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Quinta-Feira, 23 de Novembro de 2017
02/12/2009

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Valor Econômico
02/12/2009

Companhias estudam investir em aeroportos
Alberto Komatsu e Paola de Moura, do Rio e de São Paulo

Em meio à discussão se a concessão de aeroportos no país vai sair da gaveta, o setor privado já dá sinais de querer participar desse processo. Para a Azul, o foco é investir em terminais de passageiros. A A-port, controlada pela construtora Camargo Corrêa, quer ser gestora e operadora de aeroportos. E a TAM, a maior companhia aérea do país, já informou, em meados de julho, que a holding TAM Empreendimentos e Participações (TEP), tem interesse em participar da concessão e que a viabilidade do negócio ainda seria analisada.

A participação da iniciativa privada está garantida por meio de dois dispositivos principais: o projeto de concessão de aeroportos, que deverá ser apresentado na semana que vem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, permite a irrestrita participação de grupos estrangeiros, mas limita companhias aéreas nacionais a ter posição minoritária. E a Azul mantém seu interesse mesmo com esse limite.

Esses são alguns dos principais pontos do marco regulatório dos aeroportos concluído pela agência Nacional de Aviação Civil (Anac), diz a presidente Solange Vieira. Há diversos modelos: o aeroporto inteiro, blocos de aeroportos com um terminal rentável e outro não, e apenas terminais de passageiros (dentro de aeroportos). A concessão será onerosa: vence quem oferecer o maior valor.

"Não vejo motivo para uma empresa aérea se desanimar por causa do limite (minoritário de participação). Nós poderemos ter interesse em investir em terminais próprios", diz o diretor de Relações Institucionais da Azul, Adalberto Febeliano. O presidente da A-port, Roberto Deutsch, confirma que a proposta da Anac dá condições para a participação da empresa nesse processo. A A-port tem quatro concessões de aeroportos na América Latina e administra mais cinco aeroportos na região. Assim como Solange Vieira, Deutsch acredita que a concessão vai ser realizada. "O difícil é fazer acontecer, mas a Anac está fazendo seu papel".

O especialista em aviação da Bain & Company, André Castellini, afirma que é "fundamental" para o país que o projeto vingue.

"Acho que precisa de uma decisão (para a concessão acontecer). Tem tempo para executar a obra se a Infraero mudar um pouco o histórico dela, que não é adequado para o que a gente precisa", diz Solange Vieira.

A Infraero responde que passa por mudanças. "Estamos trabalhando para esse fim, justamente para mudar procedimentos. Como exemplo, temos a parceria com o Departamento de Engenharia do Exército, que vai acelerar muito o tempo de execução de projetos e obras", diz o presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse no dia 26 de novembro que iria apresentar uma proposta de decreto da concessão dos aeroportos ao presidente Lula em 10 dias. Antes disso, o projeto vai ser analisado pelos ministérios da Fazenda, Planejamento, Turismo, Casa Civil, Defesa e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O ministério da Defesa informa que o projeto de concessão não se restringe aos aeroportos administrados pela Infraero, mas abarca também os controlados por governos estaduais e municipais.

 

 

O Estado de São Paulo
02/12/2009

Anac limita voos em Cumbica
Medida atinge voos charter e fretados e vai vigorar até março
Fabiana Cimieri, RIO

Numa tentativa de evitar um novo caos aéreo no período de festas de fim de ano e férias, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu restringir o tráfego aéreo no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, a 45 movimentos (pousos ou decolagens) por hora. A medida vai atingir os voos charter e fretamentos, que terão de ser remanejados para fora dos horários de pico (início da manhã e final da noite) e será válida de dezembro a março.

A proposta foi aprovada ontem à tarde em reunião da diretoria colegiada da Anac, no Rio, e entrará em vigor nos próximos dias, quando for publicada no Diário Oficial da União. Os voos regulares na alta temporada não serão afetados - eles já foram autorizados pela agência considerando o máximo de 45 pousos ou decolagens por hora. Segundo a Anac, o objetivo é distribuir melhor o fluxo de passageiros nos terminais ao longo do dia e evitar que voos não-regulares interfiram no funcionamento do aeroporto.

Os voos charter, embora sejam não-regulares, precisam da autorização da Anac porque são comercializados diretamente pelas companhias aéreas. Os fretamentos, comercializados por agências de viagem e oferecidos em pacotes turísticos, não precisam de autorização da agência, mas terão de se adequar à limitação.

A Anac está analisando 246 pedidos de voos charter, que já serão autorizados de acordo com essa restrição. Segundo a Anac, as agências de viagem com fretamentos previstos para os horários de pico deverão informar aos passageiros sobre a mudança na hora da decolagem.

Embora não estivesse oficializada, a restrição do número de operações em Cumbica vigora desde outubro, quando técnicos da Anac e da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) definiram a malha aérea para a alta temporada. Hoje, o limite de 45 movimentos por hora em Cumbica só é atingido às 7 horas. Em outros dois horários - às 20 horas e às 23 horas - o aeroporto opera com 42 movimentos por hora. Nos demais períodos do dia, segundo a agência, ainda há espaço para novos voos.

A Anac informou que não planeja restringir o número de voos em outros aeroportos, embora Brasília e Viracopos (Campinas) operem próximo de suas capacidades. COLABOROU BRUNO TAVARES

 

 

O Estado de São Paulo
02/12/2009

Cargueiro bate em elevador

Um avião cargueiro da empresa Táxi Aéreo Fortaleza (TAF) perdeu o freio e colidiu com um elevador de manutenção da companhia aérea TAM, por volta da 1h30 de ontem, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Apesar do susto, ninguém ficou ferido. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) ainda não tinha informações sobre a causa da perda do freio.

 

 

O Estado de São Paulo
02/12/2009

Pouso de emergência

Um avião da TAM fez um pouso de emergência na tarde de ontem, também no Aeroporto Internacional de São Paulo, após o piloto detectar um problema na aeronave. O voo que seguia para Buenos Aires, na Argentina, retornou para o aeroporto por volta das 15h50, uma hora após decolar. Segundo a Infraero, o avião teve de ser rebocado para o pátio de aeronaves. As operações não foram interrompidas.

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