Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Terça-Feira, 27 de Junho de 2017
03/12/2009

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O Estado de São Paulo
03/12/2009

Anac faz acordo com empresas para férias
GOL e TAM prometeram mais aviões e pessoal extra em guichês
João Domingos, BRASÍLIA

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) assinou com as empresas aéreas brasileiras um "acordo de cavalheiros" para evitar a prática de overbooking nas férias escolares e nas festas de fim de ano. No ano passado, um acordo semelhante deu certo, na avaliação da Anac.

De acordo com informações da agência, foi pedido às empresas que apresentassem um plano de contingência, com aviões reservas e aumento de pessoal de atendimento, além de conseguir delas o compromisso de que não venderiam mais passagens do que o número de poltronas dos aviões. Isso permitirá ainda reduzir os atrasos a partir de 30 minutos no País para 15% neste mês - há dois anos, era de 30%.

Gol e TAM prometeram aviões reservas para substituições eventuais. A Anac informou, porém, que não tem força legal para obrigar as empresas a terem as aeronaves de reserva. Depende da boa vontade delas. Por isso, procura acordos de cavalheiros. Mesmo assim não está garantido que os atrasos nos voos acabaram nem que pessoas deixem de ser transferidas para aeronaves que originalmente não eram as suas.

A viagem poderá estar programada para um voo e o passageiro ser encaminhado para outro. É que, por causa do movimento e de manutenções, muitas vezes um determinado voo pode ser cancelado. Isso não é ilegal. Nesse caso, a empresa tem de acomodar o passageiro em outro, em até quatro horas. É o que o setor chama de preterição. Quando o atraso é de mais de quatro horas, o passageiro tem direito a viajar por outra companhia ou receber de volta a quantia paga (conforme a modalidade de pagamento). No caso de atrasos maiores, em que não é possível acomodar os passageiros em outra aeronave, a companhia aérea tem de bancar hospedagem, alimentação e transporte.

 

 

O Estado de São Paulo
03/12/2009

Punição a overbooking avança no Senado
João Domingos, BRASÍLIA

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado aprovou ontem projeto de lei que obriga as empresas aéreas a indenizar o passageiro que for vítima de overbooking, os casos em que as empresas vendem mais passagens do que o número de poltronas do avião. Trata-se de uma situação que ocorre principalmente em períodos de grande movimentação nos aeroportos, como o fim de ano. Para evitar problemas na alta temporada, o governo também já patrocinou um acordo entre a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e as empresas para evitar a prática de overbooking no fim de ano.
O valor da indenização será igual ao da tarifa cobrada em classe econômica ou superior, sem descontos, para evitar que as empresas escolham por ressarcir os passageiros que compraram bilhetes em promoção. A indenização terá de ser paga no mesmo momento em que a empresa negar o embarque.

O passageiro também terá o direito de embarcar, em até 24 horas, em outro voo que faça a mesma rota. Se o passageiro quiser, ele poderá desistir da viagem e requerer o reembolso, que pode ser feito na moeda nacional ou em crédito.

Além disso, quando o transporte sofrer interrupção ou atraso superior a duas horas em aeroporto de escala, ao passageiro que optar pelo reembolso do valor do bilhete será assegurado o direito a voo de regresso ao ponto de partida inicial.

Aprovado na forma de substitutivo do senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB), o projeto passa agora por votação complementar e, caso não haja recurso ao plenário, segue para a Câmara dos Deputados.

O projeto original foi apresentado em 2004 pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), dois anos antes do apagão aéreo que tumultuou a vida dos passageiros, no fim de 2006, e se estendeu pelo primeiro semestre de 2007. O caos nos aeroportos brasileiros começou com uma greve dos controladores de voo e culminou com o acidente do voo 3054 da TAM, em Congonhas, no qual morreram 199 pessoas - o pior acidente aéreo em solo brasileiro.

Na época, o recém-empossado ministro da Defesa, Nelson Jobim, prometeu apresentar um projeto de lei ao Congresso com regras que puniriam as empresas aéreas que fossem responsáveis por overbooking. As ameaças de Jobim não prosperaram. Jobim queria também obrigar as empresas a aumentar o espaço entre as poltronas. Nada conseguiu.

SINALIZAÇÃO

Em outra comissão do Senado, a de Constituição e Justiça, foi aprovado projeto de lei do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), que obriga as propriedades vizinhas às zonas de proteção de aeródromos e helipontos a ter equipamentos de sinalização e balizadores aéreos, instalados e operados pelos proprietários dos imóveis.

 

 

O Estado de São Paulo
03/12/2009

Ações judiciais dão resultado, mas demoram

Depois de perderem tempo, compromissos e dinheiro por causa do overbooking, os passageiros que decidiram procurar a Justiça para cobrar seus direitos também precisaram ter paciência para ser ressarcidos. A Justiça costuma ser favorável às reclamações. Mas as empresas entram com recursos e é necessário esperar a tramitação final.

Os valores das indenizações variam desde o custo da passagem até ressarcimento de dinheiro perdido pelo passageiro e/ou R$ 20 mil por danos morais e materiais. É o caso de Mônica Flores e Rafael Scmitt Rick e as duas filhas, do Rio, que em outubro ganharam ação contra a Gol. Eles compraram quatro passagens para Porto Alegre, mas só havia duas poltronas disponíveis. As crianças viajaram no colo dos pais. A empresa pagou R$ 20 mil e as passagens. A Gol informou que não havia nenhum executivo para comentar o assunto. TAM e Ocean Air não retornaram até as 20 horas.

 

 

O Estado de São Paulo
03/12/2009

Embraer vai dobrar vendas no País
Até exportadores tradicionais, como a Embraer, estão redirecionando sua produção para atender o mercado local
Márcia De Chiara e Andrea Vialli

Atentas para a boa maré do mercado doméstico, impulsionado pelo aumento da renda, do emprego e do crédito, as indústrias decidiram redirecionar o foco dos negócios para os clientes locais. Com isso, escapam do real valorizado que atrapalha as exportações e da demanda externa ainda ressentida da crise financeira internacional.

"Várias indústrias estão redirecionando a produção antes exportada para o mercado doméstico, quando é possível", diz o diretor de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti da Fonseca.

A fabricante de aviões Embraer vai mais que dobrar neste ano a participação das vendas domésticas no faturamento. Em 2008, o mercado interno respondeu por 4% da receita de US$ 6,3 bilhões. Este ano, a fatia das vendas domésticas será de cerca de 10% de um faturamento projetado de US$ 5,5 bilhões.

"Venda para o mercado interno de US$ 530 milhões é a maior cifra nominal da história da empresa", afirma o vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores, Luiz Carlos Aguiar. O executivo frisa que 90% das vendas são para o exterior, mas que as vendas de aeronaves para dois novos clientes, as companhias aéreas Azul e Trip, deram uma injeção de ânimo na empresa.

A Azul encomendou 36 aviões, com entrega até 2013. A Trip comprou cinco aeronaves. "As vendas domésticas não compensam as perdas no mercado externo, mas o cenário do transporte aéreo internacional só deve reagir em 2011."

O Grupo Orsa, que atua em celulose, embalagens e madeira, começou a sentir a recuperação do mercado interno em setembro. "O mercado interno recuperou com vigor. Nossa fábrica de embalagens está operando no limite da capacidade instalada", diz Sérgio Amoroso, presidente do Grupo Orsa.

Ele conta que o setor de papelão ondulado, um dos termômetros da atividade econômica, cresceu 8% em volume em outubro, comparado ao mesmo período de 2008. "O segmento está batendo recordes de volumes, o que mostra uma demanda aquecida em todos os setores, de alimentos a eletrodomésticos", diz o empresário.

COEFICIENTE

Outro dado que mostra a importância do mercado interno no desempenho de indústria é o Coeficiente de Exportação, indicador lançado pela Fiesp. O índice mede a participação das vendas externas na produção industrial. Até setembro, as exportações representaram 21,6% da produção da indústria em valor. Foi a terceira queda consecutiva. Em 2006, a fatia das exportações na produção industrial era de 23,7%. Em 2007, caiu para 23,5%, e em 2008 para 22,1%.

"A tendência para 2010 é que esse indicador fique abaixo de 20%", prevê Giannetti da Fonseca.

 

 

Folha de São Paulo
03/12/2009

Projeto prevê indenização por atraso em voo
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O passageiro de avião que sofrer com atrasos, cancelamento ou "overbooking" no voo poderá receber, a partir de 2010, indenização da companhia aérea. Projeto de lei aprovado ontem na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado diz que, nesses casos, o cliente receberá o valor da tarifa "cheia", maior preço do voo.

Para valer, além de ser aprovado definitivamente no Senado, o projeto precisa passar pela Câmara. Se for alterado, volta para análise dos senadores para depois ser remetido ao presidente da República para sanção ou veto.

 

 

Valor Econômico
03/12/2009

Editora de revistas acha lucro em empresas aéreas
Daniel Michaels, The Wall Street Journal, de Londres

A aviação comercial está em dificuldades, assim como a publicação de revistas, mas uma empresa britânica está conseguindo lucrar combinando os dois setores.

Nos últimos anos a Ink Publishing (Holdings) Ltd. tornou-se a maior produtora mundial de revistas de bordo, publicando 40 títulos para empresas aéreas de 17 países. Seus clientes vão desde a aérea irlandesa de baixo custo Ryanair Holdings PLC até a sofisticada Gulf Air, de Bahrein. Este ano a Ink, de capital fechado, acrescentou ao seu portfólio a United Airlines, da UAL Corp., e a Air France-KLM S.A.

As revistas de bordo são um nicho peculiar no mundo editorial. Os títulos têm custos mínimos de marketing e distribuição, e os leitores são os passageiros. A maioria das aéreas recorre a terceiros para produzir suas revistas, e recebe uma comissão das editoras.

Embora o tráfego aéreo tenha caído no mundo todo no último ano, executivos preveem que o setor acabará retomando um crescimento anual de longo prazo de cerca de 4%. "Sempre há alguma aérea, em algum lugar no mundo, que está crescendo", diz o diretor-presidente da Ink, Jeffrey O'Rourke.

Tal como a maioria das editoras de revistas de bordo, a Ink arca com todos os custos de produção das publicações, e paga às aéreas uma quantia vinculada ao tráfego de passageiros e aos mercados servidos pela aérea. Em troca, a Ink fica com a receita da venda dos anúncios.

A Ink, que tem sede em Londres, divulgou lucro depois dos impostos de 2,4 milhões de libras (US$ 4 milhões) para faturamento de 25,3 milhões de libras no ano fiscal terminado em 30 de junho de 2008. Para o ano mais recente, O'Rourke projeta que a Ink terá aumento de quase 10% nas receitas, mas queda nos lucros, devido à recessão e aos custos de expansão.

O'Rourke e outros editores de revistas de bordo dizem que as receitas publicitárias do setor caíram no ano passado devido à recessão, mas estão se recuperando. Dados da Editores de Revistas da América, uma associação do setor, indicam que os títulos para as companhias aéreas sediadas nos Estados Unidos sofreram menos do que as revistas americanas de modo geral.

O desafio, diz O'Rourke, é convencer os anunciantes de que as revistas de bordo são diferentes das publicações de interesse geral, que estão em queda, pois seus público leitor é relativamente afluente, e é uma categoria que continua a aumentar.

Os aviões também limitam as distrações. "Há muito poucos lugares com um público cativo assim", diz Tony Cervone, diretor de comunicações da United Airlines.

Mais de 80% dos passageiros americanos leem as revistas que as aéreas colocam à sua frente, diz Craig Waller, diretor de marketing e vendas da editora americana Pace Communications Inc., de Greensboro, Carolina do Norte, que publica as revistas mensais da Southwest Airlines Co. e da US Airways Group Inc. Os leitores passam, em média, 30 minutos lendo as revistas em voo, segundo a Arbitron Inc., que realizou a pesquisa para a Pace.

Jorge Irizar, diretor-presidente da Havas Media International, empresa de Paris que compra espaços publicitários, diz que, embora a qualidade das revistas de bordo varie muito, seu público cativo, de alto nível de renda, atrai os anunciantes, em especial os fabricantes de artigos de luxo para homens. "O número de revistas dirigidas ao público masculino de alto nível é muito limitado", diz ele.

O'Rourke, de 38 anos, um americano que já viveu em Hong Kong e na Europa, diz que a eficiência da Ink vem do fato de ela editar muitos títulos em cada uma de suas cinco unidades, o que permite dividir as despesas fixas e criar uma cultura em comum voltada para a venda internacional de anúncios.

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