Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 26 de Abril de 2017
05/08/2009

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Site Bandnews
Quarta-feira, 5 de agosto de 2009 - 09h11

Motor de Airbus A320 pega fogo no aeroporto de Paris
Da AFP

Seis pessoas ficaram levemente feridas nesta quarta-feira quando o motor de um Airbus A320 operado pela companhia espanhola Vueling pegou fogo no momento em que se preparava para decolar na pista do aeroporto parisiense de Orly, na França.

O incêndio no avião, que faria o trajeto Paris-Alicante, no leste da Espanha, foi rapidamente controlado pelos bombeiros. Os 169 passageiros que estavam a bordo deixaram o avião pela porta de emergência. A Vueling opera uma frota de 35 Airbus deste tipo.

Um passageiro contou à agência de notícias AFP que um dos motores começou a soltar uma fumaça negra enquanto a aeronave se preparava para decolar.

Os passageiros foram levados para um dos terminais do aeroporto, onde receberam atendimento enquanto esperavam por sua bagagem. Um avião da companhia aérea espanhola Iberia, acionista da Vueling, levará os passageiros até Alicante.

 

 

O Estado de São Paulo
05/08/2009

Calor global intensifica turbulência
Para especialistas, mudança climática favorece formação de nuvens carregadas e aumenta instabilidade aérea
Mônica Cardoso

As turbulências enfrentadas por aeronaves estão cada vez mais frequentes. E essa frequência tende a aumentar com o aquecimento global. "A turbulência nos voos sempre existiu, mas pode ser agravada pelo aumento de temperatura", explica o professor de Climatologia João Lima de Sant?anna, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). "O aquecimento global tende a provocar o aumento da instabilidade aérea, uma vez que aumenta a temperatura e, consequentemente, a evaporação e a formação de nuvens de grande extensão, as chamadas cumulus nimbus, que são áreas de turbulência."

Segundo Sant?anna, essas nuvens se formam a uma altitude em torno de 1 mil metros e apresentam quilômetros de espessura. Os aviões, que voam a cerca de 10 mil metros de altura, podem atravessar uma parte da nuvem.

Outro fenômeno climático, o El Niño, também tem contribuído para o aumento de turbulências. "Com o El Niño, as águas da parte leste do Oceano Pacífico, na região do Peru e do Equador, estão mais quentes que o habitual. Isso provoca modificações nos ventos alísios da região equatorial e no Oceano Atlântico", explica o professor de Meteorologia da Universidade de São Paulo (USP), Pedro Leite da Silva Dias.

No caso do voo 128 da Continental Airlines, entre o Rio e Houston, que enfrentou forte turbulência na manhã de segunda-feira, há a influência de outro fator. A região do Trópico de Câncer, que compreende o sul da Flórida, nos Estados Unidos, e o Caribe, é uma Zona de Convergência Intertropical. Nesta época do ano, verão no Hemisfério Norte, duas massas de ar quente convergem, uma vinda dos Estados Unidos e outra da região amazônica. O avião pode ter passado por uma região com nuvens carregadas, as chamadas cumulus nimbus, que estão cheias de água e gelo. Ou então pode ter sofrido uma turbulência de céu claro, que é bem mais difícil de prever.

"Pelo radar meteorológico, equipamento que detecta o mau tempo e está presente em todos os modelos de aeronaves, o comandante vê as nuvens e pode associá-las a uma turbulência. No caso do céu claro, ele é pego de surpresa. É como uma correnteza no mar. Está ali, mas não é possível detectar", avalia o especialista em Segurança Aérea Ronaldo Jenkins. Segundo ele, não existe uma estatística mundial que possibilite comprovar se o número de turbulências aéreas aumentou. "Todo modelo de aeronave está sujeito a turbulências, que podem fazer o avião ganhar ou perder altitude."

O site Avherald.com registrou um aumento no número de casos de turbulências em 2009. Durante todo o ano passado, 28 incidentes do tipo foram registrados. Neste ano, até ontem, já são 35 casos. O site traz notícias diárias sobre inúmeros tipos de ocorrências em voos no mundo, de pousos forçados a problemas mecânicos.

Para evitar ser pego de surpresa numa turbulência, os especialistas recomendam deixar o cinto afivelado durante todo o voo. "Isso evita que o passageiro seja pego desprevenido. Quando ele está dormindo, um sono pesado, dificilmente vai ouvir o aviso sonoro nem terá uma reação rápida", diz Daniel David Horsky, especialista em Segurança e coordenador do Centro Educacional de Aviação do Brasil (CEAB).

 

 

O Estado de São Paulo
05/08/2009

Último internado teve alta na noite de ontem
Vitor Hugo Brandalise

Por volta das 20 horas de ontem, o último brasileiro internado em Miami (EUA), vítima da forte turbulência que atingiu o Boeing 767-200 da Continental Airlines na manhã de anteontem, deixou o hospital. O incidente, que durou 15 segundos e levou pânico aos 179 passageiros e tripulação, deixou 28 passageiros feridos e destruiu parte da cabine da aeronave. Ao longo do dia, outras 11 pessoas foram liberadas de quatro hospitais de Miami.

A diretoria do Metropolitan Hospital de Miami - que confirmou a nacionalidade do passageiro - informou que o paciente já havia deixado a unidade de traumatologia crítica, com estado de saúde "estável".

A turbulência ocorreu quando o avião sobrevoava o Oceano Atlântico, na região da América Central e terá suas causas apuradas pela Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos. O avião, que fazia a rota Rio-Houston, teve de ser desviado para Miami.

 

 

O Estado de São Paulo
05/08/2009

Santos Dumont fechará às 22h
Felipe Werneck

O Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, terá a mesma restrição de horário de funcionamento adotada em Congonhas (SP), das 6 às 22 horas, anunciou ontem a Secretaria Estadual do Ambiente. Além disso, pelo menos outras duas medidas serão condicionadas à liberação da licença de operação, após a ampliação da aeroporto: restrição do volume de passageiros a cerca de 5 milhões por ano e alteração da chamada rota 2, que passa sobre bairros da zona sul.

O anúncio foi feito pelo presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino, após reunião com representantes de pelo menos oito associações de moradores. As medidas serão votadas pelo Inea na segunda. Firmino também afirmou que a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) será multada por operar o Santos Dumont sem licença ambiental por cerca de dois anos. A Infraero não foi localizada para comentar as decisões.

 

 

Folha de São Paulo
05/08/2009

Engenheiro será presidente da Infraero
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou ontem que Murilo Marques Barboza assumirá a presidência da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária). Segundo a assessoria do ministério, a posse deve acontecer no dia 10.

Engenheiro eletricista, Barboza é atual chefe de gabinete de Jobim e preside, desde outubro de 2007, do Conselho Fiscal da Infraero (ele é obrigado a deixar o cargo assim que assumir a presidência). Já foi presidente do Conselho Fiscal da Companhia Docas do Estado de SP; diretor de Telecomunicações da Presidência e assessor especial do Ministério da Defesa, tendo como áreas básicas de atuação a espacial (acordos Rússia e Ucrânia), nuclear e tecnologia de defesa.

Barboza substitui o brigadeiro Cleonilson Nicácio Silva, no cargo desde dezembro, e que deixa o posto para retornar para a ativa da Aeronáutica. Nicácio havia substituído Sérgio Gaudenzi, que se demitiu por discordar da decisão do governo de privatizar os aeroportos.

 

 

Folha de São Paulo
05/08/2009

Rio libera o Santos Dumont com restrições
DA SUCURSAL DO RIO

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Rio anunciou ontem que a licença de operação do Santos Dumont, que será concedida na próxima semana, estabelecerá restrições ao funcionamento do aeroporto. O objetivo é diminuir o impacto sobre os bairros próximos, que aumentou com a liberação do aeroporto para outros voos além da ponte aérea, ocorrida em março.

Segundo o presidente do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), Luiz Firmino Martins Pereira, uma das medidas adotadas será a proibição dos voos durante a madrugada. O novo horário de operação deve ser das 6h às 22h.

A licença também estabelecerá em 5 milhões o limite máximo para o número de passageiros que poderão transitar pelo aeroporto a cada ano. No pedido de licença, a Infraero solicitava autorização para embarcar e desembarcar 8 milhões de pessoas, que é a capacidade total.

A Infraero não comentou as medidas. Já a Anac disse que estuda a possibilidade de adoção de rotas alternativas.

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