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Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017

04/06/2009

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Estadão
Quinta-feira, 4 de junho de 2009, 19:11h - Online

Voo 447: Destroços e óleo recolhidos do mar não são do avião
Teriam sido resgatados um pallet , suporte para acomodação de bagagens em aviões, e duas boias no mar
Monica Bernardes, de O Estado de S.Paulo

RECIFE - Frustração. Foi esse o sentimento expressado pelo comando militar a Aeronáutica ao afirmar, durante entrevista coletiva realizada no Cindacta III, em Recife, que os fragmentos encontrados e resgatados no mar não pertenciam ao AF 447. De acordo com o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica, o pallet (espécie de porta bagagem) içado, no início da tarde, pela Marinha é feito de madeira. As duas bóias que a Aeronáutica chegou a afirmar que haviam sido resgatadas, na realidade, sequer chegaram a ser levadas a bordo.

"Podemos afirmar com 100% de certeza que o material localizado não faz parte da aeronave da Air France. Existem pallets de madeira, mas não é o caso deste avião. Este fato é importante para mostrar o grau de dificuldades que estamos enfrentando. Infelizmente, estamos sujeitos a encontrar, dentro de uma área tão grande, objetos que não passam de lixo. Mas não vamos desistir. O trabalho continua", afirmou o brigadeiro. O pallet será levado até a ilha de Fernando de Noronha e posteriormente descartado.

De acordo com o comandante do Decea, as manchas de óleo localizadas ao norte da ilha de Fernando de Noronha, a uma distância de aproximadamente 700 quilômetros do arquipélago, também não pertencem a aeronave francesa. "Descartamos esta possibilidade em função da quantidade de óleo encontrada. Num avião, esta quantidade não passa de 50 litros em cada motor. Mas as manchas que encontramos são bem maiores do que esta quantidade poderia provocar", destacou.

A Aeronáutica e a Marinha continuam investigando se pequenas manchas, aparentemente de querosene de avião pertencem ao AF 447. "Estamos tentando comprovar este fato, as amostras recolhidas estão sendo testadas, mas temos praticamente certeza disto", comentou.

De acordo com a Aeronáutica, a área de buscas poderá ser ampliada a partir de sexta, dependendo do resultado do rastreamento feito pelo avião R-99, equipado com radar. "A aeronave fará sobrevôos durante toda a madrugada. Se houver novas informações a partir da leitura eletrônica vamos enviar os helicópteros para estes pontos. Se não, iniciaremos uma varredura a partir dos cálculos que estamos fazendo levando em conta as correntes marítimas", explicou.

O vôo AF 447 tinha 216 passageiros de 32 nacionalidades, incluindo sete crianças e um bebê. Segundo a Air France, 61 eram franceses, 58 brasileiros e 26 alemães. Dos 12 tripulantes, um era brasileiro e os demais franceses.

 

 

Estadão
Quinta-feira, 4 de junho de 2009, 14:53h
Mensagem automática do Voo 447 é falha sobre velocidade
Jornal francês publicou relatos, sem citar nomes, afirmando que a velocidade do avião estaria errada
Andrei Netto, enviado especial

SÃO PAULO - O Escritório de Investigação e Análises de Acidentes Aéreos na França (BEA), que investiga o desaparecimento do Voo 447 da Air France, disse que a mensagem automática recebida do avião é falha para mostrar a velocidade que a aeronave estava voando. Sobre a recomendação técnica que a Airbus divulgaria nesta quinta-feira, segundo informação divulgada pelo jornal Le Monde, a agência de investigação não se posicionou.

Segundo a agência de investigação, dois fatos podem ser afirmados até o momento: um é que a série de mensagens automáticas enviadas pelo Voo 447 são "incoerentes" em relação à velocidade do avião; o outro é que a rota do avião no domingo à noite teve tempo instável.

A agência advertiu contra qualquer interpretação ou "especulação precipitada" sobre o acidente. O jornal francês Le Monde publicou relatos, sem citar nomes, afirmando que a velocidade do avião estaria errada no momento do acidente.

Ainda de acordo com o Le Monde, uma nota que poderia ser divulgada pela empresa instruiria as tripulações a manterem a velocidade e a estabilidade da aeronave A330 de acordo com o recomendado nos manuais do fabricante. Esta instrução seria publicada em função da suposta falha diagnosticada na velocidade com que o voo AF 447 atravessou a tormenta na noite de domingo.

Uma porta-voz da agência não quis comentar essas informações do Le Monde e afirmou que não tem conhecimento de nenhuma nota técnica que tenha sido escrita pela Airbus. O BEA precisa aprovar todas as instruções técnicas que são elaboradas pelo fabricante.

Sobreviventes

Quatro dias após desaparecer sobre o Oceano Atlântico, continuam não esclarecidas as causas do acidente. Alguns especialistas estimam que os destroços encontrados pela Força Aérea Brasileira (FAB) oferecem a prova de que o avião caiu no mar, outros, pelo contrário, dizem que mostram que o aparelho explodiu no ar.

Uma das únicas certezas que se tem sobre o acidente é a informação dada pelo presidente da companhia Air France, Jean-Cyril Spinetta, nesta quinta-feira, 4, sobre a inexistência de sobreviventes.

O porta-voz das famílias, Guillaume de Saint-Marc, disse que Spinetta e outros diretores da companhia aérea informaram a parentes dos passageiros e tripulação que "o avião não conseguir amarar (pousar no mar) e que se desintegrou, seja no ar ou em contato com o mar".

Investigações

Informações da Marinha brasileira indicam que as operações de busca se concentram em uma área de cerca de 6 mil quilômetros quadrados próxima ao arquipélago de São Pedro e São Paulo, formações rochosas desabitadas que pertencem ao Brasil.

A grande extensão da área do Atlântico onde foram detectados alguns destroços do aparelho leva a crer que pode ter ocorrido uma explosão no ar, segundo a versão divulgada pelo jornal Le Figaro, que citou em sua edição de hoje fontes da investigação não identificadas.

"É possível observar fragmentos ao longo de uma distância de mais de 300 quilômetros", segundo a fonte do jornal francês, que acrescenta que isso "apoia (a teoria) de uma explosão, que teria afetado a aeronave em pleno voo, mais do que a de uma destruição ao entrar em contato com o mar".

Le Figaro acrescenta que, se tivesse ocorrido uma explosão a cerca de 10 mil metros de altura, isso se explicaria tanto por causa de um fenômeno meteorológico "excepcionalmente violento" quanto por uma "brusca despressurização" ou um "atentado terrorista".

 

 

Folha Online
04/06/2009 - 19h30
Destroços retirados do Atlântico não são do avião da Air France, diz Aeronáutica

A FAB (Força Aérea Brasileira) informou na noite desta quinta-feira que os destroços retirados do Atlântico nesta quinta-feira não são do Airbus A-330 da Air France, que desapareceu no último domingo (31) com 228 pessoas a bordo. De acordo com o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Decea (diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo), "nenhum material do avião foi recolhido".

"Não, nenhum material do avião foi recolhido. O que nós vimos foram materiais pertencentes a uma aeronave que foram deixados por causa da prioridade de buscas de corpos. Mas até o momento nenhum pedaço da aeronave foi recuperado", afirmou.

Segundo Ramon, a mancha de óleo avistada também não era da aeronave. "Uma quantidade tão grande encontrada não pode ter vindo do avião", disse em Recife. Segundo ele, no entanto, o combustível avistado é de um avião. "O combustível a maior probabilidade é que fosse do avião. O que foi descartado é o óleo."

O brigadeiro disse, entretanto, que as buscas deverão continuar na região, e que serão reforçadas no final de semana, com a chegada de novas aeronaves e embarcações enviadas pela França.

Hoje, uma peça de 2,5 metros quadrados e duas boias foram resgatadas das águas do Atlântico, por volta das 13h. Segundo a Aeronáutica, o objeto foi avistado distante 550 km de Fernando de Noronha (PE) pelo avião C-130 Hércules da FAB. Mais tarde, no entanto, a Marinha afirmou que as peças não trazem nenhuma identificação do Airbus-A330 da Air France.

O brigadeiro negou que as buscas tenham voltado à estaca zero. "Não. Nós temos todos os calculos feitos das áreas. Porque levando em conta a velocidade da corrente, nós sabemos exatamente onde estes destroços devem estar. E isso tem se confirmado. Porque todos os aviões que nós lançamos baseados nesses calculos, em todos esses locais, nós avistamos destroços", disse.

Segundo ele, apesar de as peças recolhidas hoje não serem do Airbus, a Aeronáutica defende ainda os destroços avistados na região são do avião que fazia o voo 447.

 

 

Folha Online
04/06/2009 - 19h19

Mensagens do voo 447 sobre velocidade do Airbus são "incoerentes", dizem franceses
da Associated Press, em Paris

O órgão francês responsável por investigar as causas do acidente com o Airbus A-330 da Air France --que caiu no último domingo (31) no oceano Atlântico, com 228 pessoas a bordo-- afirmou nesta quinta-feira que as mensagens automáticas enviadas pela aeronave não revelam a exata velocidade em que o avião voava .

A Agência de Investigação de Acidentes disse ainda que apenas duas coisas são claras: que as mensagens enviadas eram "incoerentes" a respeito da velocidade, e que o avião passou por uma turbulência e uma tempestade.

O órgão francês alertou ainda para o risco de "interpretações erradas ou especulação" sobre a queda do Airbus. Segundo o jornal francês "Le Monde", fontes do escritório de pesquisas e análises (BEA, na sigla em francês), afirmaram que a aeronave viajava com velocidade "incorreta" no momento da queda.

De acordo com as fontes ouvidas pelo jornal, a velocidade pode ser um dos motivos que levou à queda do voo AF 447. "Um dos possíveis motivos do acidente, embora haja várias incógnitas, é que o avião voava com uma velocidade incorreta sobre o oceano Atlântico em uma zona de fortes turbulências", disse o "Le Monde".

No Rio, o chanceler francês, Bernard Kouchner negou nesta quinta-feira que a França --que coordena as investigações sobre o acidente-- esteja escondendo informações sobre as causas da tragédia.

"Por enquanto, neste momento, não existe nenhuma explicação [para o acidente]. Não estamos escondendo nada, nem teríamos razão para esconder nada", disse Kouchner, em pronunciamento feito às famílias das vítimas brasileiras.

A aeronave desapareceu na noite de domingo (31), quando fazia o trajeto Rio de Janeiro-Paris, com 228 pessoas a bordo.

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