Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sexta-Feira, 28 de Abril de 2017
01/11/2009

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O Estado de São Paulo
01/11/2009

Cenipa divulga relatório que isenta pista e põe pilotos do 3054 sobre suspeita
Célia Froufe, BRASÍLIA

No mesmo dia em que se completavam 13 anos do primeiro acidente com um voo da TAM - a queda em Congonhas de um Fokker com reverso travado, que deixou 99 mortos -, o Cenipa apresentou o relatório final da tragédia do voo 3054, que varou a pista pista paulistana em 17 de julho de 2007, matando 199 pessoas. O conteúdo do relatório foi antecipado pelo Estado no dia 27. Os militares informaram as famílias das vítimas que trabalham principalmente com duas hipóteses: a de que houve falha no sistema de controle de potência dos motores e a de que o piloto teria agido fora do que previa o manual.

Apesar de o Cenipa não querer apontar responsáveis pelo acidente, praticamente a culpa recai sobre os pilotos. Segundo dados apresentados ontem - e corroborados pela Airbus, que projetou a aeronave - a chance de uma falha como essa ocorrer, sem ação da tripulação, é de 1 a cada 400 trilhões de horas de voo. O inquérito criminal concluído pela Polícia Federal, e divulgado com exclusividade pelo Estado nesta semana, também aponta os comandantes como únicos responsáveis pela tragédia.

Segundo o presidente da comissão que investigou o acidente pelo Cenipa, Fernando Silva Alves Camargo, a falta de uma área de escape na pista do Aeroporto de Congonhas não foi fator contribuinte para o acidente. Isso porque, apesar das condições deficientes da pista e do fato de estar molhada, havia espaço suficiente para correção de rota pelos pilotos.

A maioria dos 78 familiares presentes mostrou-se insatisfeita com o relatório. "Não estamos descartando, mas não se pode falar que foram só os pilotos", disse o presidente da Afavitam, Dario Scott.

 

 

O Estado de São Paulo
01/11/2009

Avião da FAB é localizado com corpo de desaparecido
Os militares retiraram de dentro do turboélice o funcionário da Funasa João de Abreu Filho; até a noite de ontem, prosseguiam as buscas pelo suboficial Marcelo dos Santos Dias
Renata Magnenti, ESPECIAL PARA O ESTADO, BELÉM

Equipes de mergulhadores conseguiram, por volta das 16 horas de ontem, chegar ao avião C98 Caravan da Força Aérea Brasileira (FAB), que se encontrava a 6 metros de profundidade, na margem direita no Rio Ituí, no Amazonas, após um pouso forçado na quinta-feira. Dentro do turboélice Cessna foi encontrado o corpo do funcionário da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) João de Abreu Filho, de 33 anos. Com apoio por terra de índios matizes e marubos, 25 homens das Forças Armadas prosseguiam na noite de ontem a busca pelo suboficial Marcelo dos Santos Dias, de 35 anos, mecânico do C-98, que estava desaparecido.

Os nove sobreviventes do acidente, que foram liberados do Hospital Geral do Juruá às 11h30 de ontem e seguiram para suas cidades, relataram que o mecânico ficou preso no avião quando concluía a retirada dos passageiros. O trabalho das equipes de resgate foi dificultado ontem pela mata densa e pelas más condições de visibilidade no rio. Para retirar os três militares e os seis funcionários da Funasa que sobreviveram ao pouso forçado, a Aeronáutica precisou usar anteontem um helicóptero com guincho e içá-los um a um, pois não havia onde pousar.

Para que o avião submerso no Igarapé Jacurapá pudesse ser retirado da água, foi necessário abrir uma clareira - o içamento só deve ser concluído hoje. Responsável pelo 7º Comando Aéreo Regional da Amazônia, o major-brigadeiro Jorge Cruz de Souza e Mello destacou que os esforços agora estão concentrados na busca pelo suboficial. "Ele acabou preso no avião porque a correnteza fechou a porta e impediu que saísse", lamentou o diretor técnico do Hospital do Juruá, Marcos Melo, com base nas informações dos pacientes. O militar ainda teria tentado sair pela frente da aeronave, sem sucesso.

CAUSAS E PILOTO

Ainda não há pistas sobre as causas do acidente, segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). "Temos alguns indícios, mas é precipitado falar", disse o chefe do 7º Comando. Não há prazo para encerrar as investigações. A aeronave estava com as revisões em dia e voava com equipe experiente - o piloto, o primeiro-tenente Carlos Wagner Ottone Veiga, tem sete anos de experiência e 2,2 mil horas de voo, mais de mil em aeronaves C-98, da qual é instrutor.

Pelos relatos iniciais, a hipótese mais provável é de que uma pane no motor tenha provocado uma desaceleração do Cessna Caravan, que havia partido de Cruzeiro do Sul (AC) às 8h30 de quinta-feira, com destino a Tabatinga (AM), onde deveria ter chegado às 10h15, após a missão de vacinação de índios no Amazonas. Depois de notar a dificuldade e enviar um alerta de emergência, conforme as autoridades aeronáuticas, a tripulação teve 16 minutos para definir um local para o pouso.

Foi nesse momento, de acordo com Souza e Mello, que o piloto demonstrou perícia. O comandante observou que o avião foi encontrado 10 milhas à esquerda da rota normal, numa área que ofereceria maior segurança. Para ele, a ação de Veiga assegurou a sobrevivência do maior número possível de pessoas. "É necessária uma escolha de momento, apesar da rapidez com que as coisas acontecem. A aeronave foi determinante, porque o Caravan tem alta capacidade de sobrevivência, mas a competência do piloto e dos mecânicos em abrir as portas e auxiliar na saída das pessoas, mesmo dentro do rio, foi um elemento decisivo."

Os sobreviventes não conseguiram dar aos técnicos do Cenipa informações precisas sobre a queda. Dos nove, três moram em Manaus. Os outros residem em Tabatinga e em Atalaia do Norte. "Na busca pela própria sobrevivência, os passageiros não conseguem falar sobre parte do que houve. O máximo que conseguimos saber deles é que os dois desaparecidos não os acompanharam na saída da aeronave e até a margem do igarapé", afirmou Souza e Mello.

TRISTEZA

A família de João de Abreu Filho ainda tinha esperanças de encontrá-lo com vida. Vanessa, uma das irmãs, relatou ao Estado, anteontem, que o agente da Funasa não queria ir na missão. Havia pedido para se afastar do serviço de vacinação em aldeias porque começara a estudar na faculdade de Biologia, no Acre. "Como ele conhecia esse serviço e estava acostumado com a vacinação dos índios, teve de ir."
COLABOROU GENIVAL DE MOURA, ESPECIAL PARA O ESTADO

 

 

O Estado de São Paulo
01/11/2009

''Meu filho nasceu antes do parto'', diz sobrevivente

Uma das sobreviventes, a enfermeira Josiléia Vanessa de Almeida, grávida de 14 semanas, afirmou que "nasceu de novo". Funcionária da Funasa, ela não sabe nadar e também afirmou que o filho que carrega no ventre, "nasceu antes do parto". Do momento do acidente, recorda apenas que pedia socorro e gritava que não sabia nadar, cada vez que retornava à tona.

Enquanto foi atendida no Hospital Geral do Juruá, lembrou que todos conseguiram manter a calma e se apoiar mutuamente. "Após o choque com as águas do Rio Ituí, as portas traseiras foram abertas e pudemos deixar a aeronave", disse a enfermeira. Segundo Josélia, o técnico Marcelo Nápoles de Melo foi um dos heróis do desastre. Depois de ter auxiliado algumas colegas, ele voltou ao rio e a ajudou, pois ela se debatia para manter-se na superfície.

O agente de saúde Marineu Cardozo relatou que por muito pouco não embarcou com Josiléia e os colegas da Funasa e com os quatro militares da FAB. Marineu é filho de Marina Cardoso, outra sobrevivente. Depois de passar a noite com a mãe no hospital, em Cruzeiro do Sul, ele relatou que era um dos 14 funcionários escalados para a Operação Gota, no Vale do Javari. "Sou do setor administrativo e daria apoio logístico, mas, por problemas burocráticos e orçamentários, foram apenas aqueles que fariam o trabalho in loco, como os técnicos e os enfermeiros", explicou.

Segundo ele, quando os custos de quem viajaria foram somados, os recursos acabaram ao chegar ao sétimo funcionário. Por isso, o agente de saúde deixou de embarcar.

 

 

G1 - Globo
01/11/2009

Avião do Ministério do Interior russo cai com 11 tripulantes a bordo
Da EFE

Moscou, 1 nov (EFE).- Um avião Il-76 das forças do Interior da Rússia caiu hoje em Iacútia (Sibéria) com 11 tripulantes a bordo, informou o serviço de imprensa do Ministério do Interior.

O aparelho, que habitualmente é usado para o transporte de soldados do Interior no Cáucaso do Norte, voava da região de Kaluga (a 240 quilômetros ao sul de Moscou) à cidade de Chita, na fronteira com a Mongólia e China.

O aparelho fez escala na cidade de Mirni (Iacútia), aonde transportou combustível diesel.

Durante a decolagem, o avião começou a se inclinar para a direita e a uma altura de 20-30 metros roçou um montículo de uma mina abandonada e caiu.

Entre os restos do aparelho, espalhados em um raio de 500 metros, foram achados os corpos dos tripulantes e as "caixas-pretas", informou a agência oficial russa "Itar-Tass". EFE

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