Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Segunda-Feira, 21 de Agosto de 2017
04/04/2009
Notícias Anteriores
Folha de São Paulo
04/04/2009

Cliente da Gol e da Varig poderá usar milhas na Air France
DA SUCURSAL DO RIO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

(JANAINA LAGE E VERENA FORNETTI)

Gol e Air France/KLM anunciaram a integração dos seus programas de milhagem. O principal benefício para o passageiro será a utilização de milhas acumuladas no programa Smiles como créditos em voos intercontinentais operados pela Air France/KLM. Os clientes do Flying Blue, programa de fidelidade da empresa europeia, também podem usá-las como créditos em voos da Gol/Varig.

A parceria é estratégica para a Gol porque permite voltar ao mercado europeu, mesmo sem voos próprios da marca Varig. Com a possibilidade de trocar milhas por passagens para a Europa, a companhia pretende dar fôlego para o Smiles, que tem 6 milhões de clientes.

As empresas também firmaram parceria de "code-share" (compartilhamento de voos), a partir do segundo semestre. Para a Air France, o acordo é favorável para garantir a conexão de passageiros que chegam ao país e se dirigem para outras cidades. No passado, ela mantinha parceria com a TAM, rompida após a entrada da companhia brasileira na Star Alliance, a aliança global da aviação.

O saldo atual de milhas dos clientes poderá ser usado na troca por bilhetes. Os créditos poderão ser trocados a partir de 1º de julho. O acúmulo em voos da Air France começa a valer em 1º de maio. Uma viagem São Paulo/Paris/São Paulo pela Air France, com programa Smiles, requer 70 mil milhas. Os clientes Smiles podem utilizar os créditos em viagens para Ásia, África, Europa e Oriente Médio, com voos até a França e de lá para outros destinos.

 

 

Folha de São Paulo
04/04/2009

Azul fechou 2008 com perda de R$ 15,2 mi
DA SUCURSAL DO RIO

A Azul Linhas Aéreas, que começou a operar em 15 de dezembro, fechou o ano passado no vermelho: teve prejuízo de R$ 15,2 milhões.

A companhia estima que atingirá resultado positivo em 2010. As projeções levam em conta a perspectiva de operar em um maior número de aeroportos no próximo ano e com uma quantidade maior de aviões.

A receita líquida da companhia no ano passado somou R$ 3,4 milhões.

 

 

Zero Hora
04/04/2009

AVIAÇÃO
A “voz do aeroporto” emudeceu
FRANCISCO AMORIM

Contra poluição sonora, Infraero limita alto-falantes às áreas de embarqueUm silêncio incomum no saguão chama a atenção de quem chega ao Aeroporto Internacional Salgado Filho. Nos primeiros instantes é difícil perceber o que mudou. Continuam ali as filas no check-in, os jornalistas à espera de alguma celebridade e as pessoas chorando a partida de alguém ou vibrando pela sua chegada. Mas logo o mistério é desfeito: calou-se aquela voz feminina que, precedida por um inconfundível sinal sonoro, não deixava ninguém perder o voo.

Oaeroporto gaúcho foi um dos primeiros a seguir, no início de dezembro, uma determinação da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), datada de outubro, que estabelece que o serviço de alto-falantes não deve mais alertar os passageiros para a hora do voo em todos os terminais do país. A medida teve como objetivo diminuir a poluição sonora no ambiente. Agora, o sistema está limitado às áreas de embarques.

Apesar de a Infraero não ter registrado nenhuma reclamação formal, a mudança deixou uma legião de órfãos. Acostumado com os avisos, em até três idiomas, o casal porto-alegrense Emerson Pedrotti, 25 anos, e Simone Mello Severo, 24 anos, quase perdeu um voo para Belém há dois meses. Ontem, ressabiados, os dois já estavam próximo à área de embarque bem antes da hora do voo.

– Naquela vez, ficamos conversando no café e quase perdermos o voo. Agora já estamos em alerta – disse.

Quem estiver circulando pelo aeroporto, seja tomando um café ou fazendo compras de última hora, tem, além do painel, a opção de consultar os monitores espalhados pelo Salgado Filho.

– Poderiam ser em maior número esses monitores – sugere a bancária.

A superintendente do aeroporto, Lia Segaglio de Figueiredo, explica que o sistema ainda é usado para comunicados especiais. Ela também ressalta que a equipe foi mantida: são sete mulheres que, além da locução, atualizam as informações nos painéis e monitores.

Sobre a importância dos avisos sonoros para os deficientes visuais, Lia ressalta que são as companhias aéreas que devem encaminhar esses passageiros à área de embarque e, em seguida, à aeronave, caso não estejam acompanhados.

Mas nem todos os 67 aeroportos do país adotaram a medida, que já valia para Brasília há sete anos e há quatro para Guarulhos. A expectativa é de que eles se adaptem à nova norma nos próximos meses.

 

 

O Estado de São Paulo
04/04/2009

Gol e Air France fazem acordo de milhagem
Mariana Barbosa

Clientes do programa Smiles, da Gol, agora podem converter milhas em bilhetes da Air France para Paris. Participantes do programa Flying Blue, da Air France-KLM, também poderão acumular milhas em voos da Gol e da Varig no Brasil.

Segundo o presidente da Gol, Constantino Junior, o acordo deve gerar a transferência de 140 mil passageiros por ano da Air France-KLM para a Gol. O número equivale aos passageiros que desembarcam no Rio ou em São Paulo em voos da Air France e da KLM e que precisam fazer conexão para outros destinos no País. "Além disso, a Gol poderá atrair nossos clientes, muitas empresas francesas, que terão a vantagem de acumular milhas no Flying Blue", completou o presidente do conselho da Air France-KLM, Jean-Cyril Spinetta, que veio ao Brasil assinar o acordo.

A parceria dá um impulso ao Smiles que, com o fim dos voos internacionais da Varig, perdeu grande parte de sua atratividade. Para voar para Paris, o cliente Smiles precisa de 70 mil milhas.

Para a Air France-KLM, o acordo vai permitir a venda direta de bilhetes para alguns dos destinos operados pela Gol.

A Air France estava sem parceiro no Brasil desde novembro. O acordo de quase dez anos que tinha com a TAM foi rompido com a entrada da brasileira na Star Alliance. A Air France faz parte da aliança Sky Team.

O relacionamento entre Air France e TAM se deteriorou no início do ano, quando o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) entrou na Justiça contra a liberação das tarifas internacionais - iniciativa cujo único beneficiário, dentro do Snea, é a TAM. Uma semana depois, a Air France, que ajudou a fundar o Snea em 1933, abandonou o sindicato.

 

 

O Estado de São Paulo
04/04/2009

Voz oficial do Tom Jobim vai sair do ar
Anúncio ?sussurrante? dos voos será substituído pelos funcionários das aéreas

Até o fim do ano, quem frequenta o Aeroporto Internacional Tom Jobim não ouvirá mais a voz da atriz e locutora Íris Lettieri, que há 32 anos anuncia, com timbre aveludado, as chegadas e partidas. A Infraero decidiu interromper o serviço de alto-falante dos aeroportos do País. O argumento é que a medida vai reduzir a poluição sonora, provocada pelo elevado número de mensagens nos horários de maior movimento.

De acordo com nota divulgada ontem, desde outubro de 2008 estão suspensas as chamadas no saguão dos aeroportos da Infraero - quando Congonhas, em São Paulo, adotou a medida. Mas nem todos os 67 aeroportos do País seguiram a resolução, que vale para Brasília há sete anos e há quatro para Guarulhos. A Assessoria de Imprensa do Tom Jobim informa que ainda não tem data marcada para encerrar o serviço.

Segundo a Infraero, cabe às companhias aéreas fazer o chamado para o voo na sala de embarque. Quem estiver circulando pelo aeroporto deve se orientar pelos painéis eletrônicos.

O problema é que nem sempre os painéis estão funcionando. José Carlos Rosa, administrador-chefe do Contato Radar, fórum que reúne 7 mil aeronautas, aeroviários e estudiosos de aviação, já perdeu voo por conta da desatualização do painel. "Eu estava em Congonhas e a TAM fez a chamada, mas não ouvi. No painel o voo pulou de confirmado para fechado. Eu e um grupo perdemos o embarque", conta. Rosa, no entanto, é favorável à medida. "No exterior não existe esse serviço há muito tempo."

O diretor técnico do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), Ronaldo Jenkins, acredita que a medida pode provocar confusões. "Em Brasília, onde a sala de embarque é pequena, não vejo problemas. Mas no Galeão há aquele saguão enorme. A norma não deveria ser geral."

O diretor pretende procurar a Infraero para negociar a melhor solução. "Há ainda a questão psicológica. Uma voz como a da Íris Lettieri acalma o passageiro. Não se pode esperar que todos os funcionários das companhias aéreas tenham uma voz como a dela."

O músico Roberto Menescal, assíduo frequentador do Aeroporto Internacional, ficou. "É melhor que tirem os aviões do que tirarem a voz da Íris Lettieri. Diz para deixarem, pelo menos no Tom Jobim."

A voz da locutora tem tanta importância para os frequentadores do aeroporto, que muitos passaram a gravar as chamadas dos voos como recordação de viagem - há vários vídeos publicados no YouTube. Há homenagens a ela também no Orkut.

A assessoria de Íris informou que ela estava viajando, mas que renovou recentemente o contrato com a Infraero e não tinha conhecimento da interrupção do serviço. Por conta do avanço da tecnologia, ela grava as palavras uma a uma (números, nome de companhias aéreas e portões de embarque). As frases são montadas por computador.

Íris, de 67 anos, havia sido locutora de rádio, apresentadora de telejornal, modelo e atriz antes de se tornar a voz oficial do então Aeroporto do Galeão. Depois disso, foi convidada a emprestar sua voz a outros aeroportos do País e a fazer comerciais de TV - de tão requisitada, ela se acostumou a levar na bolsa uma gravação do aviso sonoro que precede o anúncio dos voos.

 

 

Mercado e Eventos
04/04/2009

Infraero nega esvaziamento do Tom Jobim

A Tam Linhas Aéreas vai iniciar no próximo dia 17 a operação de quatro voos do Rio de Janeiro para Salvador e Recife, a partir do Aeroporto Santos Dumont. Embora uma parte dos agentes do setor ecoe o temor do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, quanto a um possível esvaziamento do Galeão Tom Jobim, a Infraero afirma, de forma categórica, que a concessão de mais voos para o Santos Dumont não vai resultar em prejuízo para a outra unidade.

Hoje operados a partir do Tom Jobim, os voos foram solicitados à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pela empresa, junto com outros 30 pedidos. Ao todo, a companhia quer autorização para 17 pousos e 17 decolagens do Santos Dumont. Além da Tam, a Gol planeja transferir 16 dos 76 voos do Tom Jobim para o Santos Dumont. A Webjet vai transferir outros três, de um total de seis, para Brasília.

Especialistas do setor, que pediram para não ser identificados, manifestaram preocupação com a transferência. Argumentam que, mesmo que uma parte dos voos perdidos pelo Tom Jobim seja compensada por novas rotas internacionais, a menor demanda de passageiros, no Rio, por voos internacionais ameaçaria a sustentabilidade do Tom Jobim.

O argumento é usado pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, para justificar a oposição à iniciativa da Anac de autorizar novas rotas do Rio para outros estados a partir do Santos Dumont. Cabral quer promover a concessão do Tom Jobim para a iniciativa privada com vistas a preparar o aeroporto para a Copa do Mundo de 2014. A abertura do Santos Dumont pela Anac, no mês passado, reduziria a atratividade do processo, de acordo com Cabral.



Página Principal