
04/12/2008
Site Invest News
04/12/08 - 13:30h
Negócio do China, a novela da Infraero
O caso Infraero virou literalmente uma novela. Não bastasse o PMDB atiçado atrás da vaga do presidente demissionário Sérgio Gaudenzi, a surpresa vem agora: o ministro da Defesa, Nelson Jobim, riscou o novo plano de vôo da estatal na mesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Está praticamente acertada a posse de Guilherme Lagger para janeiro.
E daí? Lagger vai tocar o projeto de concessão dos aeroportos do país. O curioso é que ele é o ex-braço direito do empresário chinês-enrolado Lap Wai Chan na Varig, e muito amigo de Roberto Teixeira, o compadre chuta-portas-no-Planalto de Lula. Lagger presidiu a Varig a convite do fundo americano Matlin Patterson, que, diga-se de passagem, já prepara sua aterrissagem na concessão de aeroportos.
É meu
Os americanos da Matlin Patterson querem a concessão do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), um dos maiores terminais de cargas áreas do mundo. Querem operar ali com a Arrow e a VarigLog.
Moldura
Lagger é próximo do Palácio. Tem até foto com o presidente Lula, numa ocasião em que aparecem ele, Lap Chan e o advogado Roberto Teixeira, o compadre.
Derrapadas na pista
Lagger continuou como consultor da Matlin Patterson depois da venda da Varig para a Gol. E chegou a despachar na VarigLog - que hoje é uma das maiores devedoras da... Infraero.
Varig, Varig, Varig
A Varig tenta, atualmente, transferir a responsabilidade do passivo para a VRG Linhas Aéreas. E qual foi o primeiro presidente da VRG? Acertou quem disse Guilherme Lagger.
Por pouco
Lagger chegou a ser escalado para depor no Senado, durante aquela confusão envolvendo a ex-diretora da Anac Denise Abreu no caso Varig. Foi salvo.
Site da ALERJ
04/12/2008
AÇÕES DA CPI DA VARIG SERÃO ACOMPANHADAS POR COMISSÃO DE TRABALHO
A Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), presidida pelo deputado Paulo Ramos (PDT), vai realizar, nesta quinta-feira (04/12), às 10h30, na sala 316 do Palácio Tiradentes, uma audiência para acompanhar os desdobramentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para apurar a venda da Varig, que também era presidida pelo pedetista e teve seus trabalhos encerrados no final de 2007. De acordo com Ramos, é preciso que haja uma avaliação dos trabalhos que estão sendo realizados após o término da comissão. “Precisamos saber se o que ficou estabelecido está sendo cumprido. Nosso objetivo é fazer com que os trabalhos não parem”, afirmou.
Foram convidados para a audiência representantes do Ministério Público e dos sindicatos dos Pilotos e dos Comissários de Bordo.
Coluna Claudio Humberto
04/12/2008
Bilhete azul
O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, não “pediu demissão”; ele foi demitido. Esta coluna antecipou sua saída em 27 de outubro. A carta dele ao ministro Nelson Jobim (Defesa) foi mera formalidade.
O Estado de São Paulo
04/12/2008
Gol quer repassar sete aviões da Varig
A Gol negocia com outras companhias aéreas o subarrendamento de sete Boeings 767 que eram utilizados pela Varig, segundo o presidente da empresa, Constantino de Oliveira Júnior. Mas, segundo ele, o excesso de oferta no mercado dificulta as negociações. O custo mensal do pagamento de leasing dessas aeronaves é de US$ 3,4 milhões para a Gol. A empresa já conseguiu subarrendar nove aviões da Varig.
Folha de São Paulo
04/12/2008
Ex-executivo da Varig diz que avalia convite para a Infraero
Guilherme Lagger, superintendente da Rede Bahia, pode substituir Gaudenzi
ANDREZA MATAIS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O executivo Guilherme Lagger confirmou ontem à Folha que foi convidado pelo governo para assumir a presidência da Infraero, mas disse que ainda não tomou uma decisão.
A estatal, responsável por administrar os principais aeroportos do país, confirmou que o atual presidente, Sérgio Gaudenzi, entregou carta de demissão ao ministro Nelson Jobim (Defesa), o que deve acelerar as mudanças na empresa.
"O convite veio na semana passada. Acho que é uma função muito importante para o país, tem que ser uma resposta bem pensada, amadurecida, não pode ser precipitada."
Com passagens por Vale, AmBev e Varig, Lagger é atualmente superintendente da Rede Bahia, empresa de comunicação da família do senador Antonio Carlos Magalhães, morto no ano passado.
Indicação
A Folha apurou que a indicação de Lagger para a Infraero partiu da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Os dois se conheceram quando ela era ministra de Minas e Energia e ele, vice-presidente de Logística da Vale. E se aproximaram quando ele assumiu a Nova Varig.
Lagger estava na presidência da empresa durante o processo de venda da companhia para a Gol, que foi acompanhado de perto pelo Palácio do Planalto. O processo tornou-se polêmico, com acusações da ex-diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) Denise Abreu sobre a atuação do Planalto, que teria favorecido a venda. Os envolvidos negam.
A ministra é a principal defensora no governo da privatização de aeroportos. Por ser contra, Gaudenzi perdeu força política para se manter no cargo e acabou pedindo demissão da empresa. A Folha apurou que foi a ministra quem telefonou para Lagger pedindo uma conversa sobre o tema. Os dois negam que tenham se encontrado. Lagger também já teria conversado com o ministro Nelson Jobim (Defesa), a quem a Infraero é subordinada.
O martelo só não foi batido ainda, segundo a Folha apurou, por questões salariais. O presidente da Infraero ganha em torno de R$ 19 mil, bem abaixo do pago no mercado.
Lagger não adiantou sua posição sobre a venda de aeroportos. "Ainda não tive tempo de pensar nisso", disse. Mas, para interlocutores, afirmou que é favorável a essa política.
A Folha apurou ainda que a nova direção da Infraero deve ser composta por técnicos indicados pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, responsável pela proposta de reestruturação das empresa.
Folha de São Paulo
04/12/2008
Vendas ainda estão aquecidas, afirma Gol
MAURÍCIO MORAES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, disse ontem que a empresa não sofre os efeitos da crise internacional de crédito e que, até o momento, as vendas de passagem continuam aquecidas.
Segundo o balanço trimestral da empresa, comentado ontem por Constantino, a Gol vai desacelerar em 2009, com expansão de 6% no mercado doméstico, menor que os 8,5% que a empresa espera registrar ao fim deste ano.
Embora veja a crise como preocupante, o executivo se mostrou otimista. "A crise causa impacto se houver desemprego. Até agora, a crise é mais de confiança e de crédito." Para Constantino, as vendas de passagens nacionais continuam aquecidas: "Tanto em dezembro e janeiro, principalmente janeiro, já temos muita coisa vendida, um pouco acima do normal, inclusive", afirmou.
O presidente da Gol disse não temer a entrada da Azul no mercado de aviação. A nova companhia aérea entra no páreo no próximo dia 15.
Valor Econômico
04/12/2008
Estados querem privatizar aeroportos locais
Samantha Maia, de São Paulo
Para viabilizar o uso comercial dos aeroportos de pequeno porte e estimular a estruturação da aviação regional, governos estaduais estão estudando formas de atrair o interesse de empresas aéreas e operadoras privadas de terminais pelo negócio. Se, por um lado, o anúncio da possível privatização de grandes aeroportos da Infraero aguçou o interesse do setor privado, na maior parte dos casos os aeroportos brasileiros representam verdadeiros elefantes brancos nas mãos da administração pública.
A privatização é uma saída estudada pelos governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais para fugir do prejuízo gerado por esses terminais, mas o plano esbarra na dificuldade de viabilizar economicamente a operação de aeroportos não utilizados pela aviação regular.
O caso mais recente é o de Minas Gerais. No mês passado, o governo estadual publicou uma chamada de manifestação de interesse para a privatização do aeroporto regional da Zona da Mata, situado a 35 quilômetros de Juiz de Fora. No Rio de Janeiro, já foram privatizados os aeroportos de Angra dos Reis e Cabo Frio, e na Bahia, os de Porto Seguro e Vitória da Conquista, que foi licitado este ano.
Em São Paulo, o governo estadual pretende conceder a operação de seus 31 aeroportos via Parceria Público-Privada (PPP), agrupando-os por região, o que permitiria a vinculação da concessão de aeroportos de maior movimento com investimento em locais menores. O assunto deve ser levado ao Comitê Gestor de PPPs na próxima semana, e as audiências públicas estão previstas para o mês que vem.
Em Minas, o aeroporto da Zona da Mata está pronto, mas ainda não começou a operar. A intenção é que o setor privado fique responsável pela operação, manutenção e investimento em melhorias no aeroporto. "As empresas vão estudar e só depois disso saberemos se há viabilidade para privatizar", diz Fabrício Torres Sampaio, subsecretário de Transportes e Obras Públicas de Minas.
A concessão faz parte da estratégia do Estado de buscar a otimização do uso dos 144 aeroportos existentes sob sua responsabilidade ou sob gestão municipal. Para isso foi criado um programa batizado de Proaero. "A intenção é mudar os aeroportos de nível, aumentar seu uso, dar maior atratividade e buscar implementar linhas regulares", diz Sampaio. Ele admite que poucos se mostram interessantes para privatização. "O setor privado só entra se há demanda de passageiros, e hoje esses aeroportos não têm atratividade." Apesar disso, ele acredita que os investimentos públicos em melhorias podem mudar o cenário mais para frente.
No Rio, o subsecretário de Transportes, Delmo Pinho, diz que o governo está estudando formas de aumentar a utilização de seus aeroportos - são 13, administrados por prefeituras. Segundo ele, o segredo para dar viabilidade econômica aos menores é casar a operação com alguma outra atividade, como o transporte de cargas - caso de Cabo Frio - ou com o subsídio aos usuários, como acontece em Angra dos Reis. "Não vai ser com a operação do aeroporto que eles vão conseguir pagar as contas. Depender da receita das tarifas de pouso e de estacionamento é totalmente inviável", diz Pinho.
Em São Paulo, segundo a Secretaria de Transporte, com exceção dos aeroportos com maior demanda - Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Presidente Prudente - os demais dão prejuízo. No ano passado, a receita de operação foi de R$ 12,5 milhões, e as despesas atingiram R$ 17,2 milhões. Mesmo os superavitários não sustentam os investimentos. Foi necessário utilizar R$ 25 milhões do Tesouro estadual, em 2007 e 2008, para investir no conjunto dos aeroportos paulistas.
O aeroporto de Ribeirão Preto, o mais movimentado, é um dos que mais chama a atenção da iniciativa privada. Até outubro deste ano recebeu 1,3 mil aeronaves de vôos regulares, pouco mais de um terço do total que passa pelo conjunto dos 31 aeroportos da administração estadual. No mesmo período, a pista de Ribeirão Preto recebeu 1,6 mil vôos não-regulares, e 541 toneladas de carga. Nele operam as empresas Pantanal, TAM e Trip, com vôos para Rio, Guarulhos, Cuiabá, Uberlândia, Belo Horizonte e Congonhas.
Valor Econômico
04/12/2008
No Rio, faltam passageiros em Cabo Frio e Angra dos Reis
De São Paulo
A experiência de conceder aeroportos à iniciativa privada já é conhecida no Rio de Janeiro e não se mostrou fácil. O movimento de passageiros não sustenta o negócio nem no aeroporto de Angra dos Reis, operado pela Socicam, nem no de Cabo Frio, operado pela Costa do Sol. Com contratos que prevêem investimentos ao longo da concessão, as duas concessionárias dizem que o que falta para estimular o desenvolvimento da aviação regional em seus aeroportos é o crescimento do mercado turístico, o que aumentaria a demanda de passageiros. Anna Carolina Negri/Valor
A Costa do Sol ganhou a licitação para operar o aeroporto de Cabo Frio em 2001 assumindo 100% dos riscos de demanda. A expectativa de que o potencial turístico, impulsionado principalmente pelo público argentino, seguraria o movimento em ao menos 100 mil passageiros ao ano não se confirmou, e as empresas aéreas que voavam regularmente - Varig, Pluna e Austral - encerraram suas operações na cidade fluminense.
"A idéia, quando entramos na disputa pela concessão, era atender ao fluxo de passageiros vindos da Argentina e do Chile, mas a crise na economia argentina derrubou o movimento", diz Murilo Junqueira, presidente da Costa do Sol.
A saída para reverter o prejuízo dos primeiros anos de concessão foi investir num terminal de cargas. "Adiantamos o programa de investimento no terminal de cargas em três anos, e ele entrou em operação em 2003", diz Junqueira. Hoje 90% das receitas do aeroporto vêm dessa atividade, apesar do local ter conseguido recuperar alguns vôos regulares, como o da Trip para Belo Horizonte (MG) e da Andes para Buenos Aires. A partir de dezembro, a Gol começará a operar uma linha que passará por Belo Horizonte, Rio, Cabo Frio e Buenos Aires, e em janeiro a chilena Sky Airlines também começará a operar uma linha ligando a capital do Chile a Cabo Frio.
O maior volume de cargas chega de Houston, nos Estados Unidos, para abastecer a indústria petroleira em Macaé (RJ) com componentes e máquinas. A operadora do aeroporto de Cabo Frio estima que o movimento crescerá 50% em 2009. Até agosto deste ano, o terminal recebeu mais de 6,3 mil toneladas de cargas. "No ano que vem devemos ter vôos regulares de Houston", diz o presidente da Costa do Sol. Para atender a esse crescimento, a operadora irá investir R$ 10 milhões em 2009.
No aeroporto de Angra dos Reis, a existência de cerca de 30 pessoas que têm seus próprios aviões permitiu à concessionária cobrar uma espécie de condomínio que hoje representa até 80% das receitas do aeroporto. Cada cota do condomínio tem o valor de R$ 1 mil, e o colaborador pode contribuir com o número de cotas que lhe interessar.
O aeroporto não conta com linhas regulares e o movimento de aeronaves é sazonal. Na alta temporada, segundo a operadora, passam 140 aviões por dia em Angra, mas em baixa temporada o movimento cai e há dias em que não há aeronaves passando pelo aeroporto.
A Socicam opera o aeroporto desde 2005 e não tem perspectiva de tornar a operação auto-suficiente. Segundo o diretor-geral da empresa, Altair Moreira, a operação faz parte de um processo de entrada no mercado e hoje não representa 5% dos negócios da Socicam. Dessa forma, o prejuízo não tem pesado para eles. "Era conveniente ter aumento de negócios na cidade, onde já operávamos o terminal rodoviário, e o prejuízo operacional no aeroporto é muito pequeno", diz Moreira.
Hoje a pista de Angra está sendo ampliada e o investimento, de R$ 9 milhões, feito com recursos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deverá trazer mais movimento. "Sozinho, o aeroporto não se viabiliza pois o movimento é sazonal, mas a gente acredita que com o tempo o movimento tende a crescer." Segundo o presidente da Socicam, nesse fim de ano e começo de 2009, a TAM vai operar vôos fretados de Angra.
Em Vitória da Conquista (BA), aeroporto também operado pela Socicam e onde há vôos vôos regulares para Minas, Moreira diz que a operação é equilibrada. "Lá não temos prejuízo operacional, mas também não temos lucro", diz. As empresas Trip e Passaredo operam regularmente no aeroporto com vôos para Belo Horizonte, Salvador e Brasília.
As experiências mal-sucedidas não espantam o interesse das empresas por mais aeroportos. As duas operadoras admitem que estão de olho em novas oportunidades, apesar de apresentarem algumas ressalvas. Segundo os executivos, cada aeroporto depende de uma solução diferente para ser interessante como negócio. "O setor privado pode dar viabilidade econômica a mais aeroportos que o poder público dá hoje, pois temos mais eficiência. Desenvolver projetos completares é uma boa saída para isso", diz Moreira, da Socicam. (SM)
Valor Econômico
04/12/2008
CURTAS
Gol expande programa
A Gol vai ampliar seu programa de parcelamento de passagens aéreas em até 36 vezes, hoje restrito a compras em seu site, às 11 mil agências de viagens vinculadas à companhia. O objetivo é atrair o público de baixa renda. Segundo a Reuters, o presidente da empresa aérea, Constantino de Oliveira Jr., disse ontem que a demanda por viagens ainda não diminuiu apesar da crise econômica. "Estamos no período de alta temporada, de vendas aquecidas. Tanto em dezembro e janeiro, principalmente janeiro, já temos muita coisa vendida, um pouco acima do normal, inclusive", afirmou. O executivo disse, porém, que a sinalização de desaquecimento de outros setores preocupa a administração.
United demite 1,1 mil
A United Airlines, terceira maior companhia aérea dos Estados Unidos, vai demitir 1.190 empregados na semana que vem como parte de um corte de 7 mil empregos anunciado em julho. A companhia vai estacionar 100 aviões de sua frota e cortar 20% de sua oferta até o fim de 2009, informou a Bloomberg.
Irlanda cogita venda
O governo da Irlanda sinalizou ontem que pode estar disposto a vender os 25% de participação que detém na Aer Lingus nos termos da oferta de compra apresentada pela Ryanair nesta semana. As duas companhias aéreas são irlandesas. Brian Lenihan, ministro da fazenda do país, disse que a Ryanair "fez uma oferta que nós vamos considerar cuidadosamente." Ele acrescentou, porém, que o governo terá que ser "muito cuidadoso com a forma de se desfazer desse ativo nacional muito valioso", reportou o "Financial Times". A declaração de Lenihan vai de encontro ao conselho da Aer Lingus, que já rejeitou a oferta da Ryanair de ? 1,40 por ação ou ? 750 milhões no total.
Jornal de Turismo
03 de Dezembro de 2008 20:16h
Azul Linhas aéreas realiza vôo inaugural no Rio de Janeiro
A Azul Linhas aéreas realizou nessa terça feira, dia 2 de dezembro, seu vôo inaugural no Rio de Janeiro para apresentar os produtos da companhia ao trade carioca.
A aeronave Embraer 190 decolou do Aeroporto Santos Dumont às 15 horas. Na ocasião, Pedro Janot, presidente da empresa aérea recebeu convidados e imprensa na área de embarque do aeroporto.
A previsão de início das operações está marcada para o dia 15 de dezembro mas a empresa ainda depende de autorizações da Agência Nacional de Aviação Civil. Os primeiros trechos contemplados serão Campinas - Salvador e Campinas - Porto Alegre.
Segundo Janot, a tarifa mais barata deverá custar entre R$ 250 e R$ 260, no caso do trecho Campinas-Salvador. A venda de bilhetes começa na próxima semana pela internet e nas agências de viagens e pode ser parcelada em até seis vezes.
Janot chegou a revelar que pretende vender as passagens por um preço 70% menor do que a da as da concorrência mas outras informações dão conta de que os preços podem chegar a 35% abaixo do valor das outras empresas. “O valor médio hoje é difícil de dizer porque vai de acordo com o momento da disputa com o mercado. Você não pode falar de preço porque a concorrência já se mexeu”, revela Janot que disse ainda que está de olho no cliente de lazer e turismo que costuma se planejar mais do que o cliente executivo. “Quem compra com antecedência compra melhor. Nós vamos estimular esse cliente que hoje não voa a voar”, adianta.
Como diferencial, a Azul apresenta espaço de 31 a 34 polegadas entre as poltronas, assentos duplos em couro ecológico, monitor individual e serviço de bordo que terá duas opções como batatas fritas ou biscoitos doces e salgados em vôos curtos e seis opções de snaks em vôos acima de 60 minutos que podem ser consumidos sem limite pelos passageiros. A partir do segundo semestre de 2009, os aviões da Azul terão TV ao vivo, com a programação de 35 canais.
O programa de vantagens Tudo Azul também entra em vigor já nesse ano. A cada R$ 100 o cliente recebe 5% do valor em créditos que poderão ser abatidos no valor de um trecho a partir da terceira viagem.
A empresa inicia suas operações com dois aviões modelo Embraer 195 e receberá mais duas aeronaves até o final do ano. Entre as novidades tecnológicas está o dispositivo Head up display que permite ao piloto, por meio de uma tela, observar os principais comandos e permanecer com os olhos à frente do avião. “Como piloto o que eu mais gosto nessa aeronave é a tecnologia. Como passageiro, o conforto.” afirmou Miguel Dau, vice presidente operacional.

Agentes de viagens e operadores puderam conhecer um pouco mais da aeronave que será utilizada pela companhia a partir de 16 de dezembro, quando começa a operar.
O avião, modelo Embraer 190, decolou do Aeroporto Santos Dumont às 15h e fez um vôo panorâmico de uma hora pela cidade. O presidente da Azul, Pedro Janot, participou do evento. O diretor de Marketing, Gianfranco Beting, deu as boas vindas aos convidados dizendo que a “Azul acredita na livre iniciativa e em empresas que queiram inovar para tornar a aviação comercial mais eficiente e acessível”. Ele disse que torce para que a companhia esteja operando no Santos Dumont já a partir de maio de 2009, após definição da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a respeito da utilização do equipamento.
A bordo
Além de prometer preços competitivos, a Azul quer conquistar o cliente com diferenciais a bordo das aeronaves. A empresa está adaptando os sistemas de áudio e vídeo para oferecer TV ao vivo com 38 canais a partir de 2009, por exemplo.
Mercado e Eventos
04/12/2008
Sérgio Gaudenzi vai comandar o processo de transição da presidência da Infraero
Luiz Marcos Fernandes
O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, esteve reunido com o ministro Nelson Jobim nesta manhã (03/12) para comunicar oficialmente sua saída da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Gaudenzi já havia colocado seu cargo à disposição desde o mês passado alegando ser contrário ao modelo de privatização dos aeroportos do Galeão e Viracopos.
Segundo a Infraero, Sérgio Gaudenzi vai comandar pessoalmente o processo de transição e ficará no cargo até a indicação do novo presidente.
O nome mais cotado para assumir a presidência da Infraero é Guilherme Laager, que trabalhou na Varig.
Gazeta Mercantil
04/12 - 06:12h
AVIAÇÃO: Presidente da Infraero pede demissão
RECIFE, 4 de dezembro de 2008 - O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, entregou na terça-feira passada ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, uma carta com pedido de demissão, que foi aceita. Dois diretores da estatal, o de Administração, Raimundo José Miranda, e de Operações, brigadeiro Cleonilson Nicácio, também estão demissionários e a tendência é que o restante da diretoria (financeira, comercial e de engenharia) siga o chefe.
O indicado para comandar a estatal no lugar de Gaudenzi é o executivo da TV Bahia Guilherme Lagger. Mas seu nome ainda não foi oficialmente confirmado.
Embora tenha acertado permanecer no cargo até à chegada do sucessor, Gaudenzi poderá sair antes. Isso evitaria que, em seu discurso de despedida, ele se posicionasse, ao lado do ministro Nelson Jobim, contra a privatização dos aeroportos. Este foi o motivo de sua queda.
O Ministério da Defesa mantém a postura de não comentar as mudanças na Infraero. O silêncio, segundo fontes da Infraero, se deve ao fato de Lagger ainda não ter dado a palavra final de que aceita o cargo. Ele teria ficado assustado com o salário de R$ 17 mil (bruto) pago pela Infraero, contou uma fonte. O executivo foi procurado, mas não retornou as ligações. (Jornal do Commercio)
Jornal do Brasil Online
03/12/2008 - 22:54h
Infraero confirma pedido de demissão de Gaudenzi
O presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Sergio Gaudenzi, pediu demissão. A informação foi confirmada há pouco pela assessoria do órgão.
Segundo a Infraero, estatal que administra os aeroportos brasileiros, Gaudenzi colocou o cargo à disposição ontem (2) à tarde. O motivo, de acordo com a assessoria, foi a discordância em relação à privatização de alguns aeroportos, medida em estudo pelo governo.
Apesar de já ter entregado a carta de demissão ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, Gaudenzi continuará a cumprir agenda normalmente até a nomeação do substituto. A Infraero informou que o nome do futuro presidente da estatal não está definido e que a indicação cabe ao Ministério da Defesa.
O ministério, no entanto, não confirma oficialmente a saída de Gaudenzi e apenas alega não ter informações sobre o assunto.
Antes de exercer o comando da Infraero, Gaudenzi foi presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB). Em agosto do ano passado, ele foi para a Infraero no lugar do brigadeiro José Carlos Pereira. Ele tomou posse poucos dias após Jobim assumir o Ministério da Defesa com a tarefa de resolver a crise no setor aéreo, que tinha se agravado após o acidente com o avião da TAM, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Em audiência pública na Câmara dos Deputados, na semana passada, Gaudenzi disse que a privatização dos aeroportos mais lucrativos prejudicaria o fluxo de caixa da Infraero. Segundo ele, caso a empresa fique apenas com a administração dos aeroportos pouco rentáveis, o órgão não teria como se sustentar e se transformaria numa autarquia totalmente dependente de recursos da União.