Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017

06/02/2010

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O Estado São Paulo
06/02/2010

Fornecedores da Embraer buscam diversificação
Para reduzir dependência da Embraer, empresas passam a atender mercado naval, de defesa e petróleo
Michelly Chaves Teixeira

Para não sucumbir à crise que ainda afeta a aviação, empresas brasileiras do setor aeronáutico estão buscando oportunidades em outros mercados, como naval, defesa e petróleo e gás. A ideia é reduzir a dependência da Embraer, única cliente de muitas delas. No fim de 2009, a fabricante de aeronaves informou a fornecedores que comprará menos peças neste ano, numa tentativa de equilibrar os estoques no cenário de vendas menores. A expectativa é que as compras de peças programadas para 2010 caiam 23%.

A Winnstal, criada em 1998 para só atender a Embraer, nunca havia recorrido a outros mercados. Com a crise na aviação, passou a fabricar peças para as indústrias de telefonia móvel, automobilística e de equipamentos agrícolas. "Queremos baixar a 40% a representatividade da Embraer no nosso faturamento neste ano ou, no mais tardar, em 2011", diz o diretor-presidente da Winnstal, Ney Pasqualini Bevacqua, que também busca clientes nos segmentos de Petróleo e Gás, tratores e motocicletas.

A Friuli, que em 2008 tinha 90% do faturamento vinculado à Embraer, conquistou clientes nas áreas de defesa, naval e petróleo e gás e reduzir para 56% sua dependência. No ano passado, a empresa fechou contrato com a gigante do setor petrolífero Halliburton, responsável por 5% da sua receita. Agora, quer trabalhar com a Petrobrás. "A ideia inicial era diversificar a atuação no setor aeronáutico e aeroespacial. Mas depois, com a crise chacoalhando esses mercados, resolvemos abrir o leque", afirma o presidente da Friuli, Gianni Cucchiaro.

O próximo passo da Friuli será fornecer peças e projetos de ferramentais para segmentos como o farmacêutico, médico, de empacotamento e até de fraldas e absorventes. "Substituímos funcionários do setor aeronáutico por especialistas de outros ramos. Também estamos adaptando equipamentos e trocando outros. O governo tem de perceber que está havendo uma debandada das empresas da indústria aeronáutica", comenta o executivo, para quem o poder público deveria ajudar a cadeia a pagar suas dívidas com maquinário. "Não dá para esperar que 2010 e 2011 sejam melhores para o setor, temo pelo desmantelamento da cadeia aeronáutica."

O Programa Arranjo Produtivo Aeroespacial (APL) tem promovido uma série de iniciativas para mostrar às empresas que existem negócios a serem explorados em setores correlatos, até em âmbito internacional. Ao indicar oportunidades nas áreas de defesa, naval e espacial, o APL quer reter a mão de obra especializada. "Não queremos perder competência para outros setores, pois daqui a 18 ou 24 meses deve haver uma retomada da aviação. Mas também não se pode colocar todas as fichas numa empresa só", observa o coordenador do programa, Marcelo Nunes da Silva. Para ele, o ideal é que o setor aeronáutico responda por 60% da produção e do faturamento dessas empresas.

A Petrobrás está atenta ao surgimento dessa leva de profissionais altamente qualificados. Recentemente, a petrolífera fez em São José dos Campos, polo da indústria aeronáutica nacional, um trabalho de apoio ao cadastramento das empresas da região, para que se habilitem como fornecedoras. "A vantagem é que essa indústria trabalha com um nível tecnológico bastante alto, além de altos padrões de segurança e qualidade. Mas, em compensação, a mudança de foco requer certas adaptações", destaca o gerente de cadastro de Bens e Serviços de Materiais da Petrobrás, Ernani Turazzi.

A empresa de engenharia sistêmica Solutions Design se cadastrou como fornecedora, o que lhe dá condições de oferecer serviços de engenharia e desenvolvimento de dispositivos para plataformas. Não é de hoje que o vice-presidente Comercial e de Desenvolvimento de Novos Negócios da Solutions Design & Engineering, George Marcondes, busca diversificar o portfólio da empresa, que já trabalha com clientes do setor automotivo e companhias internacionais do ramo.

Essa estratégia tornou possível baixar de 100% para algo entre 65% e 70% a parcela da Embraer em seu faturamento.

 

 

O Estado São Paulo
06/02/2010

Ações da Multiplus, da TAM, estreiam com queda na Bolsa
Presidente da empresa diz que fez IPO porque 'não aposta na crise'
Michelly Chaves Teixeira

As ações da Multiplus, gerenciadora de programas de milhagem do grupo TAM, estrearam ontem com queda de 0,94% na Bovespa, num dia em que a Bolsa teve queda de 1,83%, fechando o pregão cotadas a R$ 15,85. Mas, na cerimônia que marcou o início das negociações das ações, o presidente da TAM e da Multiplus, Líbano Barroso, disse que o grupo "não aposta na crise", e que por isso havia decidido abrir o capital mesmo em um período tumultuado para o mercado, com cancelamento de vários IPOs no globo.

O preço dos papéis, fixado em R$ 16 por ação, já havia ficado abaixo do piso da faixa indicativa, de R$ 18 a R$ 24. "Saímos pelos países em road show e, no segundo dia, a volatilidade dos mercados aumentou. Vários IPOs foram cancelados no mundo e nós seguimos. Comentávamos entre os colegas: só acaba quando termina, somos persistentes", afirmou. A Multiplus captou R$ 723,856 milhões na operação.

Segundo Barroso, o grupo nutre a perspectiva de que o Brasil "cresça muito forte nos próximos anos". O aumento da expectativa de vida da população, aliado à estabilidade econômica e mobilidade das classes sociais abrirão boas oportunidades de negócio. "Temos uma classe C que representa 40% do Brasil e está vindo para o mercado de consumo. Na medida em que as pessoas passam a ter condições de planejar o orçamento, participam de todos os pontos de contato do consumo."

No mesmo evento, o diretor-presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, disse achar natural que empresas suspendam IPOs. "Com as incertezas que agora acometem alguns países europeus, os investidores ficam mais seletivos. E esse tipo de investidor é maioria nas aberturas de capital e demais transações em bolsa, com uma participação média histórica de 70% ", disse. Para ele, 2010 vai fazer "um belo número de IPOs", embora não deva bater o recorde de 2007, quando 66 empresas passaram a listar suas ações em bolsa.

SMILES

Antes de pensar em tornar o programa de milhagem Smiles uma empresa de capital aberto, a Gol quer "aprender mais sobre o processo" com a experiência da TAM. Foi o que disse anteontem o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, na Conferência Raymond James Growth Airline, nos EUA.

Constantino também disse que "há muito a melhorar no Smiles". Por isso, ao longo deste ano a Gol vai trocar a plataforma tecnológica de seu programa de milhagem, com vistas a dar mais flexibilidade às operações. "Temos muito a aprender com o processo e muito a fazer antes de pensar em ir a mercado com o programa."

Ele elogiou o IPO da Multiplus. "Foi uma operação interessante e bem-sucedida. O primeiro movimento foi interessante." Segundo Constantino, a Gol quer entender como as empresas da TAM vão gerenciar seus resultados financeiros, já que possuem agora uma diferente base de investidores. Ele também disse que vai observar como a venda de milhas da TAM para a Multiplus e outros clientes será feita e como essa negociação refletirá nos resultados das companhias.

 

 

Folha de São Paulo
06/02/2010

Voo para Lisboa desce na BA após "surto" de francês
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SALVADOR

Um voo da TAP, que saiu do Rio com destino a Lisboa, precisou fazer um pouso não programado ontem em Salvador porque um turista francês tentou agredir um passageiro e a tripulação.

Jean Dominique Gamahut, 35, foi detido pela Polícia Federal por volta da 1h de ontem, logo após o pouso na capital baiana.

Segundo a polícia, ele teve um "surto psicótico" no voo. No depoimento, diz a PF, apresentou comportamento agressivo e "fala confusa". O turista foi levado a um hospital em Salvador para realizar exames toxicológicos. Os resultados deram negativo.

Após prestar depoimento, Gamahut foi liberado na tarde de ontem. Ele está sob os cuidados do consulado francês em Salvador. Não há informações sobre um novo embarque dele para Portugal.


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