Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sábado, 23 de Setembro de 2017
05/02/2009
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Portal EXAME
05.02.2009 - 14h58

Gol tem problemas para encher o tanque
Por Marcelo Onaga e Malu Gaspar

A Gol Linhas Aéreas já foi um exemplo de empresa eficiente. Chegou a ser uma das mais rentáveis do mundo no setor e se firmou como uma das maiores companhias aéreas do continente. Mas, desde o ano passado, vem sendo atingida por uma série de problemas. O valor de suas ações caiu mais de 70%, a aquisição da Varig trouxe consigo uma série de problemas operacionais e a empresa da família Constantino viu os lucros se transformar em prejuízos.

No final de 2008, em mais uma demonstração de dificuldades, o não-pagamento do combustível dos aviões gerou uma dívida de 110 milhões de reais com a BR Distribuidora. Sem crédito, a Gol teve de pagar à vista pelo querosene para abastecer seus jatos por um curto período. Graças a uma negociação conduzida diretamente pelo presidente da Gol, Constantino Júnior, com o presidente da BR, José Eduardo Dutra, o débito foi renegociado. No início do mês, a empresa quitou a última das duas parcelas de 55 milhões de reais. A dívida foi provocada pela queda no faturamento, sintoma imediato da diminuição no número de passageiros, e por compromissos assumidos com a compra da Varig. A Gol informa que está com todos os seus pagamentos em dia.

 

 

Revista Veja
05/02/2009

Rolos do compadre de Lula seguem sem desfecho

O caso de falência de uma pequena construtora paulista ameaça manchar a reputação do advogado Roberto Teixeira, compadre e melhor amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No processo, que corre na 2ª Vara de Falências de São Paulo, os sócios da FGS Engenharia e Construções Ltda. acusam Roberto Teixeira de ter-se apropriado ilegalmente do patrimônio imobiliário da empreiteira. Segundo eles, Teixeira se aproveitou de sua condição de advogado da FGS para desviar os bens da construtora para outra empresa, a Triza Consultoria e Empreendimentos Imobiliários Ltda. Hoje, a Triza pertence às duas filhas de Teixeira, Valeska e Larissa, e é presidida por sua mulher, Elvira. Os sócios da FGS alegam ainda que os bens em poder da Triza seriam mais do que suficientes para pagar as dívidas que eles deixaram na praça. Na sua avaliação, esses imóveis poderiam render uma soma superior a 16 milhões de reais, duas vezes mais que o valor do calote. As denúncias feitas pelos sócios da FGS à Justiça levaram o Ministério Público paulista a investigar o envolvimento de Roberto Teixeira em crime de fraude falimentar. A promotora encarregada do caso, Maria Cristina Viegas, analisa também um pedido de bloqueio dos bens da Triza e até a possibilidade de pedir a decretação de sua falência. Se isso ocorrer, o patrimônio pessoal da mulher e o das filhas do advogado ficarão indisponíveis até que as dívidas da FGS sejam quitadas.

O desvio dos bens da FGS teria sido arquitetado no fim de 2001. O sócio majoritário da construtora, Arnaldo Carvalho, resolveu adquirir a Triza, até então de propriedade de um ex-diretor do Bradesco, João Zacari. Comprou a empresa com a assistência jurídica de Roberto Teixeira. Nesse meio tempo, a FGS entrou em colapso. Em sessenta dias, Carvalho transferiu secretamente para a Triza todos os bens valiosos da FGS. As dívidas da empreiteira se acumularam e os títulos protestados idem. A FGS não tinha mais caixa nem bens para pagar seus compromissos. Os dois sócios de Arnaldo Carvalho, Cesário Soubihe e Francisco Cezário, começaram a suspeitar de seu parceiro. Ainda assim, concordaram em pedir a concordata da FGS, sugerida por Roberto Teixeira. Como era o dono da Triza, Carvalho continuou sendo proprietário dos bens mais valiosos da FGS. Mas só pagou a Zacari a primeira prestação da compra da Triza. Por isso, meses depois, o ex-diretor do Bradesco tomou sua empresa de volta. Só então Zacari soube que a companhia havia sido usada como receptadora dos imóveis da FGS. Três anos depois, Zacari foi contatado por um corretor de imóveis que queria comprar a empresa para si. No momento em que foi assinar o contrato de transferência, descobriu que Roberto Teixeira advogava para esse corretor. "Todo mundo que apareceu para comprar a empresa tinha o Roberto Teixeira como advogado", disse Zacari. Em 2006, finalmente, a Triza deixou de ser propriedade do corretor para passar a ser uma empresa registrada no nome de Valeska e Larissa, as filhas de Teixeira.

O que aconteceu depois

• Cinco meses depois da publicação da reportagem de VEJA, uma ação da Justiça bloqueou a transferência de três imóveis da falida FGS Engenharia e Construções Ltda. à Triza, das filhas do advogado Roberto Teixeira, Valeska e Larissa Teixeira. A ação partiu do sócio minoritário da FGS, Cesário Gebram Soubihe. Recentemente foi descoberto um pedido de falência registrado na 2ª Vara de Falências de São Paulo em nome das filhas de Teixeira.

• Os rolos envolvendo o amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pararam por aí. Em junho, Roberto Teixeira foi citado pela ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu como autor de tentativa de influenciar a aprovação da venda da Varig ao fundo Matlin Patterson e a três sócios brasileiros. A denúncia acabou envolvendo a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, que teria pressionado a diretoria da Anac a não cobrar todos os documentos necessários para o negócio. A ministra chegou a admitir ter recebido Teixeira pelo menos duas vezes no Palácio do Planalto para falar sobre a venda da Varig. Antes, VEJA já questionava o motivo de a proposta da TAM, de 738 milhões de dólares, ter sido recusada e a da Gol, de 320 milhões, ter sido aceita pelos controladores da companhia aérea.

• Em julho de 2008, uma reportagem da VEJA apontou novos indícios de que o advogado Roberto Teixeira fez tráfico de influência. Na ocasião, ele finalmente admitia ter recebido 5 milhões de dólares para atuar no caso Varig. Desde então, o compadre do presidente Lula desapareceu dos noticiários.

 

 

O Estado de São Paulo
05/02/2009

Contra a Azul, TAM vende passagem a R$ 39
Chegada da Azul ao Aeroporto de Viracopos leva rivais TAM e Gol a reduzirem drasticamente preços de bilhetes
Mariana Barbosa

Curitiba por R$ 39. Salvador por R$ 134. Porto Alegre por R$ 84. Está aberta a temporada de promoções de bilhetes aéreos. Em Campinas. A concorrência aberta com a chegada da Azul ao aeroporto de Viracopos, em Campinas, está provocando uma verdadeira guerra tarifária e aumentando a oferta de assentos e opções de horários.

"A redução de preços é um movimento mais do que natural e acontece em qualquer setor com a chegada de novos concorrentes", diz o presidente do Instituto de Estudos Estratégicos em Transporte Aéreo (Instituto Cepta), Respício do Espírito Santo Junior. "Se tivéssemos uma concorrência assim em Congonhas, haveria guerra de preços lá também."

O bilhete de Campinas para Curitiba, que até novembro não saía por menos de R$ 140 pela Gol, ou R$ 160 pela TAM, hoje pode ser comprado por nada menos que R$ 39,50 na TAM. Na Gol, o bilhete começa em R$ 49. A Azul, que estreou em 15 de dezembro com preços a partir de R$ 129 na mesma rota, respondeu à primeira movimentação da concorrência, baixando seu preço para R$ 59. Mas a guerra tarifária surpreendeu a Azul, que agora estuda se segue ou não o preço da TAM. "É um preço muito baixo, nunca vi uma tarifa assim, são US$ 15", afirma o fundador e presidente do conselho de administração da Azul, David Neeleman.

Em todas as companhias, as tarifas estão sujeitas a uma série de restrições, como permanência de dez dias no destino. A Gol entrou na guerra com a Azul primeiro, mas a TAM se mostra mais agressiva. Além das tarifas reduzidas, a TAM também lançou voos diretos em algumas das rotas da Azul, como Porto Alegre e Salvador. Até então, a empresa só fazia essas rotas com escalas ou conexões.

Como diferencial, Neeleman lembra que sua companhia oferece mais frequências, de quatro a cinco voos diários, dependendo da rota, além de um ônibus ligando o shopping Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo, ao aeroporto de Campinas.

Procurada, a TAM afirmou que considera "saudável a existência de múltiplas competidoras, com empresas que atuem dentro das regras de mercado". A Gol informou apenas que sua promoção está prevista para terminar em 25 de fevereiro.

Para o consultor Paulo Bittencourt Sampaio, a competição entre TAM, Gol e Azul está se tornando "feroz". "No dia 18 a Azul inaugura um voo para Recife a R$ 239, e é claro que TAM e Gol vão entrar em cima", diz. Na avaliação dele, os descontos não ficarão restritos às rotas de Campinas. "Com a retração da demanda por causa da crise, vamos ver tarifas muito mais favoráveis em todo o País."

Para Respício, as empresas deveriam pensar em outras formas de concorrer além de reduzir tarifas. "É um erro as companhias pensarem em concorrer só em preço", diz. "O passageiro pode comprar duas idas e duas voltas, descartar uma das pernas de cada bilhete e contornar a obrigação de ficar dez dias no destino. A R$ 39 isso pode compensar. Se muita gente descobre a jogada, a rentabilidade da empresa vai para o buraco."

 

 

Valor Econômico
05/02/2009

Sata, que liderou mercado, entra em recuperação judicial
Roberta Campassi, de São Paulo


A Sata, empresa da Fundação Rubem Berta (FRB) que presta serviços aeroportuários e nesse segmento já foi a maior do país, entrou em recuperação judicial na terça-feira. A empresa teve o pedido de recuperação aceito pela juíza Fernanda Galliza do Amaral, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

A partir da decisão da Justiça, todas as execuções contra a empresa e valores devidos por ela, inclusive em questões trabalhistas, foram suspensos. Como administrador judicial foi nomeado Gustavo Licks, sócio de uma empresa especializada em perícia contábil e análise patrimonial. Procurada, a Sata não retornou o pedido de entrevista.

Segundo despacho da juíza, a Sata afirma que "vem passando por gravíssima situação econômica e financeira". A crise da empresa teve início entre 2005 e 2006 na esteira do brutal encolhimento de sua principal cliente, a antiga Varig, companhia aérea que também pertencia à FRB - segundo o despacho, dois terços do faturamento da Sata eram gerados pelos serviços prestados à Varig. Em 2007, porém, o que sobrou da companhia aérea foi vendido à Gol e os serviços da Sata foram substituídos pelos da multinacional Swissport.

No fim de 2006, já em crise, a Sata negociou uma fusão com a empresa portuguesa Groundforce, mas não teve sucesso. No ano seguinte, ficou sob o risco de perder a licença para operar em aeroportos devido a dívidas com a Infraero, mais tarde renegociadas.

Hoje, segundo Selma Balbino, secretária geral do Sindicato Nacional dos Aeroviários, a companhia tem 1,5 mil funcionários - em 2002, segundo ela, eram 7 mil. A Sata, afirma Selma, deixou de honrar o pagamento de rescisões trabalhistas a centenas de empregados demitidos desde 2006. "Além disso, a empresa tem cerca de R$ 25 milhões penhorados como resultado das ações trabalhistas que ela perdeu", diz.

A Sata é especializada em serviços aeroportuários, como transporte de bagagem e carga, limpeza e abastecimento de aeronave e organização de documentos de voo. Hoje, a líder de mercado no segmento é a Swissport, do grupo espanhol Ferrovial. Sua maior cliente é a Gol, que detém cerca de 42% do mercado doméstico. A TAM, companhia aérea líder no país com 49%, tem serviço de terra próprio. Empresas menores como SEA e Vit Solo vêm ganhando mercado.

 

 

Coluna Claudio Humberto - Bronca Geral
05/02/2009
Calote nos aposentados da Aerus/Varig

Orçamento total do PAC chega R$ 1.1 trilhão. O governo anunciou hoje um acréscimo de R$ 142,1 bilhões no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) até 2010. PAC deveria ser "Programa de Acerto de Contas" com os ex-empregados da Varig e aposentados do Aerus/Varig. R$ 3.000.000,00. Este é o valor que o governo que se diz dos Trabalhadores e se nega a Pagar aos Aposentados.
Edson Cardin
Rio de Janeiro (RJ)

 

 

Coluna Claudio Humberto
05/02/2009

TAP se destaca entre as cias aéreas

O diretor da TAP para o Brasil, Mário Carvalho, está eufórico com a quantidade de prêmios e reconhecimento que a companhia aérea vem recebendo no País. A empresa venceu o XVII Prêmio MG Turismo, na categoria “Destaque em Marketing Internacional; Executivo do Ano de 2007, da Associação dos Executivos da Aviação Comercial (Asseac),e também foi eleita marca Superbrands 2008 e Top Aviesp de Qualidade em Turismo 2007 pelos agentes de viagens do Estado de São Paulo, entre outros. Faz sentido. No Brasil a competição é quase nula.

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