Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sábado, 27 de Maio de 2017

01/02/2010

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O Estado de São Paulo
01/02/2010

Ex-assessor da Infraero ganhou até apartamento de empreiteira, diz PF
Inquérito também aponta que ex-diretora de engenharia movimentou mais de R$ 2 milhões entre 2003 e 2006

Operação Caixa Preta - investigação da Polícia Federal que aponta desvio de R$ 991,8 milhões em obras de dez aeroportos contratadas no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2006 - relata casos de ex-dirigentes da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) que teriam recebido vantagens, benefícios e prêmios, inclusive passagens aéreas, dinheiro e apartamento de luxo, de empreiteiras supostamente beneficiadas em licitações fraudulentas.

Alvo do inquérito da PF, Eleuza Lores , ex-diretora de Engenharia da Infraero, movimentou "mais de R$ 2 milhões" naquele período, revela a quebra de seu sigilo bancário. "Valores muito superiores à renda da empregada pública recebidos, ao que tudo indica, como proveito dos crimes investigados", assinala o relatório final da missão policial, à página 58.

Segundo a PF, Eleuza mantinha seis contas correntes em instituições financeiras, "não se sabendo, nos dias de hoje, onde se encontram depositados ou em que foram aplicados". Ao abordar contatos da ex-diretora com executivos de construtoras, a PF questiona: "Por qual razão Eleuza patrocinou interesses alheios? Ora, para receber vantagens financeiras, ocultando-lhes a origem."

O relatório - documento de 188 páginas entregue à Justiça Federal em Brasília - inclui no rol de suspeitos os contratos da Infraero para reformas e ampliações dos aeroportos de Corumbá, Congonhas, Guarulhos, Brasília, Goiânia, Cuiabá, Macapá, Uberlândia, Vitória e Santos Dumont. A PF sustenta que a malversação de recursos da União é resultado de um esquema de fraudes e superfaturamento montado pela cúpula da estatal na gestão Carlos Wilson (2003-2006) - ex-deputado e ex-senador que morreu em abril de 2009.

ESCUTA

A PF indiciou Eleuza pelos crimes de corrupção, formação de quadrilha, peculato e fraude à licitação. O indiciamento foi suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O inquérito mostra que ela teve despesas com passagens aéreas pagas pela construtora Andrade Gutierrez, em 2008 - a PF não cita essa empreiteira como envolvida em fraudes à lei de licitações. Eleuza caiu na malha de interceptações telefônicas da PF. As escutas revelam intenso contato entre ex-diretores da Infraero e construtoras.

Em diálogo interceptado às 11h01 de 9 de setembro de 2008, Eleuza conversa com um homem identificado como Renato - a PF conclui ser Renato Torres de Faria, suplente de Ricardo Coutinho de Sena, integrante do conselho de administração da empresa A.G. Concessões, sub-holding do Grupo Andrade Gutierrez.

"Eu sempre pego passagem pelo meu marido, o benefício, e a Varig cancelou provisoriamente esse benefício, então vocês (Andrade Gutierrez) teriam que mandar a passagem, é possível?", solicita a ex-diretora. "Claro, ué, sem problema", responde Renato. A conversa gravada que reforça a suspeita da PF sobre a aliança entre ex-dirigentes da Infraero e empreiteiras está transcrito à página 53 do relatório Caixa Preta.

Documento recolhido por agentes federais e reproduzido à página 54 comprova que as passagens aéreas usadas por Eleuza para viajar de Brasília para Belo Horizonte - e o retorno à capital federal - foram custeadas pela Andrade Gutierrez. A PF monitorou a ex-diretora em Minas. Vigiou seus passos desde o desembarque no Aeroporto de Confins até a sede da construtora. Naquele dia Eleuza, Faria e Sena almoçaram no restaurante A Favorita.

À época, Eleuza já havia deixado a direção de Engenharia da Infraero. A PF, no entanto, encontrou indícios da "ascendência" dela sobre empregados da estatal. "Como permanecer cega ao superfaturamento de R$ 1 bilhão?", questionam os delegados federais César Leandro Hübner e Felipe Alcântara de Barros Leal.

Segundo a PF, o relatório analítico da CPI do Apagão Aéreo concluiu que Eleuza "patrocinou e intermediou interesse privado junto à Infraero, visando favorecer terceiros, em especial a Queiroz Galvão, com a qual trocou 46 chamadas telefônicas no período, e a construtora Andrade Gutierrez".

A PF espreitou Eleuza também numa viagem que ela fez a Recife, em 13 de março de 2009, quando se reuniu com Carlos Wilson, Eurico Bernardo Loyo, ex-assessor da presidência da Infraero, e João Pacífico, executivo da Construtora Odebrecht, "a fim de tratar sobre a obra do aeroporto de Goiânia".

APARTAMENTO

Engenheiro civil, Eurico Loyo, ex-assessor especial da presidência da Infraero, teria se beneficiado do estreito relacionamento com representantes da Queiroz Galvão na aquisição de um imóvel de "alto padrão" em Recife (PE). Indícios do suposto favorecimento surgiram da consulta às declarações ao Imposto de Renda de Loyo. Em 2007, ele informou aquisição de um apartamento de 4 quartos em uma área nobre de Recife no valor de R$ 281 mil.

Ele usou como permuta um imóvel de R$ 230 mil, mas que havia sido declarado no ano anterior pelo valor de R$ 110 mil. "Como a Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário é empresa do grupo Queiroz Galvão, suspeita-se que esta supervalorização do imóvel permutado, na verdade, nada mais é que um "prêmio" da Queiroz Galvão por conta de sua atuação nas licitações fraudulentas da Infraero", assinala o agente Liu Tse Ming.

Loyo afirma que não tinha "nenhuma responsabilidade" nas licitações. Mas a PF identificou intenso contato telefônico dele com duas empreiteiras contratadas para executar parte das obras. A quebra do sigilo de Loyo mostra 94 ligações dele para celulares da Queiroz Galvão e outras 47 para um número da Consbem Construções e Comércio, que participou de licitações na Infraero.

DIÁLOGOS

Conversa entre Eleuza Lores, ex-diretora de Engenharia da Infraero, e Maurício, da Carioca Engenharia, gravado em 21 de outubro de 2008, às 14h22:

Eleuza: Eu conversei com o pessoal lá da Engenharia, o Mário Jorge (gerente de Coordenação de Empreendimentos de Engenharia) não tem problema nenhum... Ele tá enrolado mesmo, ele tá com uma pressão muito grande, do ministro da Defesa, do presidente. Então o Erivan (Francisco Erivan foi coordenador de Planejamento e Empreendimento de Engenharia), o Paulo Dietzsch (superintendente de Empreedimentos de Engenharia), disseram que é só você ficar insistindo, não tem nada não.

Maurício: Ah, é, né?

Eleuza: É.

Maurício: Ok. Escuta, eu soube que você teve uma conversa grande com (nome inaudível) outro dia, né?

Eleuza: Isso, exatamente. Eu até apresentei uma proposta pra ele na sexta-feira (...) e hoje eu mandei de novo.

Maurício: Se você puder mandar com cópia pra mim eu agradeço.

 

 

Valor Econômico
01/02/2010

Anac transfere audiência

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) transferiu de hoje para quarta-feira, às 14 horas, a redistribuição de horários de pouso e decolagem (slots) no Aeroporto de Congonhas. A audiência deverá ser realizada na sede da Anac, em Brasília. A mudança foi necessária porque Trip e Pantanal não foram habilitadas e têm até às 18 horas de hoje para recorrer. Caso isso aconteça, pode haver novo adiamento, pois a Anac teria de analisar o recurso. Trip e Pantanal não se habilitaram porque não obtiveram índice de regularidade e pontualidade nos voos, de 80%, e não comprovaram patrimônio líquido positivo. Azul, Gol, NHT, OceanAir, TAM e Webjet estão habilitadas para a redistribuição de 412 slots.

 

 

Valor Econômico
01/02/2010

Novo voo da TAM

A TAM anunciou na sexta-feira o início de sua sexta frequência diária entre São Paulo e Buenos Aires. O novo voo decola de São Paulo às 6h55 e chega no Aeroporto Internacional de Ezeiza às 8h40. O retorno é às 9h40 com pouso no Aeroporto Internacional de Guarulhos às 13h20. A TAM também tem voos diários para Buenos Aires a partir do Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Porto Alegre.

 

 

Portal Exame
01/02/2010

Como o Smiles, da Gol, vai reagir ao IPO do Multiplus, da TAM
Programa de fidelidade herdado da Varig aposta em novas parcerias para enfrentar o rival

A reação da Gol à abertura de capital do Multiplus, a gestora do programa de fidelidade da TAM, deve se concentrar na busca de novas parcerias. Herdado da Varig, o Smiles é atualmente o maior programa de milhagem do país, com 6,5 milhões de clientes cadastrados - ante 6,3 milhões do Multiplus.

Como em outros países, os programas de fidelidade estão se transformando em uma importante fonte de renda para as companhias aéreas. Basicamente, as empresas criam uma rede de parceiros, como restaurantes e hotéis. Para atrair um número maior de clientes, esses parceiros oferecem milhas da empresa aérea para quem consumir ou se hospedar ali. O cliente ganha porque acumula milhas que, depois, serão convertidas em passagens. O parceiro ganha por atrair mais freqüentadores. E a companhia aérea lucra com a venda antecipada de milhas e passagens aos estabelecimentos parceiros.

No caso da Gol, outra fonte de receitas é a parceria fechada no ano passado com o Banco do Brasil e o Bradesco. As instituições concordaram em pagar 252 milhões de reais para ter direito de emitir cartões de crédito com a marca Smiles. A cifra também envolve o direto de acesso ao banco de dados da Gol, a venda antecipada de milhas para os bancos, e uma participação sobre o faturamento dos cartões. O apelo para os clientes é o acúmulo de milhas sempre que usarem os cartões. Para os bancos, os ganhos vêm do aumento da freqüência do uso dos plásticos.

Em entrevista ao Portal EXAME, Leonardo Pereira, vice-presidente de Finanças, Relações com Investidores, Planejamento e TI, fala da resposta da Gol ao avanço da Multiplus. Veja os principais trechos:

Portal EXAME - Qual será a reação da Gol, à abertura de capital do Multiplus, a gestora do programa de fidelidade da TAM? O Smiles pode se tornar uma nova empresa e ir à bolsa?
Leonardo Pereira - Não vamos dar uma resposta direta aos concorrentes. Acreditamos que o Smiles continua a ser uma ferramenta importante de relacionamento dos clientes com a Gol, e há outras formas de nos posicionarmos quanto aos movimentos do mercado.

Portal EXAME - E quais são essas formas?
Pereira - Um exemplo é a parceria que estabelecemos, em junho do ano passado, com o Banco do Brasil e o Bradesco para a emissão de cartões de crédito com a marca Smiles. Não podemos divulgar muitos números sobre isso, mas essa parceria foi responsável por aumentar significativamente a participação do Smiles no mercado de venda de milhas. Essa participação saltou de 3% para 30%.

Portal EXAME - Foi a venda de milhas para o Banco do Brasil, e o Bradesco que motivou esse salto?
Pereira - Sim. O Smiles gerou uma receita de quase 300 milhões de reais no ano passado. Foi um desempenho muito acima do esperado.

Portal EXAME - E quais serão as outras iniciativas?
Pereira - O número de usuários subiu de 6,2 milhões para 6,5 milhões desde que assumimos o programa de milhagem. É claro que queremos fortalecê-lo ainda mais. Estamos revitalizando nossas parcerias. Atualmente, temos 150 parceiros, e temos planos de conquistar outros nos setores de entretenimento, restaurantes, hotéis, casas de show e livrarias. Todos os setores que cercam as viagens e o turismo nos interessam. Mas não há uma meta para o número ideal de parceiros.

Portal EXAME - O Smiles é o responsável pelo aumento na taxa de ocupação das aeronaves? Desde agosto do ano passado, houve um avanço desse indicador para a Gol.
Pereira - Não há muito efeito do Smiles nisso. A recuperação da taxa de ocupação era natural, por causa da época do ano. Além disso, ela sofreu muito durante a crise. Com a recuperação da nova classe média, era esperado que as taxas se recuperassem.

Portal EXAME - A venda de milhas está se tornando uma grande fonte de receita para as companhias aéreas. Qual é a importância disso para a Gol?
Pereira - Uma das principais preocupações das companhias aéreas hoje é o desenvolvimento das receitas complementares. Sem contar o Smiles, esse item respondia por 6% da receita da Gol há quatro anos. Agora, está em 10%, também sem o Smiles. Os serviços de transporte de carga são uma das principais fontes, seguidos pela venda de produtos à bordo, taxas por excesso de bagagem e a participação da Gol, na receita gerada pelos cartões Voe Fácil.

Portal EXAME - Como a Gol pretende aumentar essas receitas complementares?
Pereira - Estrategicamente, o mais adequado é que elas representem 15% do total nos próximos cinco anos. É a área mais promissora em potencial de crescimento, e muita coisa ainda pode ser feita. As vendas a bordo, por exemplo, ainda são muito preliminares. Também estudamos novos serviços de entretenimento para os passageiros.

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