realizava sozinho os procedimentos de cabine. Não há registros de que os pilotos tenham feito a leitura do check list da aeronave, obrigatória antes da decolagem.

Somente durante a corrida do jato na pista, já em alta velocidade, é que o comandante suspeitou que havia algum problema. O Learjet puxava forte para a direita. Assim que as rodas saíram do chão, Firmino se deu conta de que a assimetria era provocada por um desbalanceamento de combustível.

O modelo 35 da Learjet tem cinco tanques - um em cada ponta das asas, um dentro de cada asa e na "barriga" do avião. Como o abastecimento é feito pelas pontas das asas, deve-se acionar as bombas que transferem o combustível para os demais reservatórios para corrigir um eventual desbalanceamento. Entretanto, acredita-se que o copiloto, ainda em fase de instrução, tenha acionado o sistema sem que houvesse problema. Para piorar, o jato não tem alarmes que indiquem o desbalanceamento - daí a importância do check list.

Os peritos estimam que, durante os três minutos em que as bombas ficaram ligadas, 240 libras (108 quilos) de querosene tenham sido transferidas da asa esquerda para a direita. Como ela já estava cheia, o excedente foi parar no reservatório da ponta da asa direita, o que deslocou o centro de gravidade do avião. Tudo indica que o jato tenha decolado com o tanque da asa direita com metade de sua capacidade, os tanques das asas cheios e o reservatório da asa esquerda com menos de 200 libras (90 quilos).

Ao perceber que a assimetria estava relacionada ao desbalanceamento, o comandante pediu ao copiloto que corrigisse o problema. Não houve tempo: o Learjet caiu sobre casas, segundos após a decolagem.

O advogado das seis vítimas, Romildo Rodrigues de Souza, disse que o pedido de indenização ainda tramita na Justiça. A empresa de táxi aéreo já paga pensão mensal à única sobrevivente, Cláudia de Lima Fernandes, mas a defesa pediu revisão dos valores.

 

 

Folha de São Paulo
06/05/2009

Aviões vs. obesos

RIO DE JANEIRO - Algumas empresas aéreas internacionais, todas operando no Brasil, decidiram obrigar os passageiros obesos a ocupar uma poltrona extra em seus voos lotados e a pagar por ela. Portanto, se você tiver 120 kg ou mais, abra o olho: pode ter de morrer em dobro nos voos dessas companhias. Não quer dizer que as pessoas que pesam 50 kg ou menos possam pagar meia passagem desde que só ocupem meia poltrona.

A perseguição aos obesos é cruel. Sugere que o cidadão seja obeso porque quer, donde precisa ser punido. Esta é a civilização do cheeseburger, da pizza, da batata frita, dos refrigerantes, dos doces e dos achocolatados -mas os cânceres, as doenças cardíacas e a obesidade, provenientes do estímulo full-time ao paladar infantil da humanidade, têm culpados individuais.

Um dos argumentos das empresas aéreas é o de que o obeso incomoda o passageiro ao lado, o que faz com que as pessoas vivam reclamando. Pois reclamariam menos se as empresas não diminuíssem covardemente a largura de suas poltronas e a distância entre elas, para ter mais poltronas na aeronave. Em alguns aviões, mal se consegue abrir a bandejinha -a barriga, por menor que seja, impede que ela fique no plano. E, em outros, o cinto, muito curto até para ventres padrão standard, não fecha de jeito nenhum.

No Brasil, por enquanto, ainda é rara a presença de dois ou três obesos em um mesmo vôo -a média é de um ou menos. Custaria às empresas liberar o uso das duas poltronas pelo preço de uma? Pela taxa de ocupação desses voos hoje em dia, com a maioria dos aviões já voando comparativamente vazios, o prejuízo seria insignificante.

Um obeso a bordo não incomoda mais do que os paletós com ombreiras de certos passageiros ou gente que entra no avião trazendo mochilas ensebadas ou berimbaus.

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