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Sábado, 24 de Junho de 2017

06/04/2010

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Valor Econômico
06/04/2010

Aéreas de fora já mostram interesse em investir no Brasil, segundo Snea

O aumento do limite de capital estrangeiro em empresa aérea brasileira dos atuais 20% para 49% só deverá ser autorizado pelo governo em 2011, por causa das eleições este ano, mas companhias aéreas de fora do país já demonstram interesse em investir por aqui. A informação é do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). Nomes, porém, não foram informados.

Recentemente, o fundador do grupo de turismo CVC, Guilherme Paulus, afirmou que vai voltar a negociar com a irlandesa Ryanair a venda de ações da sua controlada Webjet assim que a alteração na legislação aeronáutica for sancionada. Nos Estados Unidos, a presidente financeira da United Airlines, Kathryn Mikells, revelou, em fevereiro, que a empresa tem interesse em fusões, especialmente na América do Sul e no Brasil.

"Tem algumas empresas aéreas estrangeiras fazendo sondagens não só com companhias grandes, mas com as de médio e pequeno porte também", afirma o diretor técnico do Snea, Ronaldo Jenkins. Na avaliação do executivo, não há perspectiva de que o limite de capital estrangeiro no setor aéreo alcance 100%, embora seja esse um dos objetivos do Ministério da Defesa. "Para o país, é melhor manter a hegemonia de capital nacional numa empresa aérea", acrescenta.

Jenkins, porém, diz que as restrições de operações em aeroportos, que estão sendo implementadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), assim como os problemas de infraestrutura aeroportuária poderão reduzir o interesse de investidores estrangeiros.

Já na opinião de dois executivos do setor aéreo e do consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio, a aprovação do aumento de capital estrangeiro no setor não deverá deflagrar uma "corrida" de empresas aéreas de fora do Brasil com apetite para comprar até 49% das ações com direito a voto de companhias aéreas brasileiras.

Para eles, a mudança na legislação do setor servirá mais como uma oportunidade adicional para as maiores do setor, TAM e Gol, captarem recursos no exterior. Entre as médias e pequenas companhias, acreditam que a mudança pode incentivar um movimento de abertura de capital para poder tirar proveito da nova realidade.

"No passado, as empresas aéreas brasileiras eram totalmente contrárias. Tinham administração muito antiquada. Elas não queriam a presença de capital estrangeiro no setor", afirma o consultor Sampaio.

A avaliação do diretor de Relações Institucionais da Azul, Adalberto Febeliano, é a de que o aumento do limite de capital estrangeiro pode ser inócua. "É mais importante do ponto de vista de uma sinalização do governo para o mercado. O limite, considerando-se o capital total, vai passar de 6,7% para 16,7%. Ou seja, não é relevante", afirma o executivo. Ele também não acredita que, no futuro, não haja limitação para a participação de capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras.

"A nossa demanda de capital está equilibrada. Mas considero a mudança muito positiva, independentemente de a Trip ter necessidade, ou não, de obter capital externo", afirma o presidente da Trip, José Mário Caprioli. A maior empresa aérea regional brasileira concluiu, em março, a transferência de 20% de seu capital votante para a americana Skywest, que também opera linhas regionais no mercado americano.

A Webjet, que é integralmente controlada pela GJP Participações, empresa do grupo CVC, avalia que a mudança na legislação do setor aéreo vai gerar mais confiança entre os investidores estrangeiros. "Não há como prever a velocidade com que o mercado reagirá", afirma o presidente do conselho de administração da empresa, Gustavo Paulus.

Na opinião do executivo, filho de Guilherme Paulus, a aviação tem potencial para atrair interesse. "Porém, negociações desse tipo envolvem inúmeras variáveis e precisam ser avaliadas minuciosamente tanto pelo lado dos possíveis investidores como na realidade das empresas que estão em operação", diz ele. (AK)

 

 

Valor Econômico
06/04/2010

Companhias dos EUA aumentam passagens em 13%
Mary Jane Credeur, Bloomberg

A Delta Air Lines, a American Airlines e outras empresas aéreas dos Estados Unidos elevaram o preço médio de suas passagens em 13% para a temporada de verão, de maior movimento, beneficiadas pelo aumento na demanda e diminuição no número de assentos disponíveis, segundo dados da Travelocity.com.

A tarifa média para viagens de ida e volta subiu de US$ 415, no mesmo período de 2009, para US$ 475 nesta temporada, de acordo com a Travelocity.com, uma agência de viagens pela internet, com sede no Texas. Os valores incluem passagens internacionais e domésticas.

O maior volume de reservas para o verão soma-se às evidências de que as aéreas estão se recuperando do declínio nas viagens provocado pela recessão. Nos últimos dois anos, mais de 500 aviões foram colocados em desuso. Entre 2008 e 2009, houve queda de 11% na tarifa média. A temporada de férias no verão setentrional é tradicionalmente a mais rentável para as companhias aéreas americanas.

"Há uma demanda reprimida, depois de as pessoas terem reduzido as férias ou encolhido os gastos em 2009", afirmou Genevieve Shaw Brown, representante sênior da Travelocity.com. "As pessoas estão mais confiantes em gastar com suas férias neste ano."

A pesquisa da Travelocity.com detectou que 49% dos 2 mil clientes consultados pretendem viajar mais neste ano, segundo Brown. A empresa define a temporada de verão como o período de junho a setembro.

Entre os principais destinos na temporada de verão, Orlando, na Flórida, é o mais barato, com tarifa média de US$ 259, inalterada em relação a 2009. As passagens para Las Vegas foram as que mais subiram entre os principais destinos - 13%, para US$ 333, seguidas pelas tarifas para Washington, que aumentaram 12%, para US$ 301.

Os preços podem subir ainda mais nas próximas semanas se as empresas aéreas promoverem elevações para cobrir a alta no custo do combustível, afirmou o analista Hunter Keay, da Stifel Nicolaus & Co., em Baltimore.

Em meados e 2008, quando o petróleo bruto chegou a US$ 147 por barril, alguns voos domésticos tiveram altas superiores a US$ 50 nas passagens, enquanto alguns internacionais viram a tarifa subir mais de US$ 300. Embora a maioria das empresas aéreas tenha, desde então, reduzido ou desistido desses aumentos, o petróleo está em alta novamente. Ontem, o barril chegou a US$ 86,62, em Nova York, maior valor em 17 meses.

"Veremos os acréscimos por combustível voltarem a qualquer momento", afirmou Keay. "Se eu estivesse comandando uma empresa aérea, é isso que estaria fazendo."

Os turistas ainda podem esperar tarifas de hotéis baratas, mesmo em meio à alta das passagens. Os preços por quarto apresentam pouca variação em relação ao ano passado, com uma diária média de US$ 165, segundo a Travelocity.com. O valor é 12% inferior ao de 2008, em parte porque os hotéis não podem reduzir sua capacidade, como as empresas aéreas, afirmou Brown, que chama 2010 de "o ano dos bons negócio com hotéis".

A Travelocity.com pertence ao grupo Sabre Holdings , adquirido em 2007 por um consórcio que inclui as firmas TPG e Silver Lake.

 

 

Folha de São Paulo
06/04/2010

Secretário diz que Infraero é intransigente
Restringir operações em Congonhas é questão de saúde pública,
afirma Eduardo Jorge (Verde e Meio Ambiente)

DA REPORTAGEM LOCAL

A Infraero age de maneira intransigente ao não restringir as operações em Congonhas, afirma o secretário Eduardo Jorge (Verde e Meio Ambiente). Ele atribui a resistência da estatal à pressão das companhias aéreas. "É a minha hipótese", diz.

As empresas têm interesse em manter o aeroporto em pleno funcionamento para não perder faturamento e não ter de remanejar voos.

A prefeitura havia dado prazo até o dia 2 para Congonhas reduzir em uma hora de manhã e outra à noite o horário de pousos e decolagens -12% do movimento-, mas uma liminar autorizou a Infraero a manter tudo do jeito que está. A decisão vale até o próximo sábado. Por conta da sentença, a prefeitura não pôde multar a estatal em R$ 1 milhão.

Restringir a operação no segundo aeroporto mais movimentado do país foi uma das cem exigências da prefeitura para dar o licenciamento ambiental, em dezembro. A Infraero não cumpriu outras 12 -as 87 restantes ou estão sob análise da gestão Gilberto Kassab (DEM) ou ainda dentro do prazo de cumprimento.

Segundo Jorge, após o dia 10, a prefeitura intensificará a fiscalização no aeroporto. Ele acenou com a possibilidade de elevar a multa -que pode chegar a R$ 10 milhões- em caso de novo descumprimento.

Para ele, os moradores do entorno não podem conviver com o nível de ruído em Congonhas. "Imagina um idoso ou uma criança acordando toda madrugada com um barulho infernal daqueles", disse. "Acho que a posição da Infraero está evoluindo para a intransigência. A prefeitura busca o equilíbrio."

O secretário afirmou que a prefeitura tem instrumentos para cassar a licença ambiental, mas manterá a intenção de dialogar. A questão de Congonhas, segundo ele, é de saúde pública e de uso de ocupação do solo -daí a necessidade de haver regulação municipal a respeito. A Infraero sustenta que o tema é regido por legislação aeronáutica, federal.

Procurada, a Infraero não se manifestou. A Folha não conseguiu falar com o Snea (sindicato das companhias aéreas).
(RICARDO GALLO)

 

 

Folha de São Paulo
06/04/2010

JUSTIÇA: LIMINAR OBRIGA INFRAERO A CUMPRIR 11 EXIGÊNCIAS EM CONGONHAS

Uma liminar da Justiça Federal obriga a Infraero a cumprir 11 das cem exigências sobre Congonhas. O prazo varia de ações imediatas (como cobrir uma caixa de óleo) a até três meses, sob pena de multa diária de até R$ 50 mil. A Infraero terá, por exemplo, de apresentar alvará de funcionamento. A estatal analisa o que fazer. A ação foi proposta pela Abrapavaa (associação de parentes de vítimas de acidentes aéreos).

 

 

Agencia AngolaPress
06/04/2010

Grã-bretanha
Mulheres tentam embarcar com homem morto para Alemanha

Londres - Duas mulheres foram presas num aeroporto britânico sob suspeita de tentarem embarcar com um parente morto num voo para a Alemanha, informou hoje a Polícia.

O falecido, de 91 anos, foi transportado numa cadeira de rodas dentro do aeroporto John Lennon em Liverpool, usando óculos escuros. Os funcionários do check-in acharam a situação suspeita e foi impedido de embarcar no avião.

Segundo a Polícia, acredita-se que ele tenha sido levado da cidade de Oldman, em Manchester, há 60 quilómetros do aeroporto.

As duas mulheres foram libertadas sob fiança.

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