Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 26 de Abril de 2017

03/02/2010

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Site Vnews.com.br
03/02/2010

Aeronave com destino a Porto Alegre faz “pouso de precaução” em São José dos Campos

A empresa Azul Linhas Aéreas informou que deslocou vôo de Porto Alegre com destino ao Rio de Janeiro para São José dos Campos, nesta quarta-feira (3), por volta das 14h30. A aeronave fez um “pouso de precaução” devido a um problema no sistema de freio de estacionamento do avião.

Os passageiros foram transferidos para um ônibus e seguiram para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas. Segundo a empresa aérea, o aeroporto de São José foi escolhido por apresentar condições ideais de segurança operacional.

Todas as aeronaves utilizadas pela Azul são fabricadas pela Embraer.

 

 

G1 - O Globo
03/02/2010

Anac adia redistribuição de voos em Congonhas

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) adiou para as 14 horas da próxima quarta-feira, dia 10, a redistribuição de 355 slots (horários de pousos e decolagens) no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, que tem o segundo maior movimento do País. A agência espera que até lá o Superior Tribunal de Justiça (STJ) profira sua decisão sobre uma liminar impetrada pela Pantanal, empresa que agora pertence à TAM.

Com a liminar impedindo a partilha dos slots, a Anac só conseguiu hoje definir a ordem do sorteio das empresas que ainda não operam em Congonhas. A NHT terá prioridade no sorteio, seguida de Webjet e Azul. A ordem das empresas habilitadas à partilha dos slots que já operavam neste terminal havia sido anunciada pela Anac: Oceanair, Gol/Varig e TAM.

Com a medida judicial, a Pantanal quer reaver os 61 slots que operava no Aeroporto de Congonhas, a maioria deles em dias de semana, quando o movimento é maior. Estes horários estão incluídos nos 355 slots que a Anac programou para distribuir hoje.

Tanto a Pantanal quanto a Trip não foram habilitadas pela Anac a participação da redistribuição dos slots. Segundo a agência, elas descumpriram a regra de que um horário de pouso ou decolagem deve ter no mínimo 80% de regularidade durante um período de 90 dias.

 

 

Agência Estado
03/02/2010

TAM vai à Justiça por horários em Congonhas

A TAM decidiu brigar pelos 61 slots - horários de pouso e decolagem - no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que pertenciam à Pantanal e seriam redistribuídos. Até segunda ordem, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizaria hoje, às 14 horas, a redistribuição de 355 slots, incluindo os 61 que eram da empresa comprada em dezembro pela TAM.

Mas a companhia protocolou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) um pedido para suspender o processo.

Além disso, a Pantanal entrou, com a Trip, com um recurso administrativo para tentar garantir a participação na redistribuição. Ambas haviam sido impedidas pela Anac de integrar o procedimento. Esses recursos já foram avaliados internamente e não foram aceitos. De qualquer forma, elas ainda podem recorrer judicialmente.

Até a noite de ontem, a Anac não tinha desmarcado o processo de distribuição. A agência entregou o recurso ao procurador-geral da Advocacia-Geral da União (AGU) e aguardava uma resposta do STJ. Não há, porém, nenhuma previsão para isso. Se até às 14 horas de hoje não houver mudanças, a distribuição dos slots será adiada.

DISPUTA

Atualmente, somente quatro companhias voam em Congonhas: Gol/Varig, TAM, OceanAir e Pantanal. Juntas, TAM e Gol/Varig dominam mais de 80% dos horários disponíveis, enquanto à OceanAir e à Pantanal cabem 3,8%. Os slots que seriam distribuídos hoje estão sendo disputados pelas três primeiras, e também por Azul, NHT e WebJet.

Dos 355 slots, 40 são em dias de semana, 173 no sábado e 142 no domingo. Praticamente todos os horários disponíveis durante a semana estão no grupo dos 61 da Pantanal. Desde julho, a Anac já havia informado que a companhia perderia o direito a esses horários.

"Os slots, apesar de não constarem nos ativos da empresa, são fundamentais para gerar receita. É natural que a TAM queira aqueles slots, porque eles têm muito valor", disse o brigadeiro Allemander Pereira Filho, consultor de aviação civil.

PRECEDENTE

O Aeroporto de Congonhas é o segundo maior do País em número de passageiros e o mais rentável. A ponte aérea Rio-São Paulo é o trecho de maior faturamento. Na época da recuperação judicial da Varig, os slots foram fruto de muita controvérsia, mas prevaleceu a ideia de que, sem eles, a empresa pouco valia. O precedente provavelmente acabará contando também no caso da TAM/Pantanal.

A TAM não se pronunciou, assim como as outras companhias. Preferiram aguardar a decisão da Justiça. A presidente da Anac, Solange Paiva Vieira, disse, em nota, que se trata da defesa da concorrência. "Vamos estar sempre lutando por mais concorrência, eficiência e qualidade dos serviços. O marco regulatório determina critérios mínimos de regularidade para qualquer empresa e isso deve ser mantido. Qualquer medida que sinalize que a Agência não possa exercer o direito de retirar slots de companhias que não cumprem com a regularidade prejudica o mercado e os passageiros", disse.

A Anac explicou que a Pantanal perdeu o direito a esses slots porque, de acordo com a regulamentação da agência, "um horário de pouso ou decolagem deve ter no mínimo 80% de regularidade durante um período de 90 dias."

 

 

Folha de São Paulo
03/02/2010

Redistribuição de voos em Congonhas poderá ser adiada
Pantanal entra com recurso no STJ para impedir a Anac de repartir 61 horários que a empresa usava
MARIANA BARBOSA
DA REPORTAGEM LOCAL

A sessão pública de redistribuição dos horários para pousos e decolagens (slots) no aeroporto de Congonhas, prevista para hoje às 14h, poderá ser adiada. A Pantanal, que está em recuperação judicial e foi adquirida pela TAM em dezembro, entrou com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) na noite de segunda-feira para impedir a Anac de distribuir 61 slots que eram usados pela companhia no aeroporto.

Os slots foram retomados pela Anac, pois estavam subutilizados. Pelas regras da Anac, se durante 90 dias pelo menos 20% dos voos em determinado horário forem cancelados, a companhia perde o direito.

Os slots da Pantanal são os mais cobiçados de um total de 355 que a Anac gostaria de distribuir, pois correspondem a horários em dias da semana. O restante é para voos nos finais de semana, quando a demanda no aeroporto é menor.

Se for impedida pela Justiça de distribuir os slots da Pantanal -ou caso a Justiça não se manifeste sobre o caso até as 14h de hoje-, a Anac pretende adiar a sessão.

"Qualquer medida que sinalize que a agência não possa exercer o direito de retirar slots de companhias que não cumprem com a regularidade prejudica o mercado e os passageiros", disse a diretora presidente da Anac, Solange Paiva Vieira, por meio de sua assessoria.

Ontem, a Procuradoria-Geral Federal, que defende a Anac, apresentou a defesa da agência no STJ.

O entendimento do governo é que o slot é um bem público, e não um ativo privado da companhia.

Para a Anac, a redistribuição dos slots é um passo no sentido de reduzir o poder do duopólio TAM e Gol no aeroporto mais rentável do país. Hoje, apenas quatro companhias operam no aeroporto: TAM (que tem 40,4% dos slots), Gol/ Varig (41,7%), Pantanal (3,8%) e OceanAir (3,8%). Com a compra da Pantanal pela TAM -que ainda precisa da aprovação da Anac-, serão três.

Desde o acidente com o avião da TAM, em 2007, o aeroporto de Congonhas está limitado a 30 movimentos por hora.
Além de TAM, Gol e Ocean- Air, foram habilitadas para participar da distribuição de slots a Azul, a NHT e a Webjet.

A Azul avaliou a possibilidade de comprar a Pantanal, como forma de garantir acesso a Congonhas, mas desistiu devido à incerteza jurídica em relação à manutenção dos slots.

Pantanal e Trip foram impedidas de participar da redistribuição dos slots por não apresentarem índices de pelo menos 80% de regularidade e pontualidade e por falta de patrimônio líquido positivo. As duas companhias entraram com recursos administrativos contra a decisão da Anac.

 

 

Folha de São Paulo
03/02/2010

Desembarques domésticos batem recorde
DA REDAÇÃO

O número de passageiros domésticos nos aeroportos brasileiros em 2009 foi o maior da história, de acordo com dados da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária).

Foram 56 milhões de desembarques domésticos de janeiro a dezembro, 14,6% a mais que no mesmo período de 2008 e 11,7% a mais que em 2007, até então o melhor resultado da série histórica.

O mês de dezembro, com 5,3 milhões de desembarques, registrou o segundo melhor resultado do ano, menor apenas que o de outubro, quando 5,4 milhões de passageiros embarcaram.

O país espera agora recuperar as receitas advindas dos gastos de turistas estrangeiros, que caíram 8,6% no ano passado. Segundo o ministro do Turismo, Luiz Barreto, uma expectativa "conservadora" seria igualar os R$ 5,8 bilhões de 2008.

 

 

Valor Econômico
03/02/2010

Na mão do STJ, sorteio de horários em Congonhas
Anac aguarda até 14hs para decidir se redistribuirá slots

A redistribuição de horários de pouso e decolagem (slots) em Congonhas, marcada para hoje pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), está nas mãos do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Isso porque o STJ congelou ontem 61 slots da Pantanal Linhas Aéreas, que integram um pacote de 355 horários que a Anac pretendia sortear hoje.

Apesar de poder realizar a redistribuição de horários sem incluir os slots da Pantanal, a agência recorreu e aguarda um pronunciamento do STJ até às 14 horas de hoje, horário em que havia marcado a audiência, em sua sede, em Brasília.

Inicialmente, seriam 412 intervalos, mas houve um ajuste porque o aeroporto opera atualmente com limite de 30 movimentos de pouso e decolagem por hora. A Pantanal, comprada pela TAM em dezembro por R$ 13 milhões e atualmente em processo de recuperação judicial, perdeu os slots porque não cumpriu com uma norma da Anac que estabelece regularidade de 80% dos voos, durante 90 dias, para uma empresa manter a concessão dos lots.

"Essa decisão (do STJ) determina que a Anac se abstenha de distribuir no sorteio apenas os slots da Pantanal", afirma o advogado da empresa aérea regional, Thomas Müller. A TAM foi procurada, mas informou que não comentaria o assunto.

Caso não haja manifestação hoje do STJ sobre o caso, a partilha dos horários deve ser adiada pela segunda vez. Inicialmente, a Anac havia marcado a redistribuição dos slots para a segunda-feira, mas havia adiado a audiência para hoje porque Trip e Pantanal, que não conseguiram se habilitar, tinham até às 18 horas de segunda-feira para recorrer.

As duas companhias recorreram porque haviam perdido o direito de participar do sorteio de slots. Isso porque elas não operaram voos com regularidade de 80%, durante 90 dias, e não demonstraram patrimônio líquido positivo.

A Anac chegou a divulgar na tarde de ontem que o recurso da Pantanal poderia ameaçar a redistribuição de slots em Congonhas. "A Anac deveria ser mais cautelosa", criticou o advogado da Pantanal. Ele argumenta que os slots, sendo ou não da companhia aérea, estão ainda em discussão, e não deveriam ser sorteados. "Eles podem mudar de dono no futuro e isso vai gerar um grande transtorno ao consumidor", acrescentou o advogado.

Azul, NHT e Webjet, que ainda não operam em Congonhas, além de Gol, OceanAir e TAM são as seis empresas habilitadas a participar da redistribuição de slots. Em sorteio já realizado, a OceanAir será a primeira a escolher, seguida pela Gol e pela TAM. Um novo sorteio definirá a ordem entre as companhias que ainda não operam no aeroporto da capital paulista.

"Nós da Anac vamos estar sempre lutando por mais concorrência, eficiência e qualidade dos serviços. O marco regulatório determina critérios mínimos de regularidade para qualquer empresa e isso deve ser mantido. Qualquer medida que sinalize que a Agência não possa exercer o direito de retirar slots de companhias que não cumprem com a regularidade prejudica o mercado e os passageiros", afirmou a presidente da Anac, Solange Paiva Vieira, por meio de comunicado.

O duelo judicial travado entre a Anac e a Pantanal, agora controlada pela TAM, é muito parecido com outro embate entre a agência e a Varig, em meados de 2006. Assim como agora, naquela época a Anac queria redistribuir 22 slots da Varig que estavam sendo usados por outras companhias aéreas. A Anac tentou pelo menos seis vezes, todas barradas pela Justiça do Rio, responsável por sua recuperação judicial.

 



Valor Econômico
03/02/2010

Boeing na China

A Boeing afirmou ontem ter expectativa de que os novos pedidos de aviões comerciais este ano fiquem abaixo das entregas e que a demanda não cresça até 2012.

O vice-presidente da Boeing Commercial Airplanes, Randy Tinseth, negou-se repetidamente a prever o impacto nas vendas da Boeing para a China, em meio às divergências do governo chinês com Washington pela venda de armas dos Estados Unidos para Taiwan. "É de governo para governo e não vou especular", disse ele à Reuters durante a feira de aviação Singapore Airshow.

 

Valor Econômico
03/02/2010

Multiplus rivaliza com TAM em valor
Companhia pode chegar ao mercado valendo R$ 4 bilhões.
Por Fernando Torres e Graziella Valenti, de São Paulo

Com um nome ainda pouco conhecido pelo público em geral e um modelo de negócios complicado até para os analistas de investimentos, a Multiplus deve ter o começo da sua história desenhado hoje à noite, com o fechamento do preço de emissão de suas ações. Os papéis da companhia vão estrear no Novo Mercado da Bovespa na sexta-feira.

A Multiplus nasceu do desmembramento do segmento de fidelidade da TAM e pode ir ao mercado valendo 85% do valor da sua controladora. Se a ação da nova empresa sair pelo teto do intervalo previsto no prospecto - que vai de R$ 18 a R$ 24 - e se os lotes extras forem vendidos integralmente, a Multiplus terá capitalização de mercado de R$ 4,11 bilhões.

A TAM, que tem lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) quatro vezes maior que a controlada, fechou a segunda-feira valendo cerca de R$ 4,88 bilhões na Bovespa.

O múltiplo que mede a relação entre valor de mercado da empresa e o lajida fica na casa de 5 vezes para a TAM (levando em conta os 12 meses até setembro de 2009) e deve variar de 12 a 17 vezes para a Multiplus, a depender das condições da oferta.

Quanto à margem lajida, que mede a relação entre esse indicador e a receita líquida, a TAM aparece em forte desvantagem, com índice de 9%, em comparação com 30% para a empresa de fidelidade. Também pesa a favor da Multiplus seu ritmo de crescimento, com avanço de 37% na receita na comparação dos nove primeiros meses de 2008 e 2009, para R$ 595 milhões. A receita consolidada da TAM recuou 4% no mesmo período, para R$ 7,3 bilhões.

Apesar de o preço poder parecer salgado à primeira vista, a percepção de especialistas ouvidos pelo Valor é que há demanda pelos papéis e que BTG Pactual e Credit Suisse, que coordenam a operação, não terão dificuldade para fechar a oferta pública inicial.

A tendência é que o preço da ação não saia no teto, mas fique dentro do intervalo sugerido no prospecto, e não abaixo, como no caso recente da Aliansce Shopping Centers, que fechou a oferta na semana passada.

O desconhecimento sobre a empresa e a falta de companhias do mesmo segmento para que se faça comparações de valor de mercado e de múltiplos são alguns dos motivos para a exigência de desconto por parte de investidores.

Um sinal disso, por exemplo é que a BM&FBovespa ainda não decidiu em que segmento de mercado a Multiplus será classificada. Para os gestores de recursos, é importante identificar em qual setor a companhia se enquadra, até para definir como distribuir a alocação dentro da carteira.

A receita da companhia vem dos pontos de fidelidade que ela vende às parceiras, sendo que a TAM é a principal delas neste momento. Já os custos englobam os produtos e serviços comprados dessas empresas, normalmente com algum desconto ante o preço cheio. Fora isso, o cancelamento de pontos não resgatados pelos clientes, que hoje equivalem a 27% do total, contribui para a margem de ganho.

Ontem as ações de TAM e Gol subiram 5,9% e 7,6%, respectivamente, sendo que a expectativa de um bom resultado para a oferta da Multiplus teria favorecido o movimento. Se a operação da TAM for bem-sucedida, a Gol poderia querer seguir o modelo com o programa Smiles, que herdou da Varig.

Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendendo a redistribuição de slots (horários de pouso e decolagem) em Congonhas também teria beneficiado os papéis, na medida em que limita a concorrência para as duas maiores aéreas do país.

Para um analista, a alta estaria relacionada com a própria volatilidade das ações, que caíram na segunda-feira, quando o Ibovespa subiu forte, e também com a proximidade de divulgação dos dados mensais da Gol.

Apesar de ter sido separada da controladora, a Multiplus continuará tendo uma relação bastante próxima com a TAM. Do dinheiro arrecadado com a emissão das ações, por exemplo, que pode chegar a R$ 1,2 bilhão, 94% serão destinados para a compra antecipada de passagens da companhia.

Os recursos vão ajudar a aérea a reduzir seu endividamento. A TAM tinha dívidas totais de R$ 8,452 bilhões ao fim de setembro passado (incluindo arrendamento), ante um caixa de R$ 1,232 bilhão.

Está acertado ainda que a TAM vai disponibilizar para a Multiplus serviços de controladoria, tesouraria, apoio ao planejamento financeiro, call center, instalações e infraestrutura, jurídico, entre outros. Por esses serviços, a empresa de fidelidade pagará R$ 662,5 mil mensalmente à companhia aérea.

No cenário máximo de diluição, a TAM seguirá controlando a Multiplus, com 69% das ações.

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