Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quinta-Feira, 25 de Maio de 2017

01/05/2009

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O Estado de São Paulo
01/05/2009

Anac prevê queda de até 50% no preço de voos internacionais
Liberação das tarifas foi criticada por companhias aéreas e sindicatos de trabalhadores
Isabel Sobral, BRASÍLIA

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) prevê que os preços dos bilhetes aéreos internacionais de longo curso, com saída do Brasil, poderão ter descontos de 30% a 50% sobre os valores atuais, por causa do processo de liberação das tarifas iniciado semana passada. A previsão foi feita ontem pela presidente da Anac, Solange Paiva Vieira, em sessão da Comissão de Turismo da Câmara onde a decisão da agência foi bombardeada pelos representantes de empresas aéreas e sindicatos dos trabalhadores do setor.

A audiência, no entanto, não contou com representantes dos órgãos de defesa dos consumidores ou de empresários do setor de turismo, por exemplo. Estavam representados as empresas aéreas nacionais e seus empregados. "Há cenários otimistas e pessimistas, mas a variação dos descontos finais vai de 30% a 50%, dependendo do quanto a crise financeira afete a ocupação dos assentos", afirmou Solange Vieira. Segundo ela, neste momento de crise financeira a flexibilização tarifária será "bem-vinda" para que as companhias possam repassar aos consumidores ganhos de eficiência por meio de descontos e, com isso, manter os aviões cheios. Para os consumidores, ela afirmou que a medida representará mais economia, pois estimulará a concorrência entre as empresas.

O vice-presidente da TAM, Paulo Castello Branco, afirmou que a Anac distorce dados ao comparar tarifas promocionais das estrangeiras com as tarifas cheias da TAM, que é a única companhia nacional que voa para destinos mais longos, como Estados Unidos e Europa. Ele afirmou que a empresa não é contra a liberdade tarifária total, mas quer mais tempo para sua implantação. O cronograma da Anac prevê uma liberação gradativa dos descontos até que, em abril de 2010, haja liberdade total de preços.

O executivo argumentou que as empresas nacionais levam desvantagem em relação às estrangeiras por causa da carga tributária e da menor escala de voos internacionais. "Enquanto não houver condições iguais de competição, há que se proteger as empresas nacionais porque o Brasil não é um hub (centro de distribuição de voos) mundial", afirmou. A presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziela Baggio, acompanhou as críticas, afirmando que a Anac deveria ter "pensado mais" a implantação da medida de uma forma que não inviabilize financeiramente a TAM, para não comprometer os empregos.

A presidente da Anac reagiu, afirmando que a proteção da tarifa mínima que existia até agora no Brasil "não impediu que outras companhias quebrassem" no passado, lembrando as falências da Transbrasil, Vasp e Varig. Ela destacou que a política de proteção tarifária só gerou ineficiências, quando o contrário vai estimular a ampliação de voos por causa da competição. "E, em última instância, gerando mais empregos e renda", afirmou.

A Comissão de Turismo da Câmara criou uma subcomissão parlamentar para acompanhar com a implantação da liberação das tarifas internacionais. Parte dos deputados defendeu ontem uma revisão da medida. Solange Vieira disse que "conversará" com os parlamentares, mas não deu qualquer sinal de que a agência possa voltar atrás na decisão.

 

 

O Estado de São Paulo
01/05/2009

Tarifas aéreas nacionais sobem 2,73% em 12 meses
Levantamento da FGV aponta que o porcentual acumulado foi o menor desde janeiro de 2008
Alessandra Saraiva, RIO

As tarifas aéreas nacionais acumularam alta de 2,73% nos preços nos últimos 12 meses, o menor porcentual registrado desde janeiro de 2008, de acordo com levantamento feito pela FGV. Em abril do ano passado, este índice acumulado era de 54,7%, ainda de acordo com as estatísticas. A fundação não apura preços de voos internacionais, entretanto, outras instituições preveem recuo nos preços também nessas rotas.

Após as notícias de fim do piso nas tarifas aéreas internacionais, determinado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e do avanço da gripe suína em importantes destinos internacionais, a Itaú Corretora projeta queda de 6% nos preços das passagens aéreas para o exterior esse ano, em relação ao do ano passado. Esses fatos irão acentuar ainda mais o cenário de preços em queda, que teve início com a retração da demanda de passageiros devido à crise.

O recuo já tinha sido detectado pela FGV em outros índices inflacionários em abril, como no IPC-S, que acompanha mensalmente os preços varejistas. Durante a divulgação de índices inflacionários calculados pela fundação, o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, havia alertado para esse fenômeno. Ele não descarta a possibilidade de que os preços continuem menos pressionados em 2009. "Certamente caiu a demanda (por voos), tanto a turística quanto a de negócios", afirmou ele.

As empresas aéreas parecem ter sentido a mudança no mercado após o período mais agudo da crise financeira internacional, iniciado em setembro do ano passado. A TAM, líder do ranking no setor, lançou pelo menos nove tipos de promoções no curto período entre novembro de 2008 e abril deste ano. O analista de aviação da Itaú Corretora, Vitor Mizusaki, comentou que, além da redução da demanda interna, as empresas aéreas brasileiras ainda tiveram que lidar com a chegada de um novo player no mercado doméstico no final do ano passado: a Azul Linhas Aéreas. "As aéreas estão com sobreoferta de assentos", comentou.

Nos voos internacionais, o impacto da queda na demanda deve ser maior, especialmente pelo fato de o mercado ter sido surpreendido pela epidemia da febre suína, que pode alastrar-se de forma descontrolada. Notícias como esta têm o poder de desestimular de forma imediata o interesse por viagens. O analista da Itaú Corretora ressaltou que, para não perder mercado, as companhias precisarão ser mais competitivas este ano e que não será possível sustentar preços altos de tarifas, mas ressalta que é preciso esperar para ver qual o alcance da influência da doença na demanda por passagens.

Procurada pela reportagem, a TAM, única companhia brasileira a operar voos internacionais para além da América do Sul, informou não ter sentido impacto em sua demanda por causa da gripe suína. Por meio de sua assessoria, a companhia também afirmou que estuda como a decisão da Anac sobre o fim do piso das tarifas internacionais vai afetar o seu negócio. Já o presidente da Gol Linhas Aéreas, Constantino de Oliveira Júnior, admitiu, esta semana, que houve uma "leve queda" no número de consultas de viagens a destinos na América do Sul devido à preocupação dos turistas com a gripe

O presidente da Junta dos Representantes das Companhias Aéreas Internacionais no Brasil (Jurcaib), Álvaro Rodrigues, comentou que a entidade se reuniu com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para saber quais as providências a serem tomadas no intuito de fornecer aos passageiros todas as medidas de segurança possíveis, para prevenção da gripe suína e tentar diminuir o medo dos clientes. Ele admitiu que há sinais de demanda menor por voos - o que pode estimular promoções tarifárias..

NÚMEROS

2,73% foi a alta
acumulada nas tarifas aéreas nacionais nos últimos 12 meses

54,7% havia sido
a alta acumulada nos 12 meses encerrados em abril do ano passado

6% é a previsão
da Itaú Corretora para a queda nos preços das passagens aéreas
internacionais para este ano.

 

 

O Estado de São Paulo
01/05/2009

Bagageiro de avião se abre e mala cai em cima de prédio
Carmen Pompeu, FORTALEZA

Os moradores do Condomínio Green Park, no bairro Cajazeiras, em Fortaleza, localizado próximo à BR-116, foram surpreendidos ontem, na hora do almoço, pelo barulho de uma mala que caiu do céu e atingiu o telhado do prédio. O objeto despencou de um avião de pequeno porte, o Sêneca prefixo PT-VTD, que pertence à indústria de calçados Grendene.

O estrondo provocado pela queda do objeto assustou os moradores do condomínio , que acionaram a Polícia e o Corpo de Bombeiros. Ninguém ficou ferido. Apenas algumas telhas foram quebradas com o forte choque.

A porta do bagageiro da aeronave estava com defeito e se abriu durante a decolagem. O voo havia partido às 11h56 do Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza, com destino a Sobral, no norte do Estado, cidade onde está instalada uma das unidades fabris da empresa.

Na mala que caiu no prédio, havia documentos, ferramentas e roupas. Uma equipe do Comando Tático Motorizado (Cotam) resgatou a bagagem e a devolveu aos executivos da Grendene.

Após o incidente, o avião voltou ao Aeroporto Pinto Martins, passou por uma vistoria e, enfim, retomou a viagem a Sobral.

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