Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Segunda-Feira, 16 de Outubro de 2017

04/07/2009

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O Estado de São Paulo
04/07/2009

Sem encomendas, Embraer estuda fechar fábrica na China
Contratos atuais garantem funcionamento da unidade chinesa apenas até meados de 2011
Raquel Landim e Mariana Barbosa

A operação industrial da Embraer na China está em risco. Com o cancelamento de pedidos e sem novas encomendas, a empresa cogita fechar as portas da fábrica de Harbin, no norte do país, onde são feitos aviões do modelo ERJ 145.

Pelos contratos em vigor, a Embraer tem serviço para manter a unidade funcionando apenas até a metade de 2011. Se não surgirem novos pedidos, a avaliação é que não faz sentido seguir montando aviões na China.

A decisão de manter ou não a fábrica no país asiático deve ser tomada até meados do ano que vem. "Os próximos movimentos estratégicos para a nossa presença industrial na China devem ser definidos dentro de doze meses", diz o presidente da Embraer, Frederico Curado.

Segundo o executivo, o prejuízo para encerrar as operações não seria grande. A Embraer e sua parceira China Aviation Industry Corporation (Avic) aplicaram US$ 25 milhões no negócio. Apesar da brasileira possuir 51% da joint venture, a sócia chinesa construiu a maior parte da infraestrutura.

O maior contrato da Embraer na China é com a companhia aérea Hainan Airlines, no valor de US$ 2,7 bilhões, e apresenta vários problemas. O acerto previa a venda de 100 aviões: 50 ERJ 145, produzidos em Harbin, e 50 Embraer 190, feitos no Brasil. Em maio deste ano, a Hainan cortou pela metade a encomenda dos ERJ 145. Já os 50 aviões feitos no Brasil não estão conseguindo licenças de importação para entrar na China.

Com a eclosão da crise, a situação da Embraer na China se tornou delicada. A turbulência reduziu a demanda por aviões no país e tornou o governo local mais protecionista. Segundo fontes em Pequim, além de obrigar o setor aéreo chinês a reduzir a oferta de assentos por causa da crise, o governo pressiona as empresas a dar preferência aos aviões fabricados na China.

A decisão prejudicou as entregas dos aviões EMB 190, que começaram em 2008. Até hoje, foram exportadas apenas sete das 50 unidades. Desde o início do ano, o problema com as licenças de importação bloqueou as entregas. "De uma perspectiva realista, 2009 já passou, estamos tentando liberar os jatos de 2010", disse Curado. Na visita a Pequim em maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou resolver o caso, mas não conseguiu.

Segundo fontes no meio empresarial chinês, a Avic teria imposto à Embraer condições quase inaceitáveis para continuar a joint venture em Harbin. Uma das exigências seria a de levar para a China a produção de aviões da família 170/190, possibilidade que é descartada pela companhia brasileira.

Além de ter as entregas bloqueadas, a Embraer assistiu sua sócia chinesa se tornar parceira indireta da arquirrival Bombardier. O governo chinês fundiu as duas grandes fabricantes de aviões: Avic II, sócia da Embraer, e Avic I, que se preparava para colocar no mercado um avião concorrente da família 170/190, o ARJ 21.

Com a nova reunificação da Avics - no passado, as duas empresas formaram um gigante com 600 mil funcionários -, o projeto do ARJ 21 foi deslocado para um terceira companhia, a Commercial Aircraft Corporation of China (CACC), que também é controlada pelo governo chinês. Em novembro de 2008, a CACC firmou acordo de cooperação tecnológica com a Bombardier para produzir o ARJ 21.

Segundo um executivo da Embraer, "para atuar na China, é preciso ter nervos de aço", por conta das mudanças que o governo faz nas regras do jogo. A Embraer chegou ao país em 2000 e vendeu, na época, 40 jatos. No ano seguinte, Pequim elevou as tarifas de importação de aviões. Para conquistar a boa vontade do governo, a companhia optou pela fabricação local por meio da joint venture.

Mesmo que decida fechar a fábrica em Harbin, a Embraer não vai abandonar o mercado chinês e espera continuar vendendo aviões depois que a crise passar. No entanto, a vantagem competitiva que a companhia tinha em relação aos concorrentes e novos entrantes - o fato de estar em plena produção com os aviões da família 170/190, enquanto os novos modelos da Bombardier e de fabricantes da China, Japão e Rússia estão em fase de desenvolvimento - começa a se perder.

Quando a crise passar, é provável que os jatos dos concorrentes tenham saído do papel ou estejam próximos disso. Os mais avançados são os russos, que prometem entregar os primeiros Sukhoi SuperJet 100 em dezembro. Já os primeiros ARJ 21, da Avic, devem ser entregues em 2011, enquanto o MRJ 90, da japonesa Mitsubishi, está previsto para entrar em operação em 2014.

Se as projeções da própria Embraer para os próximos 20 anos se concretizarem, os fabricantes disputarão um mercado de US$ 220 bilhões. A companhia brasileira prevê uma demanda global de 6.750 novos jatos de 30 a 120 lugares até 2028. Apenas a China deverá adquirir 875 jatos, ou 13% do mercado.

 

 

O Estado de São Paulo
04/07/2009

British Airways reduz oferta de voos
AP

A companhia aérea britânica British Airways (BA) anunciou que pretende reduzir o número de voos e assentos e pedir o adiamento da entrega dos novos superjumbos Airbus A380, por causa do declínio no número de passageiros causado pela recessão. A empresa informou ter transportado 2,93 milhões de passageiros no mês de junho, 5% menos do que em junho de 2008.

Segundo a companhia aérea, "para responder a "condições econômicas difíceis", ela vai reduzir a capacidade em 3,5% neste verão no hemisfério norte, e não em 2,5%, como era previsto. De outubro a março de 2010, a redução será de 5%. Três aviões Boeing 737 deixarão de voar em meados de 2010, e três Boeings 747-400 no inverno seguinte.

A British Airways também pediu um adiamento de cinco meses para a entrega de seis A380, e o primeiro deles deveria chegar em 2012. A entrega de um segundo grupo de seis aviões também foi adiada por dois anos, com o último avião devendo chegar a Londres em 2016.

No mês passado, os aviões da BA voaram com 79,6% da sua lotação, comparado com 81,4% no ano anterior. A queda no número de passageiros foi mais drástica na primeira classe e classe executiva e em rotas entre Londres e Ásia. "As condições de mercado continuam bastante difíceis, com os negócios bem abaixo do que se verificou no ano passado", disse a BA em comunicado."Entretanto, se computarmos o volume de assentos, com promoções ou não, a situação está estável há mais de três meses."

CORTES

A empresa pretende cortar 3,5 mil postos de trabalho e congelar salários, dentro de um programa de corte de gastos. As conversações com os sindicatos não resultaram em um acordo, e as negociações devem continuar na próxima semana, com um mediador patrocinado pelo governo.

A British Airways, que emprega 40 mil pessoas, vai reduzir em 2 mil o número de comissários de bordo e cortar 1,5 mil postos de trabalho em seus escritórios.

 

 

O Estado de São Paulo
04/07/2009

Dono da Gol obtém habeas corpus na Justiça do DF
Solange Spigliatti

O desembargador Edson Alfredo Smaniotto, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, concedeu anteontem habeas corpus para o empresário Nenê Constantino, fundador da companhia aérea Gol. Constantino foi denunciado, com Vanderlei Batista Silva, João Alcides Miranda, João Marques dos Santos e Victor Bethônico Foresti, sob a acusação de ordenar o assassinato do líder comunitário Márcio Leonardo de Souza Brito, morto a tiros em 2001.

Brito liderava grupo que ocupou um terreno perto da garagem da Viação Planeta, pertencente ao empresário, na cidade-satélite de Taguatinga. Segundo a polícia, Miranda e Vanderlei, empregados de Constantino, contrataram um pistoleiro, até agora não capturado, para assassinar o líder. O empresário teria feito ameaças diretas de morte a Brito. Constantino nega as acusações.

Em 21 de maio, a Justiça decretou a prisão preventiva do empresário. No dia seguinte, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal concedeu direito a cumprir a pena em prisão domiciliar. Ele foi acusado pela Polícia Civil de ameaçar testemunhas e de obstruir a Justiça. Autora do despacho de prisão domiciliar, a desembargadora Sandra De Santis levou em conta "o precário estado de saúde" de Constantino, que tem 78 anos.

NOVA DENÚNCIA

O Tribunal do Júri de Taguatinga acatou nesta semana nova denúncia do Ministério Público do Distrito Federal contra Constantino e mais três acusados pelo assassinato de Tarcísio Gomes Ferreira. Eles foram denunciados por homicídio duplamente qualificado, mediante pagamento e meio que impossibilitou a defesa da vítima, e em concurso de pessoas (quando uma infração penal é praticada por mais de um indivíduo), segundo informações do TJ.

 

 

Coluna Claudio Humberto
04/07/2009 - 14:25h

Voo 447: sobrou para os controladores

Nova encrenca para os controladores de vôo brasileiros: a Agência de Segurança Aérea da África e Madagascar (Asecna), desmentiu a Aeronáutica, negando contato com o controle senegalês em Dacar. Os investigadores franceses aludiram à "falha". A Aeronáutica provou o contato com o chamado ponto Tasil no oceano Atlântico, onde o Airbus da Air France despencou em 31 de maio, matando 228 pessoas.

 

 

Folha de São Paulo
04/07/2009

Aos 50 anos, ponte aérea vê número de passageiros dobrar em uma década
JULIANA CARIELLO
TAI NALON
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A ponte aérea Rio-São Paulo completa 50 anos nesta segunda-feira em expansão. O número de passageiros da rota antes da década de 90 é desconhecido, mas, entre 1997 e 2007, dobrou. Passou de cerca de 2 milhões para 4 milhões por ano, diz a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Um dos brasileiros que acompanharam de perto a evolução foi a consultora de finanças Helena Campos, 47, habitué do trecho há 20 anos.

"São Paulo é bom para trabalhar, Rio é bom para morar", opina. "Adoto a ponte como meu caminho de casa."
O advogado Agnaldo Dias Paes, 61, sente saudade da época em que era jovem e fazia sucesso com as aeromoças. Mas ele deixa o bom humor de lado ao falar sobre o serviço de bordo de hoje.

"A comida melhora e piora, não faz sentido. Quem depende de comida de avião vai acabar se dando mal", comenta.
Sem concorrência para o mesmo público-alvo, o avião reina absoluto hoje em dia entre os executivos e pessoas de maior poder aquisitivo.

Mas, de acordo com especialistas, a ponte aérea está ameaçada pela promessa da construção, até 2014, de um trem-bala capaz de percorrer os 365 km entre as duas capitais em tempo semelhante ao do voo -cerca de uma hora.

A tendência, dizem, é que parte dos usuários migre para o transporte ferroviário.

Um deles usa o exemplo europeu como termômetro. Ele diz que, segundo reportagem do blog da revista "The Economist", o trem-bala Londres-Paris, no ano retrasado, fez 70% das viagens da rota.

"A conquista de mais ou menos passageiros pelo trem dependerá de onde serão suas as paradas, pois os aeroportos Santos Dumont e Congonhas são bem localizados", analisa Alessandro de Oliveira, coordenador do Núcleo de Economia dos Transportes Antitruste e Regulação), do ITA.

Passagens mais baratas, maior sensação de segurança, poltronas maiores e até um vagão-restaurante são algumas das vantagens do trem na comparação com o avião -as viagens duram uma hora e meia e uma hora, respectivamente, segundo Eduardo Artur Rodrigues Silva, da consultoria Mater, com 25 anos de experiência na área de aviação civil.

"Por enquanto a ponte aérea continuará a crescer porque seus clientes fixos, executivos em sua maioria, precisam do serviço e não têm outra opção com rapidez semelhante", diz Silva. "Mas, se o trem-bala sair do papel, tudo muda de figura", diz Silva.

Electra

O modelo de avião mais usado nas décadas iniciais da ponte aérea Rio-São Paulo era o Electra. Com 10 m de altura, 30 m de envergadura e 31,81 m de comprimento, a aeronave transportava 104 passageiros.

Sua velocidade era 602 km/h, contra cerca de 800 km/h de um dos aviões de hoje, o Boeing 737-700. Com 12,5 m de altura, 34 m de envergadura e 33,6 m de comprimento, leva 149 pessoas.

 

 

Folha de São Paulo
04/07/2009

FUNDADOR DA GOL PODE RESPONDER EM LIBERDADE

O TJ-DF (Tribunal de Justiça do Distrito Federal) autorizou na quinta que Nenê Constantino, 78, fundador da Gol, responda em liberdade à acusação de ser o mandante do assassinato de um líder comunitário em 2001. Constantino cumpre prisão domiciliar desde maio, por precisar de acompanhamento médico. "Agora, terá o direito de ir e vir quando quiser", diz seu advogado, Hermano Camargo Junior, que nega a acusação.

 

 

Mercado e Eventos
04/07/2009

Webjet transfere operações para o Terminal 2 do Galeão

A partir de hoje (04/07), a Webjet Linhas Aéreas passa a operar no Terminal 2 do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim / Galeão, no Rio de Janeiro. Serão transferidas do Terminal 1 (antigo) as operações de loja, check-in, chegada e partida de aeronaves, setor de bagagens e demais áreas operacionais de aeroporto.

Com a mudança, os clientes contarão com um espaço mais moderno, amplo e confortável. O atendimento também será agilizado, pois as posições de check-in aumentaram em 60% a capacidade e a loja dobrou de tamanho.

 

 

Mercado e Eventos
04/07/2009

Fab desmente declaração da BEA de que não avisou sobre saída do voo 447

A Força Aérea Brasileira (Fab) contestou, em nota, a declaração do Escritório de Investigações e Análises da França (BEA) de que não tinha avisado ao controle aéreo de Dacar, no Senegal, sobre a saída do voo 447 da Air France do espaço aéreo brasileiro.

A Fab ainda acrescentou que o cabe ao Centro de Controle de Dacar conferir o ingresso da aeronave no seu espaço aéreo e alertar sobre eventuais problemas.

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