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Sábado, 27 de Maio de 2017

03/06/2009

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Estadão
03/06/2009 - 18:07h

Óleo no mar indica que não houve explosão do avião, diz Jobim
Uma mancha com cerca de 20 quilômetros foi localizada por
aviões da FAB; navios ainda não acharam destroços

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta quarta-feira, 3, que a presença de óleo no oceano indica que não houve explosão do Airbus da Air France, segundo informações da Reuters. "Não há mais dúvida de que a situação de queda se deu nesse local", disse. Uma mancha com cerca de 20 quilômetros foi localizada nesta quarta por aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), além de uma peça de sete metros de diâmetro e pequenos objetos metálicos flutuando. Os novos pontos foram vistos a 90 quilômetros ao sul dos primeiros vestígios, a cerca de 650 quilômetros de Fernando Noronha.


Divulgação FAB - Mancha de óleo no Oceano Atlântico

O governo brasileiro estabeleceu um raio de 200 quilômetros - ou 120 milhas náuticas - para que dois navios façam a pesquisa da região onde foi identificado o primeiro destroço do avião desaparecido no Atlântico. Jobim afirmou que a faixa de 5 km de destroços vista por aeronaves brasileiras na terça-feira, 2, já foi dispersada pelas correntes marítimas. Agora há duas trilhas diferentes distanciadas por 138 milhas náuticas ou 230 quilômetros.

Jobim reforçou que não foram encontrados corpos, mas que foram vistas partes brancas da aeronave. Essas seriam as partes internas do avião,o que confirma tratar-se do Airbus da Air France. O ministro ressaltou que os corpos das vítimas podem levar mais de dois dias para emergir. "Os que não têm o abdome integro afundam e não voltam. Os outros, que têm o abdome íntegro, levam um tempo superior a 48 horas para voltar à superfície. Há casos, que só voltam seis dias depois, porque depende da temperatura da água e do volume da formação de gases.

Mais quatro embarcações estão previstas para chegar ao local onde foram vistos os destroços do Airbus entre hoje e domingo. Desde a manhã desta quarta-feira, três navios - o Grajaú, um de bandeira holandesa e outro francesa -,estão na região mas ainda não acharam nada, segundo resultado parcial das buscas divulgado pela Marinha do Brasil esta tarde. As buscas se concentram numa área circular com raio de 120 milhas náuticas.

O Grajaú chegou na manhã desta quarta-feira, 3, ao ponto do Oceano Atlântico onde foram localizadas partes do avião francês - a cerca de 1.100 km na direção nordeste de Natal, no Rio Grande do Norte. Segundo a Marinha, a visibilidade na região é regular e há chuvas esparsas.

A corveta Caboclo partiu de Maceió, em Alagoas, às 10 horas de segunda, 1º, e também já chegou ao local. O navio, além de ajudar na operação para encontrar os destroços, reabastecerá o Grajaú. A fragata Constituição, que transporta uma aeronave Lynx, saiu de Salvador, na Bahia, às 15 horas de segunda, e a previsão é que esteja na área de buscas até as 6 horas da manhã de quinta.

A fragata Bosísio e o navio-tanque Gastão Motta deixaram o Rio na terça, 2. A previsão é que se juntem aos demais navios no sábado, 6, e no domingo, 7, respectivamente. Um terceiro navio mercante, também de bandeira holandesa, recebeu autorização para deixar a área de busca às 11 horas desta quarta por falta de combustível.

Segundo o coronel da Aeronáutica Jorge Amaral, da FAB, cinco aeronaves decolaram na madrugada da Base Aérea de Natal para a área onde os destroços foram encontrados. Ao todo, 11 aeronaves estão mobilizadas tanto em Natal quanto Fernando de Noronha.

Em rápida conversa com a imprensa, Amaral negou rumores de que já teriam sido identificados corpos na região. Ele disse, também que a Aeronáutica não tem como afirmar nada a respeito de alterações no plano de voo do avião da Air France, como foi chegou a ser divulgado hoje por um jornal "Ainda não temos como afirmar nada com relação a alteração do plano de voo do avião", disse o coronel.

Em entrevista coletiva nesta terça-feira, o representante do Escritório de Investigações de Acidentes da Aviação Civil da França (BEA), Paul Louis Arslanian, afirmou que a França, que conduzirá as investigações sobre as causas da queda, "não está muito otimista" sobre a possibilidade de encontrar as caixas-pretas. O porta-voz afirmou que no final de junho tentarão publicar um primeiro relatório sobre o acidente.

As caixas pretas são dispositivos que guardam informações sobre o voo e sobre a comunicação entre os pilotos e são usadas para ajudar nas investigações sobre acidentes. O resgate das duas caixas pretas do avião da Air France pode ser dificultado pela profundidade do mar no local da queda, que poderia chegar a 4 mil metros. Mesmo submersas, as caixas pretas emitiriam um sinal que ajudaria em sua localização, mas apenas durante um período de 30 dias.

Local das buscas

De acordo com o ministro Jobim, o primeiro contato visual de destroços foi feito por um avião da Força Aérea Brasileira dotado de sensores (R-99), que detectou restos do avião por volta da 1 hora de terça-feira. Às 5h37, outra aeronave da FAB, um Hércules C-130, visualizou manchas de óleo. Às 6h49, foi identificada uma poltrona de avião. Por último, às 12h30, o C-130 detectou um rastro de vestígios. "Cinco quilômetros de materiais não é de se supor que a maré tenha reunido. A existência da poltrona, do óleo, a identificação do R-99 e agora, complementando, os cinco quilômetros (de destroços), nos permite ter uma posição de que isso é do Airbus da Air France", lamentou.

De acordo com Jobim, não foram visualizados corpos. Jobim ressaltou que as buscas prosseguem numa área de 9.785 km², mas evitou falar em eventuais sobreviventes. "Não trabalho com hipóteses, mas com resultados empíricos", afirmou. Entre os vestígios observados, havia um bote salva-vidas aberto. "Por isso não podemos descartar essa possibilidade (de encontrar sobreviventes). Existiam quatro botes no voo e, se só um foi avistado, outros podem estar perdidos no mar", disse um tenente ao Estado, que pediu para não ser identificado. Há ainda a possibilidade de que os botes tenham se desprendido dos bancos na queda.

No entanto, o procedimento padrão em caso de evacuação, caso existisse um tripulante da Air France em um dos botes, seria amarrar as embarcações umas as outras. Em cada um deles cabem 35 pessoas. A possibilidade é considerada remotíssima por especialistas. O material recolhido será levado a uma distância de até 250 milhas próximas a Fernando de Noronha. Desse ponto, dois helicópteros carregarão o que for encontrado até o arquipélago. Esse limite foi estabelecido por causa da autonomia dos helicópteros, que podem fazer voos de ida e volta que somam 500 milhas.

Submarino que achou o Titanic

Segundo a BBC, o mini-submarino francês Nautile, usado em operações de busca das carcaças do Titanic, deverá participar do resgate das caixas-pretas do avião da Air France. O Nautile, que também ajudou nas buscas pelo petroleiro Prestige, que causou um desastre ecológico na Europa em 2002, está sendo levado para o local onde os destroços do avião foram vistos, a cerca de 700 quilômetros de Fernando de Noronha, pelo navio francês Pourquoi Pas.

O mini-submarino, normalmente operado por dois pilotos e um observador , é equipado com braços motores e pinças e pertence ao Instituto Francês de Pesquisas para a Exploração do Mar (Ifremer, na sigla em francês). Ele deve integrar as operações de busca a pedido do governo francês.

O Nautile foi o primeiro submarino a alcançar a carcaça do Titanic, que estava no fundo do mar desde 1912, depois que o navio foi detectado por sonares franceses no Atlântico Norte. Desde o início de suas operações, em 1984, o Nautile já realizou mais de 1,5 mil trabalhos de busca. O submarino pode mergulhar a profundidades de até 6 mil metros.

 

 

Folha Online
03/04/2009 - 18:00h

Aeronáutica localiza no Atlântico peças internas do Airbus da Air France
da Folha Online

O ministro de Defesa do Brasil, Nelson Jobim, anunciou nesta quarta-feira que foram localizadas peças internas do Airbus que fazia o voo 447 da Air France, desaparecido desde a noite de domingo (31) no oceano Atlântico. Segundo o ministro, as peças não deixam dúvidas sobre a queda do avião.

"Não há mais dúvida da situação de queda neste local", disse Jobim. O ministro enfatizou que não foram localizados corpos e nem sobreviventes. No total, 228 pessoas estavam na aeronave --12 tripulantes e 216 passageiros de 32 países, entre eles 58 brasileiros, de acordo com a companhia aérea.

Equipes da Aeronáutica avistaram no oceano manchas de óleo, peças metálicas, objetos azuis triangulares e objetos brancos --que seriam da parte interna da aeronave.

Segundo o ministro, foram avistadas duas trilhas de destroços, espalhados por uma grande área. As buscas ocorrem em um raio de 200 km do primeiro ponto de localização dos destroços, na terça-feira (2).

Jobim afirmou que as manchas de óleo localizadas no oceano indicam que a aeronave não explodiu. Não há hipóteses claras sobre o que pode ter derrubado a aeronave, mas já há certeza de que o avião sofreu despressurização e uma pane elétrica, porque a aeronave enviou alerta automático do tipo durante o voo. Sabe-se também que a aeronave enfrentou forte turbulência.

O comando da Aeronáutica informou que está adaptando a base operacional de Fernando de Noronha e do Cindacta 3 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), em Recife, para receber os destroços do avião. O governo federal também mobilizou o governo pernambucano para que envie para o Cindacta 3 equipes médicas especializadas em identificação humana --como médico legista e papiloscopistas.

Voo 447

O Airbus decolou por volta das 19h do aeroporto Tom Jobim, no Rio, com destino a Paris e fez o último contato com o comando aéreo brasileiro por volta das 22h30 de domingo.

Reportagem de Alan Gripp e Igor Gielow publicada na edição desta quarta da Folha mostra que o Airbus A330-200 voava abaixo da altitude que deveria no momento em que foi registrado pela última vez pelo comando aéreo brasileiro. O motivo para isso é desconhecido.

Mensagens recebidas pela empresa na França apontam que o avião sofreu uma queda livre. A origem dessa informação é a revista virtual "Aviation Herald", especializada em acidentes aéreos.

Dificuldades

O ministro da Defesa afirmou ontem que o Airbus da Air France caiu a aproximadamente 400 milhas (740 km aproximadamente) do arquipélago de Fernando de Noronha (PE). Segundo ele, a caixa-preta pode estar situada em uma "profundidade que varia entre 2.000 e 3.000 metros" no oceano Atlântico, o que dificulta o resgate.

 

 

Folha Online
03/04/2009 - 14:45h

Airbus voava abaixo da altitude e mensagens indicam queda livre; FAB mantém buscas
da Folha Online

O Airbus A330-200 que operava o voo 447 da Air France voava abaixo da altitude que deveria no momento em que foi registrado pela última vez pelo comando aéreo brasileiro, na noite do último domingo (31).

Mensagens recebidas pela empresa na França apontam que o avião sofreu uma queda livre. A origem dessa informação é a revista virtual "Aviation Herald", especializada em acidentes aéreos.

As buscas ao avião são feitas pela Aeronáutica, que anunciou na manhã desta quarta-feira ter localizado mais destroços no oceano. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem que o Airbus da Air France caiu a aproximadamente 400 milhas (740 km aproximadamente) do arquipélago de Fernando de Noronha (PE) e que a caixa-preta pode estar em uma "profundidade que varia entre 2.000 e 3.000 metros" no oceano Atlântico.

Mensagens

A "Aviation Herald" informa que a primeira mensagem --já com o piloto automático sendo desligado-- foi emitida às 23h10 e a última, às 23h14, informando alarme de velocidade vertical, ou seja, queda livre. Houve, portanto, quatro minutos de contatos automáticos entre a aeronave, avisando um a um os problemas que estavam ocorrendo, e o fim do contato (possivelmente, com o choque do Airbus no Atlântico). As caixas-pretas, que podem apontar as causas da queda, bem como o diálogo entre os pilotos durante a crise, ainda não foram encontradas.

Segundo reportagem de Alan Gripp e Igor Gielow publicada na edição desta quarta da Folha, o plano de voo fornecido antes da decolagem do Tom Jobim (Galeão, no Rio) previa que o Airbus deveria subir de 35 mil pés (10,7 km) para 37 mil pés (11,3 km) depois de passar pelo ponto virtual Intol (565 km ao norte de Natal). O avião, porém, se manteve a 35 mil pés à frente do ponto, segundo informou a FAB (Força Aérea Brasileira) no dia do acidente.

Em entrevista concedida hoje para informar o encontro de mais destroços de avião e óleo no Atlântico, o coronel Jorge Amaral, subchefe de comunicação da FAB (Força Aérea Brasileira), informou que é possível mudar um plano de voo dependendo de eventos como turbulência. Para isso, o avião tem de solicitar para subir ou descer.

"Ela [aeronave] pode subir para níveis superiores [alterar altura] e vamos avaliar se isso foi fator contribuinte ou não", afirmou Amaral.

A aeronave desapareceu sobre o oceano Atlântico durante trajeto entre Rio e Paris com 228 pessoas a bordo --12 tripulantes e 216 passageiros de 32 países, entre eles 58 brasileiros, segundo a companhia aérea. O avião decolou por volta das 19h do aeroporto Tom Jobim, no Rio, e fez o último contato com o comando aéreo brasileiro por volta das 22h30.

Queda livre

O único dado técnico conhecido do acidente não está sendo tratado abertamente pela Air France, que informou apenas que às 23h14 do domingo o avião emitiu uma mensagem automática de despressurização e pane elétrica. Esse foi o último sinal do voo, por meio do sistema Acars de mensagens de texto, que informa dados aos técnicos da empresa imediatamente.

Ocorre que ontem um porta-voz da empresa falou em "dezenas" de mensagens, indicando falhas diversas. A revista virtual "Aviation Herald" sugeriu ontem, sem revelar sua fonte, que as mensagens na realidade começaram a aparecer às 23h10, justamente com o piloto automático sendo desligado.

Na sequência, teria sido informada a perda do Adiru (sigla inglesa para Unidade de Dados Aéreos de Referência Inercial) e seu sistema de "back-up". A última mensagem, essa sim das 23h14, indicaria alarme de velocidade vertical --ou seja, queda.

Nada disso é verificável no momento, até porque a Air France trabalha sob as estritas leis francesas de divulgação de dados de acidentes aeronáuticos. Certamente ela possui mais dados, mas o sistema Acars não traz uma radiografia tão detalhada do avião quanto a caixa-preta de dados.

As mais recentes das 204 diretivas da FAA sobre a família Airbus-330 relatam também problemas na fuselagem, que pode apresentar rachaduras.

A mais recente foi editada dois dias antes do acidente e fala de uma área a ser inspecionada na junção da quilha da fuselagem com o bloco das asas. Mas associar tais fragilidades ao efeito de uma turbulência devastadora é precipitação.

Esses alertas são comuns para todos os tipos de avião, e quase sempre são preventivos e têm longo prazo para implementação. São como os alertas mais assustadores de bulas de remédios, e têm o mesmo objetivo: evitar acidentes.

Não há hipóteses claras sobre o que pode ter derrubado a aeronave, mas já há certeza de que o avião sofreu despressurização e uma pane elétrica, porque a aeronave enviou alerta automático do tipo durante o voo. Sabe-se também que a aeronave enfrentou forte turbulência.

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