Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Segunda-Feira, 21 de Agosto de 2017
02/08/2009

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Jornal do Brasil
02/08/2009

Risco de acidentes no Santos Dumont aumenta com movimento
Caio Menezes, Jornal do Brasil

RIO - No ano passado, de acordo com dados de um estudo feito pela Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA), o Aeroporto Tom Jobim, no mês de julho, em voos domésticos, registrou média semanal de 328 mil acentos ofertados, contra 248 mil em julho deste ano. Já no Santos Dumont, os acentos oferecidos foram 149 mil por semana em julho passado e 244 mil semanalmente, em julho de 2009.

O professor da Comissão de Pós-Graduação e Pesquisa da UFRJ (Coppe e presidente da SBTA, Elton Fernandes, analisa o estudo.

– Houve uma transferência significativa de passageiros do Tom Jobim para o Santos Dumont. Não acho isso bom para a cidade, pois implica em modificações, que não foram feitas, no trânsito e em transportes.

– O Santos Dumont caminha, rapidamente, para seu limite operacional no terminal de passageiros, que é de 8 milhões. No ano passado foram registrados pouco mais de 3,5 milhões e 2009 deve registrar quase 6 milhões. Sou totalmente contra isso, pois se trata de um aeroporto encravado dentro de um centro urbano denso. O aumento de passageiros leva a mais operações e um consequente crescimento no risco de acidentes, calculado em cima da quantidade de operações realizadas. Essa exposição toda não é necessária, ainda mais com o Tom Jobim, na borda da cidade – concluiu.

Fernandes questionou ainda a forma pela qual é definido esse limite de operações. De acordo com ele, o caso do Santos Dumont não se enquadra aos padrões internacionais.

– A norma internacional não deve ser parâmetro para o caso do Santos Dumont. Devemos estipular uma margem de segurança, sem que seja preciso atingir o limite.

Toda a discussão em torno da questão da transferência de passageiros, segundo Fernandes, não existiria se um aspecto fosse observado.

– Nenhuma dessas medidas, de deslocamento de vôos do Tom Jobim para o Santos Dumont seria tomada se houvesse metrô, e o trânsito até o Aeroporto Internacional fosse melhor.

 

 

Jornal do Brasil
02/08/2009

Aumento do tráfego aéreo no Santos Dumont tira o sossego e provoca medo
Caio Menezes, Jornal do Brasil

RIO - A ampliação da capacidade de voos do Aeroporto Santos Dumont, que recebe aeronaves de fora da ponte-aérea desde abril, diminui a qualidade de vida dos que vivem em suas cercanias. O ruído provocado pelos aviões que se aproximam da pista tem tirado o sono de moradores. O consolo é que haverá uma diminuição, com a suspensão de alguns voos, que serão outra vez transferidos para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, por conta de uma reforma na pista.

O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), Ronaldo Jenkins, disse que o momento de trazer os voos de fora da ponte-aérea para o Santos Dumont foi inadequado.

– O sindicato permaneceu neutro por haver empresas a favor e contra a decisão. Apenas solicitamos à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que aguardasse a conclusão das obras na pista para levar os voos pra lá.

Diretor da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast), o arquiteto Pedro Cascardo diz que, com o aumento do número de voos, o barulho tornou-se inconveniente no bairro.

– Antes os aviões não nos incomodavam, agora tornou-se incessante. Atividades simples, como assistir à televisão ou falar ao telefone têm de ser interrompidas a cada dois minutos, por conta da passagem de uma aeronave.

Pedro diz que os moradores estão inconformados por considerarem possível uma alteração na rota das aeronaves.

– Até o nosso sono é atrapalhado. O tráfego começa por volta das 5h e para depois da meia-noite. Essa situação nos revolta, pois uma mudança é possível. O que custa as aeronaves chegarem por cima do oceano? – questionou o diretor.

Outra moradora do bairro, Elzbieta Mitkiewicz, chama a atenção para a alteração nas características de Santa Teresa.

– O bairro é bucólico, o ritmo é lento. O barulho modifica o jeito de ser daqui, trata-se de uma área tombada e de preservação ambiental.

Também diretor da Amast, o alemão naturalizado brasileiro, Joerg Mertens, comprou, até, um decibelímetro – instrumento utilizado para medir o nível de ruídos no ambiente.

– O barulho já estava incomodando demais. As reuniões da associação de moradores têm de ser interrompidas para esperar a passagem das aeronaves. Em algumas casas, em noite de céu limpo, a luz dos aviões entra pela janela – exalta-se Mertens.

Regina Chiaradia, presidente da Associação dos Moradores e Amigos de Botafogo (Amab), outro bairro que sofre com os aviões, acusa a Anac de olhar apenas para os interesses das empresas aéreas.

– Consideram somente a relação custo-benefício da operação das empresas e, esquecem de levar em conta a população que vive ao redor do Santos Dumont. Já entregamos um estudo que indicou uma modificação na pista à Agência, mas nada foi feito.

Outra preocupação de Regina é quanto o risco de acidente.

– O risco de queda de um avião também existe. Alguns idosos têm muito medo de que isso aconteça.

A presidente da Amab disse entender o progresso, e não ser contra ele, mas faz algumas ponderações sobre o Aeroporto Santos Dumont.

– Entendo perfeitamente que o número de vôos deva aumentar. A cidade cresce, é o progresso. Mas, simplesmente, não levaram em conta os moradores das redondezas do aeroporto. Vale lembrar que Botafogo existe bem antes do Santos Dumont.

Outro lado

O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, através do tenente-coronel Alexandre Emílio Spengler, respondeu aos questionamentos sobre o barulho produzido pelas aeronaves.

– Esse tipo de reclamação é comum de quem mora perto de aeroportos. Mas eu pergunto aos moradores dessas áreas: preferem usar o Santos Dumont ou o Galeão (referindo-se ao Aeroporto Internacional Tom Jobim)? Preferem o primeiro e reclamam que o outro é muito longe. As pessoas reclamam do barulho, mas isso não pode ser modificado. Quem mandou o cara morar lá também? Isso é o progresso – finalizou o oficial.

Procurada, a Infraero, responsável pela administração do aeroporto, disse que não se pronuncia sobre o caso. Já a Anac informou que iniciou, na semana passada, estudos que irão propor rotas alternativas de vôo.

 

 

O Globo Online
02/08/2009

Anac cria ferramenta para passageiros avaliarem companhias aéreas

O Globo RIO - Os consumidores ganharam um novo espaço para emitir suas opiniões sobre os serviços das companhias aéreas, mostra reportagem de Nadja Sampaio publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) criou no seu site (www.anac.gov.br) um ranking onde os passageiros podem dar notas em 11 quesitos. Criado no dia 19 de maio, o "Espaço do Passageiro" já tem 1.200 consumidores cadastrados e 1.860 avaliações. Na parte de voos domésticos, a empresa mias bem avaliada é a OceanAir, com média 7,52, seguida da Azul (7,16) e da Webjet (6,92). A TAM e a Gol/Varig, que juntas têm 88,5% do mercado nacional, estão com médias 6,09 e 5,68, respectivamente.

Entram no ranking as empresas que já tiveram mais de cem avaliações em cada quesito. Por isso, as empresas que fazem os voos internacionais ainda não estão classificadas.

A presidente da Anac, Solange Vieira, afirma que o "espaço do passageiro" não tem a função de fiscalizar as empresas e, sim, abrir um canal de comunicação onde o cliente possa dizer o que o agrada e o que o desagrada nos serviços oferecidos pelas companhias aéreas.

- A Anac não influi na relação passageiro-cliente, mas as notas são importantes para que as empresas percebam como estão sendo vistas pelos clientes. E os consumidores podem fazer suas escolhas com base no desempenho das empresas. Pretendemos ampliar a divulgação desse espaço e estamos estudando outras medidas de comunicação, como, por exemplo, a distribuição de panfletos nos aeroportos.

 

 

Jornal da Band
02/08/2009

Adolescente morreu de pneumonia durante voo internacional, diz IML

A adolescente Jacqueline Ruas, de 15 anos, morta durante voo que voltava de Orlando, nos Estados Unidos, com destino ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, morreu vítima de pneumonia. A causa da morte foi confirmada na tarde deste domingo pelo Instituto Médico Legal (IML) de Guarulhos.

A garota morreu no início da manhã deste domingo após sofrer uma parada cardiorespiratória durante o voo 789 da empresa aérea Copa Airlines. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Jacqueline carregava Tamiflu, medicamento usado no tratamento da gripe A, na bagagem.

Jacqueline Ruas morava em São Caetano do Sul, no ABC paulista. Em Orlando, durante excursão a Disney World, a garota apresentou sintomas de gripe e teve náuseas.

No Celebration Hospital, Jacqueline foi medicada e passou por um teste para verificar se estava contaminada pelo vírus Influenza A (H1N1). Os exames para a gripe A deram negativo. Com o resultado, os médicos permitiram que ela fizesse a viagem de volta ao Brasil.

Atendimento no avião

Em nota, a Copa Airlines informou que a tripulação percebeu que uma passageira passava mal e precisava de assistência médica. Uma comissária de bordo pediu ajuda aos passageiros que tivessem conhecimento de primeiros-socorros. Dois médicos se prontificaram e socorreram a menina. No atendimento, os médicos constataram que Jacqueline teve uma parada cardiorrespiratória.

O avião fez escala no Panamá e pousou em Cumbica às 5h44 deste domingo. De acordo com a Copa Airlines, a tripulação entrou em contato com o aeroporto de Cumbica para que a menina fosse atendida logo após a aterrisagem. Depois do socorro, a Infraero foi notificada pelo Posto Médico do aeroporto que Jacqueline havia morrido.

 

 

Angop - Agência Angolapress
02/08/2009

Avião desaparece com 16 pessoas a bordo

Djacarta - Um avião com 16 pessoas a bordo desapareceu, hoje, domingo, no espaço aéreo da Indonésia Oriental, informou um porta-voz dos serviços aeronáuticos.

O aparelho efectuava um voo comercial sobre a remota região da Papua quando perdeu o contacto com os serviços de apoio de controlo aéreo em terra, disse o capitão Nikmatullah, director destes serviços.

Nenhum traço sobre o destino do avião foi encontrado durante mais de quatro horas desde que descolou, disse Nikmatullah, que usa um único nome.

O avião carrega combustível suficiente para se manter no ar durante três horas e meia, para uma viagem de 50 minutos com partida de Sentani, o principal aeroporto em Papua, para a cidade de Oksibil, disse o funcionário.

Grande parte da Papua é coberta por selvas e montanhas impenetráveis. No passado, todos os aviões ali acidentados nunca eram encontrados.

A Indonésia, uma nação com mais de 18 mil ilhas, registou nos últimos anos desastres aéreos em que morreram 220 pessoas.

Em 2007, a União Europeia (UE) proibiu todos os aviões indonésios de voarem para o espaço comunitário, mas levantou recentemente a proibição a quatro operadoras aéreas após ter verificado uma melhoria dos padrões de segurança.

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