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Quinta-Feira, 27 de Julho de 2017

02/05/2009

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Folha de São Paulo
02/05/2009

AeroMexico vai suspender multa para remarcação
DA REDAÇÃO

Operadoras de turismo brasileiras que fazem viagens para o México, caso da CVC, da Flot e da Visual, receberam orientação da companhia aérea AeroMexico para flexibilizar procedimentos em caso de passageiros que, com receio da gripe A(H1N1) -que vinha sendo chamada de gripe suína-, não embarquem até 31 de maio.

Segundo essa recomendação, recebida pelos operadores, neste período não deverão ser cobradas multas para quem decidir remarcar o bilhete para a Cidade do México nem para aqueles que alterarem o destino final, fazendo apenas escala na capital mexicana.

A orientação é que os clientes transfiram a data da viagem ou, se não for possível, escolham outro destino de desembarque.

Segundo informou à Folha o serviço de atendimento da AeroMexico, clientes donos de passagens emitidas até 24 de abril têm até 15 de maio para alterá-las, sem custo adicional, pelo telefone 0800-8917512.

Estima-se que, anualmente, o México receba 80 mil turistas provenientes do Brasil -e que cerca da metade deles se destine a Cancún, balneário no Caribe mexicano.

Duas companhias aéreas fazem voos diretos para a Cidade do México a partir de São Paulo, a AeroMexico e a Mexicana de Aviación.

A AeroMexico voa diariamente à capital mexicana. Com escalas, vai para outros importantes destinos turísticos da costa do Pacífico, com destaque para Acapulco, e para a região da Baixa Califórnia.

Uma vez por semana, AeroMexico também voa para Cancún. O equipamento varia: o Boeing-737, com capacidade para cerca de 170 passageiros, é bastante utilizado, mas de acordo com a procura, a AeroMexico opera alternativamente com o B-767, para cerca de 300 pessoas, e até o B-777, que comporta 400 passageiros.

A outra companhia que liga São Paulo à Cidade do México, a Mexicana de Aviación, mantém sua operação realizando cinco voos semanais, às segundas, terças, quintas e sábados. Em seu site, a Mexicana informa, no entanto, que, por determinação do governo da Argentina, estão suspensos entre 30 de abril e 3 de maio os voos entre a Cidade do México e Buenos Aires.

Companhias aéreas norte-americanas e a panamenha Copa Airlines também são responsáveis por voos para o Cancún, mas, como fazem escalas em seus países de origem, é difícil quantificar o número de passageiros brasileiros que elas levam, afinal, ao México.

 

 

Folha de São Paulo
02/05/2009

Voo vazio reflete baque no turismo
DA ENVIADA À CIDADE DO MÉXICO

O Boeing 777 da AeroMexico que partiu anteontem de São Paulo com destino à capital mexicana era um termômetro do impacto da crise provocada pela nova gripe A(H1N1), que vinha sendo chamada de "gripe suína", para a indústria turística do país: cem passageiros -menos da metade da quase lotação esperada para uma véspera de feriado (280 pessoas) e pouquíssimos brasileiros.

Uma delas era Paula Oliveira, que voltava das férias no Brasil para a Cidade do México, onde vive há 11 anos. "Nem pensei em adiar a passagem. Disse a minha mãe que não se preocupasse, que estou me cuidando e que quem corre mais riscos é quem anda de metrô", afirmou.

Para ela, que não usava máscaras cirúrgicas ontem, as notícias veiculadas sobre a doença são um exagero.

No voo, chamou atenção o fato de, apesar dos alertas da OMS (Organização Mundial de Saúde) e das recomendações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a tripulação da AeroMexico não ter mencionado o surto da nova gripe no México nem ter reforçado as instruções, algumas divulgadas desde a semana passada (lavar sempre as mãos, usar máscaras, evitar locais com grande aglomeração de pessoas etc).

Questionado o motivo pelo qual só uma aeromoça usava máscara, um comissário afirmou que as medidas de proteção eram uma questão "pessoal".

No desembarque, não houve também movimento para explicar aos visitantes as regras de exceção da cidade em vigor na cidade, sem restaurantes ou cinema, além da recomendação do uso de máscaras.

À disposição, havia apenas folhetos sem nenhuma informação específica sobre como encontrar ajuda em caso de suspeita de contaminação na Cidade do México.

A situação era distinta com os passageiros que tentavam deixar o país, que eram submetido à avaliação médica e medição de temperatura. (FM)

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